Domingo, 2 de Abril de 2017

Abraço não sentido

Foram-se as palavras

ficaram os abraços, tempestades de sentimentos

aglomerados num baú envelhecido.

Hall de entrada, de retratos que amam uma casa, 

puxadores nas portas de várias mãos, de vários olhos

vedados, dois braços abertos, um abraço que se esconde,

lágrimas amanhecem

caem como folhas secas

tilitam como gotas de água de uma torneira mal fechada.

Adeus sem palavras

silêncio sentido, no logradouro esverdeado, 

vidas como um baloiço, carrocel imparável.

Talvez amanhã... Em plena madrugada, ouvir-se-á a voz

do abraço.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 22:04
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Quinta-feira, 27 de Outubro de 2016

Diferente

Minúsculas lágrimas, caem no rosto enrrugado,

travesseiro esquecido.

Espasmos musculares, suores frios numa noite quente

Toma o meu corpo... Não me pertence.

Dá janela entreaberta, luar triste e tímido ilumina o quarto triste.

Paredes escuras abrem-se de recordações, de alegrias soltas.

 

Adeus... Amanhã voltarei... A mesma hora, no mesmo dia,

desta vez não será no passado mas sim no futuro e tudo será

diferente.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 18:25
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Quinta-feira, 2 de Junho de 2016

O teu nome

O cacimbo das palavras

Abraço teu

Meu

Vem, deita-te no meu colo. 

Aconchega-te

Sente-me

Sente-te

Reciproco sentimento

Emoções

No meu silêncio

Protejo-te

Protejo-vos

Um momento

Com o teu nome.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 21:09
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Sexta-feira, 2 de Outubro de 2015

Eu a ti, pertenço

"Vais deixar
que me pisem,
que me humilhem,
que me tirem a dignidade,
Vais deixar?
Faça-me como uma planta em pleno deserto
Faça-me como uma vela acesa desafiando
o vento.
Vais deixar
que me desvalorizem (pessoal e profissionalmente)
que me tirem o que é meu, só meu e que me deste...
Vais deixar que eu morra por dentro
lágrimas secas repletas de dor.
Vais deixar
que eu sinta o preconceito e as escolhas
Essa vida não é minha... A ti pertence.
Por isso
Faça-se em mim a Vossa vontade.

Diz-me aonde vais e eu Seguir-te-ei."


publicado por Ejamour de Carvalhais às 18:47
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Sábado, 18 de Abril de 2015

Até amanhã

É noite de vento... Sem temporal e trovoadas.

De gatos nos telhados, 

de árvores que se despem como amantes

que traem o amor que dizem que amam.

 

Conflitos internos, de pensamentos que voam, 

separação presente de vidas que insistem viver

dentro de vidas abertas para o mundo

 

Amanhã, a mesma hora, do dia diferente

os sentimentos lutam a margem da aceitação.

 

Quando parece claro

luzes se apagam no intercalar

da noite quando a lua se despede

para o dia seguinte.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 17:21
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Terça-feira, 2 de Dezembro de 2014

... E no natal.

... Passeio por ruas cobertas de almas que amam, 

que choram a poesia das almas desencantadas.

Julgo, e julgam-me como folhas de livros brancas

escritas por poetas mortos entregues ao esquecimento.

E no natal nas luzes que enfeitam as ruas das cidades 

mundiais, vejo olhares sem nomes, rostos sem frases, 

aqui e do outro lado da rua, o mesmo semblante,

as mesmas lágrimas perdidas ao sabor dos foguetes,

fogos de artificio, iluminam o Céu encantador. 

O filho de Deus novamente nasce e renasce nos corações

abertos. O renascimento alimenta a Fé.

Passeio dentro de mim como um vagabundo triste, filho das

ruas desertas, de árvores despidas. Não tenho inspiração

para falar de amor, minha boca triste e fechada como 

uma ponte partida, sem ligação, sem transição. 

Fluem-me as palavras nesta hora que penso o natal

como a luz que alimenta o ego, a esperança, a renovação, 

a salvação.

 

 


publicado por Ejamour de Carvalhais às 08:00
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Quarta-feira, 16 de Julho de 2014

Eterno

Um minuto sem ti é um fim eterno.

Toma a minha mão, entrega o teu amor.

Vem e deita-te na minha alma.

 

 


publicado por Ejamour de Carvalhais às 18:18
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Quarta-feira, 9 de Abril de 2014

Um poema só teu.

A poesia do teu corpo, enfeita os olhos dos anjos

escrevendo palavras de amor que enfeitam as estrelas

beijando o Céu apaixonamente.

 

Linhas e curvas, amando-se mutuamente, 

continuamente. Interligando-se eternamente.

 

Das tuas lágrimas provo a dor da tua alma, 

o sabor do teu amor. 

 

Em ti espero o que procuro. A doce liberdade...

De peito aberto, grito o amor, o amor na tua alma

rebelde, única de ti.

 

Toma o meu amor, nas tuas mãos, dá-me a tua

fragilidade, dorme debaixo das minhas asas, 

protecção sentida. 

 

E quando procurares por mim, e não me 

encontrares procura-me dentro de ti. 

Estarei como um anjo que te protege.

 

Trago-te os momentos felizes, a luz que 

te ilumina os teus passos desalinhados, a Fé

adormecida. 

 

Acorda... É hora de sentir o amor a percorrer

a tua vida, como vento forte que bate a tua janela,

revirando-te, consumindo-te. 

