Sexta-feira, 28 de Janeiro de 2005

Quem é?

Soltando as amarras da mágoa, dor incerta consome a alma. Vive, revirando as memórias do passado. Lágrimas escondidas, um grito.


Aqui tão perto, foge o incerto, única certeza a morte que nos beija. Soltando-se frases perdidas algures, nomes de vidas que outrora foram felizes. Alguém já viu a cor da felicidade?


Perdido em algo, fé escondida, sentida nas entranhas da vida. Um momento de ti, de mim, de nós que nos procuramos.


Perdição, pranto, cor do amor e do pecado, da ilusão abraçando vidas que se entregam aos sonhos fugindo a realidade da vida, nua e crua. 


Um grito sem rosto ouve-se no amanhecer de um dia que nasce para muitas vidas. Quem é?


publicado por Ejamour de Carvalhais às 14:29
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Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2005

Olha-me assim...

OLHAR.jpg Olha-me assim, rasga-me a alma. Incendeia-me com o teu olhar. Despe-me o corpo, rebeldia romântica, sã e doce loucura.


Olha-me nos olhos, diz o que procuras, o que pensas, não escondas o desejo, deixa-o fluir. Deixa-me sem rumo, como a chuva quando cai numa noite de tempestade. Teu olhar, tira-me o chão, devora-me nos sonhos.


Olha-me assim, deixa-me como um poema inacabado. Voam meus desejos como fogo num dia de vento. Olha-me, revira-me a vida, tira de mim o que procuras, mas deixa metade de ti.


Olha-me assim, em todos os momentos... De lágrimas, beijos, sorrisos e desejos.  


 


publicado por Ejamour de Carvalhais às 12:52
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Quarta-feira, 26 de Janeiro de 2005

Serenatas de amor.

 


Solta-se uma música com os teus movimentos. Formas mágicas, perco-me no sabor dos teus beijos na musicalidade do teu corpo.


O fogo arde dentro de mim, como uma lareira acesa. O fogo não se apaga alimenta-se consumindo cinzas. Ainda que feche os olhos, oiço a serenata do teu corpo, deusa dos meus sonhos.


Entrego-te os sentidos, nas noites de sonhos e desejos... Entrego-te eu, despido do receio da mágoa que me abraça e odeia-me mas amando-me ao mesmo tempo.


Há a dança do mar...


Há a dança do vento...


Há a dança  da chuva...


Há a dança do luar, mas o meu amor dança no teu olhar...


Serenatas de amor, oiço-as quando fecho os olhos e abro meu coração para o amor. Desprovido de tudo e nada, uma serenata de amor e ódio canto nas linhas que componho um poema. Um simples poema que tem o nome de serenatas de amor.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 14:21
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Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2005

Um momento.

 


 


Um momento de silêncio, de magia, eís que surge um vento de mansinho, soprando levemente e sem direcção.


O vento sopra de mansinho nesta noite de estrelas e luar de encanto puro.  Perco meu olhar no Céu. Ao meu redor, folhas secas, gatos miando, árvores bailando ao som do vento. Qual serenata... Grilos acompanham a magia do vento, levantando folhas secas que se despedem das árvores.


É noite, simples e serena, o veludo das palavras saem de mim como a caminhada do rio. Há lugares que envelhecem com o Tempo? Meu coração é um lugar, estará envelhecido? Todas as dúvidas persistem.... Oiço alguém que chora por alguém, passa por mim escondendo as lágrimas... Vergonha de chorar? Nunca tive nem nunca terei, faz parte mim, chorar por mim e pelos outros. 


Um olhar atravessa o meu, sente-me? Serei assim tão transparente? Serei assim, tão sem mim? Aonde estou nesta noite? Este lugar sem nome, de árvores e gatos, de grilos e folhas secas, de almas que escondem as lágrimas. Minha alma não aprendeu a esconder lágrimas.


Inúmeras madrugadas vi o crepúsculo despedir-se num adeus silencioso, deixando as sombras nas estrelas, acolhendo todos os momentos.   


publicado por Ejamour de Carvalhais às 13:00
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Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2005

...

O sonho de um anjo.



Sonhei, que voava entre o Céu e a terra, espalhando amor nos corações repletos de dor.



Sonhei, que fora o guardião da terra, escrevia nomes de vidas felizes nos sorrisos das estrelas.



Sonhei, com um Tempo de paz em todos os cantos do mundo... Acordei na realidade do meu pesadelo.



Sonhei contigo que me pedes protecção dia e noite... Quanto menos esperares eu estarei sempre para ti.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 12:11
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A queda de uma petála.

rosa12.jpg
Cai despindo uma rosa.
Cai ao sabor do vento.
Cai num adeus silencioso. Beija o chão.
Solta uma lágrima, nesse instante.
Distante...
O sabor da saudade cresce no momento da despedida.

publicado por Ejamour de Carvalhais às 09:10
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Terça-feira, 18 de Janeiro de 2005

Sopra o amor...

kisses1.jpg Nesta hora, neste lugar sem nome, sopra o amor. Sopra em mim que me procuro, sopra em ti que te procuras.

publicado por Ejamour de Carvalhais às 08:42
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Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2005

Quando penso em ti.

