Terça-feira, 30 de Novembro de 2004

Confissão...

Tenho dado tudo de mim, há quem a mim dá-me pouco. Tenho-me "oferecido" no amor e na amizade, sem nada pedir em troca. Tenho feito juras e promessas não cumpridas, minha imperfeição.
Tenho sido como um navio naufragado, uma luz apagada no fundo do túnel. Tenho-me alimentado de lágrimas de anjos que choram por amor. Tenho sido o que nunca pedi, também nunca pedi nada... Tenho sido como uma noite de temporal, mar revoltado, quebra-mar, tenho sido um condenado no amor. Crime que cometo: Quando amo, amo mesmo...
Tenho sido como um quarto escuro, velas a volta da cama, retratos amarelados pelo o Tempo. Tenho sido como as lágrimas que se despedem dos olhos e perdem-se no rosto. Um adeus mudo, sem palavras, lágrimas silênciosas.
Tenho sido como o vento silêncioso, como os gatos que miam durante a noite em cima dos telhados envelhecidos. Tenho a dor dos outros, a mágoa, o desconforto.
Tenho sido a alegria e a tristeza ao mesmo tempo. Tenho sido a dor de um anjo que se perdeu na rota do amor. Tenho sido o vazio, a minha própria perdição. O meu desencanto, tenho sido a minha confissão escondida, o meu pranto, o meu leito, o luar que se perde no meio das nuvens. Tenho sido eu, outros, alguns.

publicado por Ejamour de Carvalhais às 16:05
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Nas asas do Amor.

Nas asas do amor, adomerci um sono profundo, como a


morte.


Nas asas do amor, escondi-me, fiz-me refém de mim


próprio... Pedi um resgate: Amar o amor que


VERDADEIRAMENTE me amar...


Nas asas do amor, semeei a semente da minha vida,


colhi frutos: Amores, desamores, lágrimas,


desilusões...


Nas asas do amor, ofereci castelos de sonhos,


perdi-me e não me quero encontrar.


Nas asas do amor, tudo o que pedi, foi amar para


ser amado... Ainda espero pela resposta...


publicado por Ejamour de Carvalhais às 14:03
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Mulher amada.

Mulher amada, caprichada, respeitada. Mulher com carinho que se dá, com amor se abraça e aceita-se com todos os defeitos e feitios.
Mulher amada, como um porto seguro, como o chão que não se falta, como as escadas, degraus que compõem a vida. Mulher como um piano, melodias de amor, linhas suaves, de veludo, como os beijos das conchas na areia molhada.
Mulher amada, desejada, nunca esquecida, como um retrato, uma tela pintada com todos os desejos, anseios, sonhos de cores que perduram.
Mulher amada, singelo o sentir, um corpo, caprichos, detalhes, como um ramo de flores, petálas de várias cores.
Mulher amada como a lua quando encanta a terra nas quatro estações. Tanto faz de dia ou de noite mantém-se o amor a mulher amada... **** Dedicado a todas mulheres do mundo...**** Obrigado por existirem!!!

publicado por Ejamour de Carvalhais às 10:30
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Segunda-feira, 29 de Novembro de 2004

Calling all angels...

Noites e dias… Sonhos esquecidos na imensidão do esquecimento. Doce loucura que me cativa e me acende a chama do desejo... O desejo de ter alguém que me sinta, que sinto. Calling all angels, anjos do amor, nas vossas asas quero voar. De olhos fechados e coração aberto.
Lugares... Imensos Lugares, percorro ao sabor do amor, por alguém, por algo, que procuro. Minha sombra se esqueceu do meu corpo, algures... Lágrimas abraçando a minha alma. Aonde estas? Aonde estou? Calling all angels…
Calling all angels grita minha alma, uma voz adormecida. Revolta que me consome, me cobre como um manto verde nas colinas do mundo.
Calling all angels, porque só me sinto quando te sinto amor que procuro. E só me tenho quando te tenho nos sonhos que enfeitam a minha vida.
Calling, calling, calling, nos poemas de amor inacabados, na sombra do vento, no olhar do luar, aonde o Sol se cobre com uma nuvem, aonde o Tempo se esquece de mim. Mas não me esqueço do que procuro... Alguém que sinto que me sinta.

publicado por Ejamour de Carvalhais às 16:49
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Quando tu chegaste...

