Quinta-feira, 28 de Outubro de 2004

Encanto.

O encanto do sorriso de uma estrela, brilhando, enfeitando o Céu.
O encanto do Tempo, revirando-nos, consumindo-nos, na velocidade do vento.
O encanto do veludo das nuvens, o incansável regresso do arco-íris, mágicas são as telas que o próprio encanto nos oferece invadindo-nos sentidos, sentimentos.
O encanto do beijo da chuva, da voz do mar, das serenatas dos grilos invadindo a noite.
O encanto dos sonhos comandando a vida. O desencanto das incertezas, desilusões, vasculhando-nos, revolucionando-nos.
O encanto das sensações positivas, vive-se, fortalecendo-nos como um só corpo. O encanto do regresso das andorinhas, num voo mágico encantando os olhos do vento em dois momentos temporais.

publicado por Ejamour de Carvalhais às 13:02
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Segunda-feira, 25 de Outubro de 2004

Gato

miau.jpg
Sou um gato preto como a noite cerrada, mas os meus olhos brilham como as estrelas. Pela cor do meu pêlo sou muitas vezes rejeitado, dizem que dou azar. Algo que não percebo, pois sou igual aos outros gatos.
Cresci numa casa velha, ao pé de uma árvore que está a perder as folhas. Assusto-me facilmente com tudo que seja movimento, mas não me assusto com a noite pois sou igual a ela. Ando perdido… Quando era mais novo, miava à procura da minha mãe, alimentei-me nos contentores à berma da estrada, sobrevivo ao vento, a chuva, e todos os dias tento sobreviver quando atravesso a estrada.
Em cima dos muros, ou nos telhados, observo o vaivém das pessoas, dos carros, assisto aos beijos dos amantes em plena noite, oiço o sussurrar do vento, a voz da noite que me conforta. Mas quando me atravesso à frente de alguém, oiço: credo!!!
Eu nem sequer sei o meu nome.
Hoje está calor, sinto o pêlo quente e o telhado também. Tenho de levantar-me e como sempre, preciso de ter sorte ao atravessar a estrada, preciso de encontrar algo que me encha o estômago. Ali ao pé das cabinas telefónicas há uns contentores em que alguém deixou agora mesmo um saco. Vou apurar os sentidos, mas antes preciso de me espreguiçar. Hum… como sabe bem… Se me atraso os meus vizinhos não deixam nada para mim. Que falta de consideração… É o salve-se quem puder.
Vou atravessar a estrada, espero safar-me, porque essa gente anda sempre com pressa. Todo o cuidado é pouco. Mas quando chegar ao contentor, toda a delicadeza será pouca.
Cheguei agora, que sorte a minha, não encontrei ninguém. Deixa-me apressar. Hum… Hoje capricharam. Vou voltar para onde pertenço, para os telhados envelhecidos

publicado por Ejamour de Carvalhais às 16:14
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Quinta-feira, 21 de Outubro de 2004

Jamour

lolololol fixe.jpg
O AMOR voa em mim... Vasculhando-me a vida... Marcando-me o corpo, a alma.
O AMOR respira em mim... Toca-me os sentidos... O AMOR nasceu comigo...

publicado por Ejamour de Carvalhais às 13:00
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Olha por mim!!!

enyhrye001.jpg

Voei nas de um anjo cortei o Céu, entreguei a dor, escrevi um desejo nas estrelas que enfeitam o Céu e têm o teu sorriso.
Voei noite e dia, no meio das tempestades procurando por um amor… Até que numa noite de luar perdi-me quando me cruzei com os teus olhos e ainda não me encontrei.
Entreguei – te a minha alma quando a lua encanta a noite, quando nada parece ter sentido e chorei lágrimas que traziam o teu nome… Eram frases aconchegantes, de veludo como as nuvens… Chorei porque encontrei o que à muito procurava: O amor

publicado por Ejamour de Carvalhais às 09:23
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Quarta-feira, 20 de Outubro de 2004

Magia.

Um ramo de flores lançado ao mar, um poema perdido, uma lágrima esquecida, um adeus que vive com a vida.
Por que choras com o tempo? Por que te fechas nas cavernas da vida? Lá fora o amor procura alguém…
Primavera, momento mágico, estação do coração. O pólen da vida enfeitiça os corações, seduz os olhares. O vento beija a chuva, a chuva beija o chão, enfim o Céu chora para quando a Primavera chegar colher as lágrimas.
Vejo o amor procurando alguma coisa, mas não por mim. Olhando para tudo, mas não para mim. Não quero perder o gosto de amar, por isso, insisto tanto na aurora dos sonhos. Sonho com a Primavera, com as borboletas apaixonadas dentro de mim beijando os lírios, os jasmins, os girassóis, as violetas, sonho contigo, comigo, a navegarmos no rio do amor.
Olho para ti, para mim, procuro-te e não te encontro, deixo as lágrimas falar e nada dizem, mas espero, para quando a Primavera chegar. As andorinhas trazem o teu olhar, o vento o teu cheiro. A chuva nua, muda, adormece em mim procurando por ti.
Se eu pudesse faria do meu coração os jardins suspensos da Babilónia e faria de ti as flores, para quando a Primavera chegar.

publicado por Ejamour de Carvalhais às 14:21
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Terça-feira, 19 de Outubro de 2004

Parece tão perto...

benguela_praia_13.jpg

Ofereci poemas e versos as noites longas encantadas. Levei o cheiro do mar no corpo, as cores das conchas, a areia molhada na alma.
Ofereci castelos e corações de areia as ondas que beijam a areia molhada num vai – vem repetitivo… Que paixão.
Ofereci o amor e em troca deram-me a solidão que dor… Puro descontentamento de mim, mas o sorriso do amor invade meu coração que ainda está aberto para o amor. Por isso vivo na sombra do luar, no sorriso das estrelas, no voou das andorinhas e nos poemas de amor que os anjos fazem.

