Quarta-feira, 28 de Março de 2012
Eu tenho um lugar

Eu tenho um lugar só meu,

só teu...

Que me pertence,

Que a Deus pertence

Tenho o meu lugar que visito nos meus sonhos

na dureza dos meus dias

Sem mágoa

Sem dor de poeta esquecido

No meu lugar tenho chuvas, como prantos,

pecados e perdão da solução divina

que entrego insistentemente a minha vida...

Sou assim, como os lugares mistérios,

quem dera que fossem sagrados.

No lugar do divino deposito a minha alma,

Fé inquebrável

Como a lua que volta sempre no mesmo lugar.



publicado por E.J.Carvalhais às 14:18
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Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2011
Terno sentir...

Terno sentir de palavras, cai num semblante

confortante

Tenho a magia das sensações simples

do teu sorriso inocente pela manhã,

da tua voz de veludo, anjo matinal da minha vida

Lá fora, o fresco de África, um galo anuncia no quintal

mais um dia, uma hora que desperto.

Cristo, passeia dentro da minha vida, numa oração constante

única.

As quatro paredes da minha casa, amareladas com tintas de

areia, albergam nossos corpos esperando por mudanças.

Terra vermelha, colorida por flores de várias cores, recebem chuva poética,

caindo na telha de zinco, escorrendo pelas paredes beijando incenssantemente

o chão sedento... Daqui deste lugar, de várias vidas sofredoras, abraçadas ao

Tempo, entregues ao destino inocente, sopra o vento da esperanças,

e aqui nasce vidas para todo o sempre.

 


Sinto que tudo mantém-se intacto na fragilidade do sentimento.




publicado por E.J.Carvalhais às 09:05
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Segunda-feira, 19 de Setembro de 2011
Volume I

Cidade desorganizada, caos constante,

ninguém tem destino próprio, nem o

regulador de transito...

Há pavimentos esburacados, como se de uma

vala comum se tratasse, postes de electricidade

despidos de luz, alguns partidos, empenados com pelo

tempo, ou pela mão humana.

Há vestígios de destruição, em junção com  a desordem fazem um todo.

Há lágrimas de perdição, de desconforto individual.

Há casas sem o mínimo de interesse, de estética cega, ruas sem fim,

e de todos os sentidos vão dar ao vazio.

Condenados pelo tempo, anulação de transportes, confrontados pela

aparência cega, sem compromisso com vida mas sim com a morte,

o negro das vestes que adormecem nos quintais desordenados, de portões

mortos, enferrujados pelas chuvas, de mansinho caem sem perdão,

sem hora marcada.

Desta podridão de vida, de lamento,

sem saida, esperamos todos pela hora da mudança,

sem endereço de ruas, de bairros sobrelotados, sem pavimentos,

de esgotos ao Céu aberto, valas entupidas, senhoras vendendo

"pinchos" misturados pela poeira, temperados pelo suor.

Até quando?

Quando não mais houver saída...

Quando não mais houver a luz da esperança,

do sonho por que todos anseiamos.

Deste lugar, procuro o que quero guardar.

Em vão espero...



publicado por E.J.Carvalhais às 15:56
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Segunda-feira, 18 de Julho de 2011
Divino

No outono das palavras frias

secas, amareladas pela geada,

orvalhos de olhos tímidos,

sensação ausente de sentimento

fugidio.

Completo, simples e único

esse sentido exacto de vidas

abertas ao sentimento nunca

pedido, mas acontecido.

Da minha carne, outra carne de

corpo presente abençoado,

protegido pelo divino.

No meu peito protector

entregas a tua paz de espiríto,

única de ti, meu anjo amparado

por amor.



publicado por E.J.Carvalhais às 15:45
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Sexta-feira, 17 de Junho de 2011
Ejahir Angel

A dádiva divina abriu a porta da minha vida,

Deus do mundo, eleito salvador, concedeste-me

o milagre da vida.

Eu sou vosso fiel servidor

Sou aquele que enfeita o caminho

para teus sagrados pés

pisarem a terra que cobro com os meus

poemas de devoção

de humildade presente

patente

em mim.