Ausente de mim.
Distante de mim. Não vivo, sobrevivo, até no Amor... Que é uma "coisa" simples.
Fugia de mim, escondia-me de mim...
Chorava as lágrimas do vazio. Lágrimas que escreviam ausência no meu rosto.
Chamei por anjos, chamei dia e noite... Até que tu chegaste em forma de sonho. Sonho amado, sonho desejado, não quis acordar. Queria dormir uma eternidade...

publicado por Ejamour de Carvalhais às 08:52
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Sábado, 27 de Novembro de 2004

A amizade é o primeiro amor...

Um olhar, um sorriso, um gesto, simples formas de afecto quando sentidas em todos os cantos do coração. Sopra a voz da amizade, nas asas do vento. Traz o amor… O primeiro amor, coberto com a máscara da amizade…
Sentimento que busco… Que buscas… Que guardo… Que guardas. Na simplicidade do sentir reside a essência.
Mágico o afecto que atravessa a alma. Sem pedir… Sem olhar a meios. A amizade não se pede, ganha-se, assim como o amor.
Uma frase que me prende, que te prende, que nos cobre como um manto de veludo. Que nos envolve, nos revira a alma, a amizade é o primeiro amor.
Um momento, um lugar, não combinado, não destinado, assim como as folhas secas se despedem das árvores, não escolhem o lugar aonde querem cair… Assim é a amizade no primeiro amor.

publicado por Ejamour de Carvalhais às 12:58
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Quinta-feira, 25 de Novembro de 2004

Um sonho...

Nos meus sonhos voamos nas asas de um anjo, procurando o amor atrás das estrelas, voamos noite e dia, dentro dos segredos dos deuses.
No teu olhar perdi-me, na tua alma toquei, senti o que há muito não sentia, chorei outras lágrimas, acordei de um sonho que sempre desejei.
Na tua sombra adormeci… Desejei nunca acordar…Todos nós somos escravos do que não temos e é por isso que eu sou escravo do teu amor…
A chuva quando cai, beija o chão, beija o vento, beija as árvores, beija o mar, eu não beijo ninguém porque é o teu beijo que eu desejo beijar.

publicado por Ejamour de Carvalhais às 09:30
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Essência.

O encanto do luar estende-se junto ao mar. Noites que fogem das estrelas. Sonhos entregues ao relento como vidas que se perdem do destino.
O encanto do amor prevalece quando se torna verdadeiro o amor com toda sua essência… Prevalece como a chuva quando cai e beija o chão de veludo é o toque, de veludo são as linhas que compõem o amor. Linhas quando sentidas no encanto do coração.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 09:28
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1 homem.

Sou como os jardins suspensos da babilónia, simples, únicos, poético, procurando amor, dar e receber, eis a questão.
Sou como o luar beijando a terra apaixonadamente, como um anjo que chora por amor, sou assim como o amor que o mar tem pelas as gaivotas.
Sou como um livro perdido numa estante, só precisa ser encontrado e aberto.
Um dia quando era pequeno contaram-me a história de 1 homem que chorava por amor, depois deste tempo todo cheguei a conclusão que esse homem sou eu.

publicado por Ejamour de Carvalhais às 09:25
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Sombras.

Sombras que se abraçam quando cai a noite. Vozes de almas que buscam o amor, de almas que semeiam o ódio.
Noites que se fecham e abrem-se como uma flor.
Noites repletas de estrelas, brilham até que o crepúsculo de despeça.
Sombras de corpos que amam, de corpos que odeiam. O Céu parece tão perto quando se ama.
Sombras de corpos que se escondem, olhos vendados para a realidade, até na simplicidade do amor.

publicado por Ejamour de Carvalhais às 09:22
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Aonde o amor nos espera…

As minhas lágrimas trazem o teu nome nas horas mortas da minha vida, tudo porque tu não estas aonde estou, aonde me dou. Dou-me ao amor que tu evitas receber de mim.
A minha lua deixou de brilhar em cima de mim, porque meu coração está vazio sem o teu amor, agora só tem é dor porque fugiu de mim o calor do amor.
O meu olhar é triste, como um quadro sem cor, triste porque não tem a cor do amor, por isso ama-me nesta noite, neste momento de desejo, neste momento que eu quero os teus beijos. Assim como as nuvens passeiam no Céu, meu coração sai de mim procurando teu coração, aonde o amor espera por nós.

publicado por Ejamour de Carvalhais às 09:21
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Sábado, 20 de Novembro de 2004

Ando por ai...


