Foi no teu olhar que encontrei a paz
interior
Revoltas dentro de mim
que me assassinam por
dentro
Tenho dor...
Tenho fome do teu amor
Da-me a tua lua
vou morrer nas tuas asas
de anjo ferido com dor
invisivel.
Vem e cai no mar das
sereias com o teu
sorriso.
E no teu sorriso de deusa
cega, mas de personalidade
forte, cai as lagrimas de quem
luta por ti e quem te ama no silencio....
Abre os olhos
e ama.
Eu sou como as flores do teu
jardim.
Um beijo para ti
no teu sorriso
de deusa.
Dedicado a Amanda
Princesa do Zimbabue
Perdi-te na inocencia
os livros do avo
em poemas ficaram para leres
mae toma a minha mao
eu chamo mae a mae da minha
mae
Sempre que durmo
minha lagrima
cai com o teu nome
Aonde estou?
Responde-me
nas as asas do vento
Toma o meu sangue
E eu caminharei na tua sombra
A poesia do mar tras a saudade
nesse coracao vazio
Olha o meu amor a
chorar por ti
Mae... Ouves o meu lamento?
Vou dormir se chorar 'e a tua lagrima
porque me deixaste sem avisar
fica o beijo do amor no teu coracao.
Dedicado ao Rui
Algumas flores
caem mas a semente fica
inocencia perdura
a vida 'e dura?
Eu vi o amor a cair de uma arvore
Na tua chacara beijei a semente feminina
Sem vida
Sem chama
E eu vi-te no outro canto
a perder a tua essencia
porque acreditas que 'e fim
se a tua essencia ama-te
Toda mulher 'e um
poema de amor
Quero escrever para ti
que me les
ouve o meu silencio
e ama-me
como as portas
das esperanca
e quando abrires
os olhos
ama-me ate
encontrares
quem eu sou
dentro de ti
Bebo da chuva
a sede que tenho
cicatrizes como raizes,
uma borboleta adormece
no orvalho que madrugamente
beija as folhas verdes.
Cores penetrantes,
cinzento do Ceu
misturando-se com o sol
de outono, esperando
pelo frio de Janeiro.
Casacos num guardafato,
cheirando a naftalina, espelhos
quebrados, supersticao e maldizeres
destino como porta acorrentada,
chaves atirada ao mar. Beijo nunca esquecido,
ficou o sabor da carne,
pecado cometido, um terco envelhecido.
Vou partir, mas antes deixarei uma frase
no olhar da chuva:
"A leveza do amor 'e como uma pena
que um passaro inocentemente
perde no beijo do vento..."
Neve no teu quintal,
derretem-se
coracoes de gelo
Gotas de agua fria
nas flores do teu jardim.
Cristais na tua janela, teu
rosto, pintura de uma tela.
Cai a neve misturando-se
com a semente de uma
arvore que faz amor com
o vento. Pes descalcos,
Siberia no teu quarto.
Cai a neve como o voou de uma
pomba branca, passos de um gato
no silencio da noite, corpo gelado
na tua cama de lencois transparentes.
Toma o meu corpo
faz de mim uma fogueira
para nos aquecer
a alma.
Eu sou imbondeiro.
Sou povo...
Sou deserto
nesse mar imperfeito.
Eu sou selvagem,
sou a danca da chuva
na terra seca e arida.
Eu nao sou guerras tribais,
interesses politicos,
conflitos religiosos, muros
sagrados de Jerusalem destruidos.
Minha alma 'e de paz.
Sou a poesia de uma flor
que se abre ao mundo,
espinhos afiados de uma roseira,
contradicao?
Mistura imperfeita da condicao humana.
Eu sou as arvores das florestas da liberdade,
um relogio sem hora marcada.
Eu sou soldado com arma de
madeira de uma patria sem nome.
Eu sou tu, meu irmao,
que amargamente
te escondes na solidao da vida,
momentaneamente sorrindo
para felicidade.
Sou corpos estendidos
nas ruelas da esperanca,
madrugadas sonhadoras.
Eu sou como o
pecado de um monge
encurralado nas paredes
do amor.
imbondeiro=arvore de grande porte
existe particularmente em Angola
Ancora perdida
neste mar sem nome de
imensos segredos por
detras da verdade.
Angustiado,
insaciado,
corpo sem sombra debaixo
de um candeeiro numa rua deserta
de emocoes, de janelas abertas
a solidao.
De volta a casa da perdicao
interior, uma constante busca
do Eu...
Sensacao sentida de estar sozinho
neste gingantesco mundo aonde a chuva
do amor se recusa a cair.
Simplicidade sentida num retrato
de lagrimas escondido debaixo da cama.
Velas acesas, uma biblia aberta
Salmo 13...
A busca da ajuda divina neste
quarto vazio, coracao perdido
no passado, templos sagrados
em ruinas.
A verdadeira essencia da palavra
reside no conhecimento interior
valorizando a aceitacao do bem.
(foto:Jamour)
Neste lugar sem ti
na mesma hora, no mesmo momento,
se eu fosse a ti nao fugiria
nem recusaria o meu amor.