Sois vois que me ensinais o caminho da vida,

da verdade, do amor,

Sois vois que me educais no sentido prático

de olhar na simplicidade da existência humana

E do meu lugar, desta casa que habito

eu vos convido a entrar, nem que seja por um minuto

Tenho nos meus braços

Ejahir Angel, sangue do meu sangue,

fruto da minha essência,

o lado sagrado da minha vida.

Obrigado!!!

 

(Dedicado a minha filha) 



publicado por E.J.Carvalhais às 22:06
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Terça-feira, 24 de Maio de 2011
No infinito dos nossos dias

Neste lugar de contratempo

de olhares perdidos nas asas

da esperança, espera-se, busca-se

o infinito dos nossos dias, numa estrada

sem fim, sem destino, de hora marcada com

o tempo.

Eu tenho os dias marcados nas mãos de quem

trabalha sem pensar no manhã, assim como tu

que vives entregando-te a vida sem medo, sem pranto,

de lágrimas secas.

A vida so te dá o que suportas,

o teu fardo, é leve comparado

com a cruz de Cristo.

Fonte luminosa de amor

vivo

mágico,

vem e deita-te ao lado de quem te salva.

No infinito dos nossos dias, reside a resposta

da procura.

 



publicado por E.J.Carvalhais às 15:14
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Domingo, 24 de Abril de 2011
Eu e os meus poemas

Eu tenho poemas...

Muitos, muito deles sem título,

outros adormecidos aonde as lágrimas

secam com o sopro do vento.

eu tenho poemas, de Fé,

de amor, de vitórias, de derrotas,

amargas, de sabores perdidos

nos recantos da alma.

Eu tenho poemas que tocam o Céu,

voam como anjos, vivem como Deus.

São reais...

Mágicos de sentido exacto...

Únicos que são a minha essência.

Eu tenho poemas que são o meu rosto,

são tudo que eu posso ser, até no mundo

dos sonhos.

Eu tenho poemas que são fruto da benção, do amanhã

que chega, vestido de aurora, eu trago a poesia vespertina

do povo que se entrega a vida sem medo,

das casas destruidas, dos templos revestidos

de amor, da luta constante, a vitória é uma meta que

se atinge de olhos fechados mas de coração aberto.



publicado por E.J.Carvalhais às 23:22
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Sexta-feira, 1 de Abril de 2011
Inverso

A essência da vida, responde-nos com persistência

de viver, sem medo do amanhã.

Talvez, todas as certezas são apenas momentos,

que temos, usfruimos sem pedir, ou insistimos na mesma rota

aonde passam todos os erros que cometemos.

A vulgaridade dos sentidos

leva-nos ao sentido inverso da vida

Resta-nos esperar, até que cheguemos

a um ponto de partida sem hora marcada

de chegar... A outra margem.



publicado por E.J.Carvalhais às 15:23
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Segunda-feira, 14 de Fevereiro de 2011
Vidas!!!

Sei de cor, os traços que enfeitam a tua alma,

as cores que nunca se apagam, perduram

na insensatez do Tempo.

Sei de mim, quando me sinto. Agora sei 

que terei outros corpos nos meus braços

gerados por mim.

Outras vidas que serão minhas vidas.

Agora sei que tem sentido a minha poesia

ficará sempre nos teus olhos de deusa enfeitada

de amor.

Vidas... São dádivas, milagres sentidos

existentes.

 



publicado por E.J.Carvalhais às 15:09
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Sexta-feira, 7 de Janeiro de 2011
Amanhecer cedo...

Os pombos amanheceram cedo... No chao espalhei arroz branco

seco, no Ceu varios corvos com inveja e ganancia.

Nas ruas sem asfalto, o chao lamacento de mais um dia chuvoso

num pais tropical, encalhado pela corrupçao.

Na correria matinal, crianças procuram o pequeno almoço

numa mesa nua de pratos cansados.

O pai nao trabalha...

A mae chora num canto o negocio de uma vida vazia,

o irmao mais velho perdido no alcool encostado num muro

envelhecido pela poeira triste da vida, rodeado de moscas

de varias cores.

A irma mais nova com olhos de esperança, brancos e aconchegantes,

dentes alinhados dizendo constantemente, que um dia tudo sera melhor.