Ando por ai cinzento como o tempo, acidentado com o destino, sem a cor do teu olhar, os teus gestos.
Ando por ai como uma guitarra sem cordas, sem o brilho de uma música. Ausente, distante.
Ando por ai como as sombras que fogem dos próprios corpos, navios naufragados, momentos esquecidos.
Ando por ai, por aqui, por lugares sem nomes, ando sem direcção como o vento.
Ando sem mim, sem ti que me beijas a alma e fazes-me voar sem asas.

publicado por Ejamour de Carvalhais às 09:51
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No amor…


No amor, os beijos, as carícias, os gestos de afecto tornam-se mágicos. Um simples detalhe tem a cumplicidade de um sentir. O veludo do toque, simples, forte, quente como um vulcão revirando massas.
No amor todos os dias são os mesmos dias, todos os momentos têm outro sentido. Fugaz a chama que consome os corpos. Luz forte que se apaga. A paixão acende e arde como uma fogueira, o amor é o fogo que consome no seu silêncio.
No amor, não importa se chove ou faz Sol, não importa que o Céu seja cinzento ou azul, não importa que o mar deixe de oferecer conchas… Que as estrelas deixem de brilhar… No verdadeiro amor, só importa o calor mágico que consome a alma. Só importa que o amor consome as vidas que realmente amam.
No amor, as frases soltas, os momentos, os lugares, os sonhos, tudo tem outro contorno. A realidade consumindo outra cor, os desejos redobrando-se, todas as formas de amar, as mais simples ganham a magia da simplicidade do querer do amor. Quando se diz que se ama, buscando nas profundezas da alma e ouvindo a voz do coração a palavra “ amo-te “ tem outro sentido, não será como o caminho do rio, nem a chuva que cai sem direcção, nem como o vento que se perde na atmosfera.
No amor, as estradas da vida têm somente uma direcção, o caminho da felicidade torna-se curto. A voz do amor, faz um eco profundo nos cantos do coração.
No amor, no verdadeiro amor, dois corpos juntos são apenas um só corpo, uma só alma, um só objectivo, um só plano, um só lugar aonde o amor nunca morre, nasce, cresce e perdura na infinidade dos dias, das noites.
No amor, vive-se o momento, buscando o sabor do amanhã, vive-se, sobrevive-se, ama-se independentemente das vicissitudes.
E se eu não te amar meu amor, com toda a minha honestidade, fecha a porta do teu coração.
E se eu não te amar meu amor, com todo o veludo do meu amor, que me adianta dizer que te amo??? Serei mais um esconderijo da mentira e não da verdade.
E se eu não te amar meu amor, com toda a certeza do meu amor que serei eu???

publicado por Ejamour de Carvalhais às 09:46
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Quarta-feira, 17 de Novembro de 2004

1 momento mágico.

Levaste-me o coração com o teu olhar. Perdi-me no teu sorriso e já não sei de mim. Assim como a lua beija a terra em plena noite o meu coração voa como um anjo perdido na galáxia do amor, procurando por ti. Eu vi estrelas imitarem o teu sorriso, vi pétalas invejarem o teu rosto.
Perdi-me por ti, no primeiro momento, no primeiro minuto quando os meus tristes olhos procuraram pelos teus doces olhos. Num momento mágico, único.
Quando os anjos beijam as estrelas, borboletas escrevem no céu o teu nome, são linhas de amor que enfeitiçam o meu sonho, ser alguém que não sou, ao teu lado.
Levaste-me, sem pedires... Aonde estou?

publicado por Ejamour de Carvalhais às 12:03
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Mãe.

maevoadora.jpg

Mãe em todo o sentido existencial da palavra.

Mãe presente, mãe ausente, distante. Apenas mãe. Mãe que chora as lágrimas dos filhos... Filhos que choram as lágrimas das mães. Mãe, vim-me de ti, mas deixei-me ficar, vim-me de ti, mas trouxe-te.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 11:54
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.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

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