Vento despido
sabor amargo
deste beijo de feitico
Encanto
Sem magia
Sem poesia
Cama vazia, sexo,
prazer,
Despreazer
Amor feito
desenhado com
movimentos sexuais
Perco-me
Perco-te
Assim, do nada
de tudo que parece
infinito, mas
sera
finito,
Mortal como n'os.
Se eu fosse Deus
Eu iria te amar
como deusa
Ate a minha morte
Se eu fosse poeta
o teu corpo
estaria nas minhas
maos como um poema
de amor
Da-me
a tua alma
vou fazer uma melodia
fecha os olhos
vou-te amar de olhos
fechados
Eu tenho amor...
Dorido,
Ferido,
Perdido,
Solitario...
Amor doce como o mel,
sagrado como os templos
de Jerusalem.
Eu tenho amor...
Aventureiro,
Timido,
Guerreiro,
Forte como as tempestades,
quente como os vulcoes, amor
como as quatro estacoes.
Eu tenho amor e nao o posso negar,
ainda que seja imperfeito, sem rosto.
Tenho-o dentro de mim (amor) devorando-me
o corpo como as borboletas sugando o nectar
das flores sorridentes, tirando-me da
solidao, das desilusoes que semeei
do vazio que colhi, e tenho vindo a colher
como as lagrimas que deposito no altar
da minha alma.
Eu tenho amor e sempre o terei ate ao
meu Fim.
Unicornio...
Capricornio...
Sentido nato, inato,
orvalhos em folhas secas
com rostos de borboletas.
Lendas vivas, imortais, fogo
consome corpos, deixando livre
a alma.
Sangue de escorpiao
espalhado no chao,
amor venenoso, proibido,
labios frios como a neve a polar....
Soltar a voz no silencio dominate,
revolta acesa, velas dolorosas,
iluminama dor escondida.
Correntes a volta do corpo
atado a tortura interior...
Sentimentos frageis como cristais...
Chao sagrado, pes descalcos...
Brota a semente na terra
fertil...
Liberdade...
Fraternidade...
Viver em sociedade...
Vem...
Vem...
Vem...
O medo ja partiu numa viagem
sem retorno...
Ficaram as asas sagradas.
Pedacos de espelhos
espalhados no chao,
imagens deformadas
de um retrato pintado
a mao. Mistura de cores,
o azul tornando-se vermelho
Paredes brancas marcadas
por maos solitarias, corpos
vazios.
afectos ausentes, olhos fechados
trazendo lagrimas secas. Aurora
sonhadora caminha lentamente em
busca do beijo da paz perdida.
Procura incessante, contagiante.
Envelhecem florestas criadas na
imaginacao do coracao.
Ate amanha aurora
(foto retirada da internet)
Estou cansado de mim.
De sentir-me
De olhar-me do outro
lado da rua.
Cansado de comecar tudo de novo,
olhar o passado como se fosse o presente
e o futuro ao mesmo tempo.
Como se de um ciclo se trata-se.
Os erros do passado sao pesadelos
do presente talvez eu nao seja o
unico nesta imperfeiccao mundana.
Redoma sentimental de afectos prisioneiros,
de perguntas sem respostas.
Estou cansado de me sentir sozinho,
pacientemente espero por mudancas
numa viagem com destino terminal.
Alegro-me apenas de fazer parte de mim,
de saber que sou um soldado da vida...
Do meu quarto, oico a chuva misturando-se com o vento
numa melodia imortal tocada por um fantasma que morreu
por amor. Levanto-me, vou ate a rua, olho em meu redor e nao
vejo os pombos que enfeitam os telhados, vejo pessoas abrigadas
do frio, o pai natal pendurado num poste numa arvore com sorriso
amavel. Oico vozes em diferentes linguas, oico e vejo carro, imensos
com olhos de poluicao. Atravesso a rua e deparo-me com alguem que
toca apaixonadamente um violino. A sua frente no chao uma caixa aonde
as pessoas atiram moeda.
No centro da cidade e nao so, as lojas estao enfeitadas de brindes natalicio.
'e uma correria infernal, parece que so nos lembramos quem temos sentimentos
de afectos neste dia(25/12/0000). Os valores materiais nao se sobrepoem aos valores humanos.
Regresso ao meu quarto e trago comigo a cegueira humana de que so nos lembramos
no Natal.
Feliz natal
Feliz ano novo
Tudo de bom
E.J.Carvalhais
"Jamour"
'E um poeta,
de poemas invisiveis,
compositor de melodias,
pintor de varias conchas,
algumas com rostos de
sereias,
golfinhos,
baleias.