publicado por Ejamour de Carvalhais às 14:18
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Quando nasce o sol

benguela_praia_11.jpg
O nascer do Sol faz sorrir a vida, numa dança incansável, insaciável. Seres do mundo sorriam. Caprichos e detalhes da natureza, simplicidade de todos os sentires como o veludo da sensibilidade.
O pôr-do-sol encanta-nos o olhar, abraça-nos a alma, nossa sensibilidade voa de encontro ao adeus do crepúsculo.
As ondas do mar vão e vêem, consomem areia molhada com beijos longos e apaixonados. Uma paixão repetitiva. Conchas mostram as cores do mar, mistérios que compõem a vida.

publicado por Ejamour de Carvalhais às 14:12
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Sexta-feira, 15 de Outubro de 2004

Eu...


Tenho-me a mim nesse descalabro, nessa noite sem beijos teus. A chama arde aqui dentro, mas tu ignoras-me mesmo sabendo o que sinto por ti. Ignoras-me mesmo sabendo que eu seria capaz de tudo por ti.
Tenho-me a mim, somente a mim e as minhas lágrimas, essa doce sensação de que estou vivo apesar da ausência do teu amor…
Estrelas no Céu algumas tinham o teu nome, o teu sorriso, algumas beijaram-me o rosto, outras fugiram de mim, outras ainda visitaram-me a alma.
Tenho-me a mim debaixo da lua, com as minhas lágrimas, as minhas lágrimas que muitas vezes te ofereço. Tenho-me aqui nesta noite esperando o próximo dia, esperando que tudo seja diferente, tenho-me sem ti não sabes se mereço.

publicado por Ejamour de Carvalhais às 08:39
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Quarta-feira, 13 de Outubro de 2004

Cidade dos anjos - “Quem me dera ser as lágrimas dos anjos do amor”

Abrem-se portas, as portas do amor. Luzes junto as árvores fazem sombras de folhas que nunca secam. Retratos de poemas, pendurados nas paredes da cidade, frases soltam, as mais dóceis palavras, únicas no seu sentido.
Todas as flores dos jardins, são amadas. Todos os momentos na cidade dos anjos têm outro sentido, outro sabor. Formas de amar e versos de amor intermináveis fazem-se por de traz das estrelas… São expostos nos olhares dos anjos, nas frases, nos gestos e vivem sob a luz da verdade e da esperança. É um lugar aonde o amor nunca morre, sobrevivi, transformando-se como um gigante, elevando-se como uma pena junto ao vento… A leveza do amor pode ter essa essência, essa simplicidade da cidade dos anjos.
Da cidade, voam os anjos, voam noite e dia protegendo almas que se perdem por amor e nunca mais se encontram. Olhares que se escondem, sombras de corpos que fogem dos próprios corpos. Vidas consumindo o vazio, procurando por algo, por alguém, na obsessão da felicidade. Quem acredita no amor a alma pertence aos anjos.
Cada anjo tem uma função mas vivendo na sombra do amor, permanecendo o intacto de um sentir. São formas de afecto jamais esquecidas seja de dia ou de noite, a chuva ou ao vento, nas quatro estações. É intemporal amar na cidade dos anjos.
As flores dos jardins são Caprichadas como verdadeiros retratos, são abraçadas pelo o vento que as asas dos anjos fazem. As borboletas e as flores são apenas um corpo, um ser, com toda sua simplicidade. Os beijos das flores voam em todos os lugares, em todos os momentos da cidade. São beijos de rosas, de margaridas, jasmins, orquídeas, dálias, tulipas… Beijos voando junto ao vento, espalhando o perfume das flores em todos os lugares da cidade.
Na cidade, são várias as torres como que tocando o Céu, estrelas e luar iluminando-a… Anjos em todo o lado; nas árvores, junto ao mar, alguns fazem enormes castelos de areia em forma de corações. São vários os olhares dos anjos na essência das almas. Nas sombras dos corpos que buscam o amor, no veludo mágico das sensações únicas, verdadeiras, no amor e na fé.

publicado por Ejamour de Carvalhais às 10:44
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Segunda-feira, 11 de Outubro de 2004

Olhei-te, o mundo parou por nós, nos nossos pensamentos.

Digo-te que te amo, digo-te quem sou, quem fui e quem espero ser na tua vida, ouves-me no teu silêncio.
Digo-te que te quero junto a mim aonde eu te espero impacientemente, falo-te, dos meus sonhos, dos desejos, das minhas horas, minutos, segundos, momentos e lugares que eu repetidamente penso em ti.
Falo-te das noites que desejo estar contigo, inúmeras noites, dias, que não têm fim, até mesmo quando fecho os olhos, a tua imagem perdura dentro de mim e então pergunto-me quem és tu, que me levas ao além e me trazes de volta a mim…

publicado por Ejamour de Carvalhais às 16:33
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Falei de ti...

Falei de ti a mim, noites que me procurei. Procurei por ti para me encontrar. Á muito que me perdi aonde o amor perdeu-se.
Falei de ti ao mar, nos meus passeios a beira-mar, no meu silêncio. Falei de ti a Deus, aos sonhos de ter ao meu lado ilusões que me alimentam a alma. Foge-me o amor… Oh coração o que me fizeste a mim para alimentar o desejo de amar, minha essência pura perdição minha.
Falei de ti aos anjos do amor, a Vénus - deusa do amor e em resposta recebi a esperança de ter um dia ao meu lado.




publicado por Ejamour de Carvalhais às 13:56
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.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

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