Sábado, 14 de Agosto de 2004

Cobrir o rosto


Finges com o olhar, mostras feições, simples gestos, sentimentos que não te pertencem, que te fogem, que te escondem por detrás de um rosto. Uma voz melodiosa, melancólica, uma máscara invisível de um sentir que não te pertence.
Um rosto coberto, um rosto que não o teu. Finges com o sorriso, com as palavras. As mais dóceis, suaves, veludo das nuvens. Finges com a vida, sentimentos e sensações que descuras. Finges no amor, no amor que te bate à porta e em vão abres… Mostras um corpo, uma essência. Um detalhe como uma máscara. Uma máscara que te esconde, que me esconde, onde não nos encontram. Finges como o mar, ora suave, ora revoltado… Como a chuva quando grita e despe as árvores.
Eu finjo que vivo, neste lugar que nunca foi meu, nesta hora, nesta noite, neste dia em que só me tenho a mim, a mim e ás minhas máscaras.
Máscaras invisíveis representando personagens no palco da vida.

publicado por Ejamour de Carvalhais às 09:28
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.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

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