Inexplicavelmente destruimo-lo,
mas lentamente amando no
esconderijo do nosso Eu.
O mar escreve poemas de varios
momentos, virtudes imperfeitas do
azul cativante
revoltante.
E nesta poesia deixo-me ficar,
na entrega total destas palavras...
O mar 'e um poeta de poemas
inocentes de misterios e segredos.
Vi-te nos sonhos,
transparente, ausente, ao
mesmo tempo existente.
Queria tocar-te, a distancia
era infinita.
Sentir o teu cheiro, a jasmim,
o teu corpo de pecado nas minhas
maos de anjo solitario... Meus
sentidos perderam-se naquela
noite de sonho real.
Nao vi o teu rosto... Voavas entre o Ceu
e o meu quarto, trazias galaxias nos olhos
e uma mensagem na alma:
"Eu sou poetisa de palavras sentimentais,
de vivencia real, nao sou imaginacao, sou
a realidade dos teus poemas, sou musa, sou
deusa, inspiracao poetica, voz do teu subconsciente,
veludo do teu coracao. Sou as paredes que te cercam,
a estrada que percorres na Fe da tua existencia."
Vi-te nos meus sonhos como um poema que
acabei de escrever.
(Foto retirada da internet)
Esta noite a lua vestiu-se como
tu... Olhos de diamantes,
timida, sensual, perfume de uma
roseira, magica e sensibilidade
feminina.
Vestiu-se de branco, no meio das
estrelas centilantes. Sandalhas de
petalas, sombra de deusa.
Esta noite quero adormecer nos
bracos da lua, acordar junto ao
por-do-sol, esperar novamente
pelo teu beijo, num retrato como
o arco-iris.
Nos bracos da lua que sao os teus bracos.
Oico a tua voz dentro de mim
no teu silencio de mulher
ausente, vestida de prazer,
despida de desilusao.
Na alma um piano, melodias
sem cessar...
Trazes no pescoco
um colar que adormece no meio
dos teus seios. Meus bracos de
mar, minhas maos negras,
desconforto interior.
Arde-me o corpo, incendios dentro
de mim. Mistura de carne e cinza,
chama reluzente, teu olhar consome-me
como castelos de areia que o mar leva.
Vejo-me perdido, embarcando-me num
navio fantasma...
Da-me de beber
do calice da vida o milagre de estar
vivo.
Foto retirada da net
Estado intimo,
segundos de reflexao,
tanto por dizer, sao
revolucoes de palavras,
frias,
quentes,
sensuais,
sexuais.
O mundo 'e um misterio
de inspiracao para poetas
imortais na clareza utopica,
vivencial, sentimental,
no chao pobre de sobrevivencia
fugaz.
Tanto por escrever, canetas
assassinadas em folhas de papel
branco, tinta seca, apagam-se
as luzes deste refugio sem nome
fica o tanto entregue ao incognito.
Quantos mares
quantas horas, minutos
desta vida eu entreguei-me.
Quantos desertos eu vi dentro de
mim, retratos que eu pintei,
lugares que eu procurei.
Sinto-me nas aguas turvas,
no leito da esperanca.
Em mim
ha versos desencantados
a merce do ser esquecido,
ha uma ponte por atravessar,
escolhas por fazer, toma a
minha vida,
ela nao me pertence.
Quero dormir
um sono profundo
escalar a minha
montanha e nao ter medo
do precipicio, lavar-me
do pecado num rio de agua
agua transparente de inocencia.
No meu sono quero abrir os olhos
num momento
terno,
eterno,
intemporal,
sem pressa de acordar.
Misturar o corpo com as
quatro estacoes, sentir o
feitico da lua, o beijo de uma ninfa.
Quero olhar nos olhos de Deus
e perder-me na divindade celestial.
Quero dormir e nao acordar nunca,
chorar a minha morte e esquecer a minha
vida.
Sono ausente
vazio existente...
Vou acordar destas
palavras
Foi no teu olhar que encontrei a paz
interior
Revoltas dentro de mim
que me assassinam por
dentro
Tenho dor...
Tenho fome do teu amor
Da-me a tua lua
vou morrer nas tuas asas
de anjo ferido com dor
invisivel.
Vem e cai no mar das
sereias com o teu
sorriso.
E no teu sorriso de deusa
cega, mas de personalidade
forte, cai as lagrimas de quem
luta por ti e quem te ama no silencio....
Abre os olhos
e ama.
Eu sou como as flores do teu
jardim.
Um beijo para ti
no teu sorriso
de deusa.
Dedicado a Amanda
Princesa do Zimbabue
. Poetisa