Terça-feira, 7 de Junho de 2005

Um corpo sem alma.


Ausente de mim, qual vento embalando janelas entreabertas sussurrando palavras desconcertantes. Estou louco e não é pouco. Louco de me procurar e não me encontrar. Perdi o caminho, nunca vi o sorriso da minha alma. Quente, ofegante, única, minha mas perdida.


Despido no silêncio de quatro paredes. Livros encostados a beira de um armário. Livros vazios como o corpo que se mostra sem alma. Uma dualidade, casualidade ou destino?


Um corpo sem alma, mostrando o rosto da perdição, do desencanto. Da luta sem resposta. Sem vitória, um sabor amargo.


Um corpo sem alma, como um rio seco, algas secas, roseiras despidas.


Um corpo sem alma, sem o olhar singelo da lua. Sem o beijo do crepúsculo nas estrelas. Sem as madrugadas vivas com as cores que enfeitam o mundo.


Um corpo sem alma, sem chama, amando o seu próprio vazio em busca de respostas mudas aonde as perguntas interiores sobrevivem amarradas ao coração que se perdeu aonde a alma não se encontra.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 10:14
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1 comentário:
De Anónimo a 7 de Junho de 2005 às 10:28
Também eu sou assim... errante. Já nem corpo, e talvez alma em demasia... Foi tanta a identificação com as tuas palavras que estou sem jeito para comentar.
Apenas te digo que gostei, mesmo muito.
Lost in Space
(http://www.rainhadovazio.blogspot.com)
(mailto:helenaetrusca@msn.com)


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.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

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