Eu lutaria,
eu ficaria ate ao fim dos meus dias.
Eu amava-me ate nao puder mais,
ate sentir o veludo da minha alma
cobrir-te o corpo do frio solitario.
Se eu fosse a ti nao me deixaria
chorar, nem viver fora do teu coracao,
ao relento do vazio e sem medo,
entregava-me a mim.
Se tu fosse eu por um momento
sentirias o quanto eu amo-te
e saberias porque 'e que
nao me tenho a mim
e nao te tenho a ti.
Eu tenho poemas dentro de mim
diferentes sentimentos,
um diario de amor
com rostos invisiveis, frases
soltas, adormecidas como o
fogo que arde sem cessar.
Tenho poemas dentro de mim como
espadas afiadas de anjos revoltados,
Ceu claro, noites de temporais,
mortalidade sentida, momentos vestidos
de emocoes.
Poemas como arvores
de galhos fortes, raizes musculadas.
Eu tenho dentro de mim
tanto faz de dia ou de noite
poemas que nunca
cheguei a escrever.
Na idade do tempo
eu vejo a minha velhice,
intacto, finito, de sonhos mortais
na cobica de um destino incognito.
Sou o que sou...
Um corpo sem a musicalidade de um
violino sem cordas, amante de mulheres
perdidas na solidao...Coleccionador de lagrimas
vazias.
Outrora um sorriso num retrato
de intensa felicidade...Hoje o rosto
enrugado, o corpo seco, aspero de um tempo
passado, de um presente solitario
esperando pelo o anjo da morte num beijo
suave mas longo.
Esta frio.
Sinto-o nos ossos arrepiando
a minha pele.
Saudades dos banhos
de chuva de agua quente. Das mulatas
do meu bairro, coracoes de areia,
primeiro beijo,
primeiro amor,
a semente do sexo
lancada ao vento.
Conselho do mais velho:
"Nao entrega o teu amor
a quem nao te merece..."
No primeiro verso de amor
depositei o meu sentir na correria
do rio. Sereias vestidas de branco,
feiticeiras do mar profundo,
pele suave como petalas, conchas
como brinco, corpos de deusas despidas
a luz de uma fogueira.
Esta frio,
oico o solucar de um anjo
de asas atadas a solidao, perdido
de mim, distante do meu lugar
envio uma carta sem destino,
frases incompletas,
indecifraveis de onde
sobressai:
Amor romantico.
Rostos cobertos de negro,
sobressaem olhos vivos.
Velas acesas espalhadas
no chao sagrado.
O teu Deus 'e a tua paz.
Fruto divino que te alimenta
a alma. Porque matas o teu irmao
em nome de Deus se a tua patria
'e de uma bandeira branca icada ate ao
Ceu.
Momentos fingidos albergam
sentimentos de puro odio.
O hoje nao tem olhos para o amanha.
Crencas indignas,
escrituras deturpadas,
vazio humano como o arranha-ceus de uma
cidade que vive com medo do proprio medo.
Desencanto,
refugio amargo de um monge,
separacao do trigo e do joio,
fomentando a violencia
de um Deus de paz.
(Foto retirada da internet.Benguela.)
Na minha cidade ha sorrisos desenhados
a carvao nos muros brancos.
Ha a poesia no andar das mulher
encanto divino, feminino.
Ha bairros,ruas simbolizando a
sobrevivencia, ha o luxo e a miseria,
diferentes racas, credos e religioes.
Ha a terra batida, pes descalcos,
manhas magicas anunciadas
por galos. Arvores a berma da estrada, quintais aconchegantes,
vidas agitadas.
Ha sonhos e desilusoes, igrejas como conforto,
ha rios que fazem poemas de amor no meio das montanhas dedicados ao mar. E quando a lua se despe a luz das estrelas sereias
fazem amor a beira-mar .
Na minha cidade ha lugares que nao tem agua, electricidade, escolas sem professores, hospitais sem condicoes, casas sem tectos, burocracia como o pao de cada dia...
Ha sonhos interrompidos pelas vicissitudes da vida,
ha a delicia dos frutos tropicais, riqueza do mar que nos abraca, ha lagrimas que caem como a chuva, coracoes
perdidos, na amargura do quotidiano.
Quem me dera que um dia a minha cidade
acordasse como um poema de amor sem Fim.
Benguela - Cidade de Angola
Pedacos de folhas secas espalhadas
no chao, incompletas de uma arvore
despida a merce do tempo.
Neste jardim, rodeado de bancos de madeira, voam borboletas, passaros, vozes humanas.
Baloes de varias cores enfeitam o Ceu cinzento, criancas soltando gargalhadas
interrompidas pelo latir de um cao.
Rua comercial, lojas de diversos produtos, consumo
constante, alguem com um mapa na mao pergunta
num ingles misturado com espanhol:
Tu conoces? no?
Thank you, muchas gracias.
Correria infernal perdendo tempo para nos
mesmos, porque tentamos viver depressa demais.
Do outro lado da rua, o mar mostra a paz do tempo,
num vai-vem incessante, contagiante, silencio
no pensamento.
Amanha sera outro dia.