 

Acorda, acorda, os minutos, as horas, passam, 

toma o amor, guarda-o...

Dentro de ti, aonde conseguires alcançar.

 

 

 

 


publicado por Ejamour de Carvalhais às 08:14
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Segunda-feira, 13 de Janeiro de 2014

Sedução

As linhas do teu rosto
transpiram a sedução de um corpo

Desejo, sedução, rendição

Não se apaga a sedução com um beijo,
talvez com um abraço sentido que leva o suor do amor.

Pele negra, molhada pela chuva quente do verão africano,
lábios como frutos tropicais,
tudo que se encaixa, se encarna, neste pecado que só Deus
pode perdoar.

Seduz-me
Vences-me com o teu olhar
que me tira a alma e não me devolve

Procuro por mim e não consigo me encontrar
porque levaste tudo de mim com a tua sedução.

publicado por Ejamour de Carvalhais às 13:56
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Segunda-feira, 22 de Julho de 2013

Um tempo

É nos teus olhos que vejo a esperança com rosto de

anjo, sem asas quebradas, sem tempo esquecido.

 

É nos teus anseios, ensejos e desejos,

Fé inquebrável, rendição esquecida, lutas incessantes contra

inimigos que te beijam a alma na escuridão sentida.

Onde deleita-se a resposta da verdade

 

Ah, as palavras têm outro sabor quando escrevo de amor

com o teu nome...


publicado por Ejamour de Carvalhais às 16:44
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Domingo, 3 de Março de 2013

Palavras e momentos

Não pedi...

 

Não ouvi...

 

Nem tão pouco sonhei,

 

acordei sem pedir

 

Perco sonhos, e horas de sono

 

como um viajante do tempo

 

colecciono o que não é meu

 

Palavras e momentos, encantos de 

 

sentimentos.

 

As folhas verdes do meu jardim,

 

as flores que se perdem de amores

 

por borboletas de várias cores

 

Sinto-me aonde me dou

 

uma entrega total, sem reservas

 

num amor incondicional.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 12:05
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Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2013

Os sentidos

Oiço-te

 

Uma voz singela

 

Doce e suculenta

 

Incolor são os retratos que me vestem

 

dos teus olhos negros de mãe, retenho

 

o sabor do teu abraço.

 

Vejo-te

 

Alma, que me beija e ajuda-me na caminhada

 

vivencial.

 

Vejo-te assim, como uma casa de estruturas fortes

 

de janelas e portas abertas para mim que me aconchego

 

no teu lugar...

 

 


publicado por Ejamour de Carvalhais às 14:44
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Domingo, 7 de Outubro de 2012

Sobreviver

 

Alguém em Luanda, em África

Alguém no dia a dia lutando para sobreviver,

o futuro nas costas pesadas, um fardo da vida.

Pele negra, olhos negros de um asfalto abrasador,

de manhãs longas de dias sem fim, de noites

cansadas mas alegres quando o dia deu frutos de

sobrevivência.

 

Do vento quente típico africano emerge o sentido da vida

lutar e sobreviver, Fé inabalável a um Deus que nunca esquece,

deste lugar de sonhos retraídos, de consciências, algumas perdidas

outras achadas nas ruas de terra batida, o verde da esperança pintado

nas portas da alma.

 

De mim, de ti que lutas insistemente sem nunca vacilar, raros são

aqueles que atingem o topo da montanha sem nunca vacilarem,

felizes os que valorizam o pão de cada dia com um sorriso de

humildade, pura e inocentemente única.

 

Se o meu beijo de Fé pudesse pelo menos suavizar a luta da tua

sobrevivência eu diria aos anjos... Diria a Deus.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 08:20
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Sábado, 29 de Setembro de 2012

Coração aberto...

…No Céu as primeiras estrelas, algumas mais
Brilhantes que outras, adormecem junto ao luar
Que fazem desenhos de amor na areia molhada,
Lágrimas de uma sereia a beira-mar, de um tempo
Que fora de sofrimento, agora de paz plantada
Nos quintais sofredores, mãe negra já não chora
A morte dos filhos, partindo para as terras distantes
Desconhecidas atados as correntes da escravidão.
… Uma casa, é mais

que uma casa, é afirmação do
Lar desfeito pelas vicissitudes da vida,
De janelas vivas e portas amplas, onde o sol entra e
Pernoita até o outro dia, adormece ao som das serenatas
Do mar.
Cercam-se as árvores, embaladas pelos ventos dominantes,
Uma casa viva, iluminada pelo luar
A negritude lá fora com olhos de palanca negra, cá dentro soa o
Batuque, o som mágico de África.
A mistura de corpos, de matérias vivas, espalhando a magia das
sensações na ilha mágica de Luanda.
Toma os meus braços de fisga, embala-te,
embala-me nesta noite sem calemas,
acordei com o cântico da kianda(sereia)

publicado por Ejamour de Carvalhais às 10:19
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Terça-feira, 11 de Setembro de 2012

Estantes...

... Do sol nascente, dos riachos e mangais

abandonados a deriva do tempo.

Doce lua, doce vida, de beijos

ausentes, de poesia constante no teu olhar

e no meu, perdido de mim.

 

Deste tempo, lugar único, reservados aos

poetas, de vidas cruzadas, de livros mortos,

numa estante de uma biblioteca abandonada

pelo o Tempo.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 17:13
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.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

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