Quarta-feira, 24 de Agosto de 2005

O sonho do tempo.

A luz das velas, um poema de amor, ódio e dor adormece em folhas brancas. Junto a cabeceira, retratos que ainda choram as últimas lágrimas de um adeus que nunca fora dito. Um sonho numa viagem. Sonho de um mar que se transformou em pétalas de um olhar de veludo. Sonhos de sereias que se misturam com a noite apanhando conchas a beira-mar, olhares brilhando com a intensa luz do luar. Fogem pensamentos... O tempo dá o que nunca pedimos porque não sabemos falar a linguagem do tempo. Nesta hora que tudo é nada e nada é tudo. Poemas que albergam a dor de um sentir de um afecto que se esconde. Aonde está o abraço. O calor de um beijo. O sonho desejado que nunca mais chega assim como o amanhã, nada sabemos e tudo pode acontecer.


As velas derretem-se com o fogo que bate contra o vento. Sonhos, inúmeros, já passaram por esta vida que se mostra na autenticidade da sua essência. Presentemente nada parece ter sentido quando os sonhos passam sem se despedirem até o dia seguinte de uma madrugada que foi de lágrimas. Folhas brancas no chão, espalhadas como as folhas secas que se despedem das árvores. De quem foi esta noite? Uma resposta vaga no lugar da dor. Deste poema escrito no sonho de uma alma:


Esse beijo nunca foi meu


foi dos anjos que sobrevoaram


a alma que se deleita no auge da sua presença


Esse sonho nunca foi meu, foi o sonho do tempo.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 12:45
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4 comentários:
De Anónimo a 25 de Agosto de 2005 às 12:45
São muitos os sonhos que partem sem despedida, mas alguns regressarão para iluminarem o nascer de um novo dia. Bjscuriosa paixao
(http://curiosapaixao.blogs.sapo.pt/)
(mailto:curiosa-paixao@sapo.pt)


De Anónimo a 25 de Agosto de 2005 às 02:19
Os sonhos, amigo, há que guardá-los longe de olhares cobiçosos de sonhos alheios; longe de mãos que façam gestos que os conspurquem; longe, principalmente, de sorrisos maldosos por não ser deles o sonhar. Sonhos são preciosidades de nossa alma, por isso poeta, sonhe sempre, continue a sonhar, mas procure colocar seus sonhos para muito além das estrelas, para que ninguém ouse roubar os tesouros de sua alma. Deixo-lhe um beijo e um afago, no coração e na alma, com meu carinho. Mily
(http://calunguinha.blogs.sapo.pt)
(mailto:calunguinha13@hotmail.com)


De Anónimo a 24 de Agosto de 2005 às 15:02
Adorei!!! Simplesmente... adorei...
Bjs,
Vero.veronica
</a>
(mailto:veromds@hotmail.com)


De Anónimo a 24 de Agosto de 2005 às 14:10
tal como as velas ardem também os sonhos nos queimam.sem@sas
(http://semasas.blogs.sapo.pt)
(mailto:semasas@sapo.pt)


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.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

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