No melhor das palavras da pequena reside a sensatez, humildade

e simplicidade de encarar a vida que tao curta parece longa.



publicado por E.J.Carvalhais às 19:57
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Sexta-feira, 19 de Novembro de 2010
Um minuto de mim

Deste sol quente que me torna a pele negra não de solidão,

mas de bem sentir interior, vislumbro o amparo da mão divina sobre a sombra que permaneço.

Do grito interno revolta mansa como mar sem ondas, colho nas mãos negras queimadas pelo sol matinal, o sossego espiritual, neste caminhar de horas silenciosas. Darei sangue...

Formarei corpos, de outros corpos Herança genética, representantes da minha essência, benção celestial. Não mais temerei

Não mais vacilarei

Nestas asas que me cobrem entrego-me sem receio.

Tomai-me...

Cantai-me, junto com os salmos sagrados, numa nova página de linhas confortantes.

Darei um minuto de mim.



publicado por E.J.Carvalhais às 07:37
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Quarta-feira, 15 de Setembro de 2010
No teu jeito de ser...

União

que me liga a ti, nos teus gestos que me

cativam, nas tuas palavras que me fortificam

alimentando-me

saciando-me

Como um ser sedento de amor...

 

Há minutos sem ti que parecem dias

de solidão e ausência sentida.

Como um deserto espera pela chuva

na ansiedade do vento vem a esperança

vestida de anjo.

 

Abraça-me forte com os teus braços

de raízes de embondeiro, faz caminhos

secretos na minha alma que se deleita

com o toque suave do teu jeito de ser.

 



publicado por E.J.Carvalhais às 19:15
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Quarta-feira, 25 de Agosto de 2010
VitÓria

As derrotas sao meras passagens como

desfolhar um livro de folhas transparentes.

Posso cair (...)

Mas sei que sempre vou erguer-me ainda

mais forte. 'E a lei da minha sobrevivencia.

 

Cortar as asas a um passaro, elas voltam a crescer

e a liberdade nasce ainda mais forte, cortando o Ceu,

beijando o vento entusiasticamente.

 

Vitoria, de cada dia que respiro o ar profundo

que me saem dos pulmoes, como o rio que derruba montanhas

nos bracos da correnteza.

Choram-me desilusoes (...)

Magoas que atravessam a minha memoria

Como os trovoes que invandem a negritude

de uma noite adormecida.

 

A minha vitoria nao sera apenas minha

'e de quem me tem no bom sentimento

das palavras de afecto guardadas no lugar

secreto e especial do coracao. 

 

 

 

 



publicado por E.J.Carvalhais às 12:23
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Sexta-feira, 13 de Agosto de 2010
Confissão...

 

Eu quero um poema

 

sem cor

 

sem dor

 

sem mácula, revestido de inocência

 

Eu quero um poema entranhado no corpo

 

como o sangue que me ferve nas veias

 

Quero o mar e o rio ao mesmo tempo

 

lavando-me a alma

 

na calmaria vivencial.

 

Quero que as minhas canetas sejam espadas

 

os meus livros o meu escudo.

 

As minhas derrotas sejam as minhas vitórias

 

e no impossível encontrar o possivel

 

das soluções exactas como num poema

 

de olhos transparentes.



publicado por E.J.Carvalhais às 15:20
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Segunda-feira, 26 de Julho de 2010
Aqui...

Tenho poesia...

 

Tenho-a entre maos feridas...

 

Doridas...

                               

Ao meu redor so tenho Deus,

 

tudo que amo esta distante,

 

do outro lado do oceano.

 

Solitario...

 Anjo perdido de asas quebradas,

 

a terra sera sempre um lar como

 

uma casa vazia, sem mesas nem cadeiras

 

de retratos com rostos invisiveis

 E aqui

 

neste quarto de paredes revestidas

 

de um amarelo envelhecido tenho-me

 

com o corpo entregue ao destino.

 

Esperam-me abracos,

 

lagrimas de saudade,

 

num momento reciproco.

 

Como uma brisa de amor.

 

 

 (foto retirada da net)

 



publicado por E.J.Carvalhais às 11:39
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.Autor:E.J.Carvalhais
Nao sou poeta, nunca fui, nunca desejei se-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fe, Essencia que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentarios, erros de acentuacao 'e derivado ao facto de escrever num teclado improprio para a escrita portuguesa)
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