Quinta-feira, 18 de Agosto de 2005

Dois corpos.

Espaços vazios, sentimentos perdidos, algures, de alguém que se esquece de si próprio. Fogem as palavras de conforto. Um adeus perdido, um abraço esquecido.


Alguém se remete ao silêncio das palavras deixando falar os gestos.


Quadros e livros expostos aos olhos. Telas e folhas abraçando inspiração. Num canto um giradisco toca sem cessar músicas que escrevem no peito a suave sensação de conforto. Espelhos reflectindo uma imagem que não se vé o rosto. Sombra de dois corpos que se abraçam, no quarto escuro. Apenas a música ilumina os olhos tirando a sonolência do vazio. Sussurando palavras desconcertantes de vozes imperceptíveis. De repente no silêncio ainda se ouve, os passos que se cruzam na rua escura.


O giradisco pede o descanso, igualmente os dois corpos. Um gato preto mostra o brilhante dos seus olhos, como que iluminando o quarto.


O soluçar invade o silêncio, nostalgia do passado, o regresso ou o recomeço. Neste quarto dois corpos encontraram-se com o passado. Permanecendo a cúmplicidade que os une...


publicado por Ejamour de Carvalhais às 11:31
link do post | favorito
|
Comentar:

CorretorEmoji

Notificações de respostas serão enviadas por e-mail.


.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

.pesquisar

 

.Abril 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

16
17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30


.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

.A voz da alma

. Abraço não sentido

. Diferente

. O teu nome

. Eu a ti, pertenço

. Até amanhã

. ... E no natal.

. Eterno

. Um poema só teu.

. Sedução

. Um tempo