Teu beijo, meu fruto proibido.
Teu encanto, minha perdição. Sei de mim quando em ti perco o olhar.
Tua presença, anseio dia e noite. No meio da chuva, junto ao vento.
Um poema solta-se... Um poema de amor, rasga-me a alma, leva a tua essência.
De mim só sei quando penso em ti.

publicado por Ejamour de Carvalhais às 12:56
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Desespero...

erotica12.jpg
Sopra o vento.
Teu pranto escrito no rosto.
Não te secam as lágrimas, escrevem-te a dor da alma.
A cor do teu pecado.
Teu olhar escondes, tua sombra foge-te, amor que te pertence chora-te como um momento de temporal.
Teu grito como trovões.
Simples é o teu sentir em cada noite que nasce para ti.
Perdes-te, porque nunca te encontras… Não sabes o teu próprio caminho, a estrada que te pertence.
Sopra-te a vida em lugares que te fogem, em momentos que se perdem. Teu luar já não te encanta. Secam-te as lágrimas antes de chorares…
Olha para ti não no espelho mas dentro de ti. A resposta que procuras reside em ti. No teu lugar, o lugar que te sentes. Todas as lágrimas têm nomes, assim como as ruas que compõem a tua vida, quando atravessas nos sonhos que te fogem. Resta-te a fé, abraça a vida. As noites fogem de ti, porque os dias tu ignoras.
As horas já não te pertencem, os minutos já não são teus, anseias a morte, a única certeza que é tua, cinzas que o vento levanta. Como uma guitarra sem cordas, perdes a musicalidade do amor. Deixa o vento te beijar… O vento do amor, abre o coração porque ainda resta-te a vida. A tua, a nossa e a de todos nós.
Acredita no que ainda sentes.

publicado por Ejamour de Carvalhais às 11:05
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Sábado, 15 de Janeiro de 2005

O lado bom do mar...

O mar envolve-te, abraça-te nas confissões que fazes. Espuma salgada beija-te o corpo.
O mar consome-te o olhar. Devolve-te a liberdade no caminho infinito que percorres.
O mar acolhe-te, sugando-te as lágrimas. Limpando-te a dor da alma. O mar enfeitiça-te.
O mar beija o luar, envolvem-se numa relação íntima… Cumplicidade. O mar oferece-te conchas de várias cores, algas marinhas numa dança incansável. Golfinhos mergulhando com um sorriso de afecto. O mar leva-te os sentidos, adormecendo-te, embalando-te… O mar ama-te e odeia-te, sentimento recíproco? O mar encanta-te no seu mundo interior… Espécies marinhas de várias cores e formatos. De vários sonhos e mistérios. O mar está ali para nós… E nós estaremos aqui para o mar???

publicado por Ejamour de Carvalhais às 12:50
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Sexta-feira, 14 de Janeiro de 2005

Quando nada e tudo parece ter sentido.

Descontrolo, vazio sentido amarga a alma. Semblante triste e ofegante abraça sombras de corpos que se procuram. Mordaz silêncio impera no coração. Vozes ao escuro, gritos de lágrimas que se perdem no rosto. O cheiro do mar logo ali, invadindo janelas entreabertas. Vago sentir. Alguém grita por alguém, procura-se algo… O nada torna-se o sentido de tudo. Aonde estou? Quem sou? Quem fui e serei? Inúmeras interrogações no silêncio da alma. Uma luz acesa não será o mesmo que uma luz apagada, mas no escuro o nada pode ter outro sentido, talvez o sentido que se procura.

publicado por Ejamour de Carvalhais às 13:56
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Quarta-feira, 12 de Janeiro de 2005

Um sonho longo...

0014.jpg
Atravessamos a noite de mãos dadas. Cortamos o frio seco de Inverno. Vimos as nossas almas abraçadas a beira-mar. Sussurramos palavras que o vento nos diz ao ouvido numa noite romântica, de beijos e abraços. Falamos do amanhã que nunca mais chega, do ontem que nunca vivemos, do presente que não passa mais do que um sonho. Soltei uma lágrima quando disseste que o medo abraça a tua alma. E eu que tento alimentar a realidade neste sonho que não sei deixar de sonhar. Disse-te que eu não era de ninguém, mas sim do AMOR. Disse-te que de mim, poderias esperar a imperfeição, não sou perfeito e perderia a piada humana se o fosse. Sorriste… Oh, o teu sorriso, faz-me brilhar o olhar, qual luar… Disseste que tudo seria simples se eu fosse um sonho porque a realidade assusta-te. Respondi-te que eu não sei ser um sonho mas poderia tornar um sonho realidade, basta querer e acreditar…. Todos nós poderemos fazê-lo.
Peguei-te nos braços, protegi-te do vento, das sombras das lágrimas. Do medo da realidade. A dor da tua alma fechei-a no peito. Encostei-te a mim, beijei-te com um ramo de flores numa das mãos e noutra um poema de amor dedicado a ti.
Murmurei breves palavras de amor no teu ouvido. Soletrei com todas as letras o quanto significavas para mim.
Nessa noite, o Céu tinha a magia das estrelas. Os teus olhos brilhavam, eu transpirava com todos os nervos a flor da pele. Perguntaste-me se eu sabia falar a linguagem das lágrimas… Respondi-te que eu nunca fui sábio nem poeta, apenas simples humano que procura um amor para amar.
Perguntaste-me se eu sabia aonde viviam os sonhos… Respondi-te que nunca tentei me descobrir aonde os sonhos vivem porque eu faço parte da realidade por isso acordei com uma lágrima seca no canto do olho.

publicado por Ejamour de Carvalhais às 15:55
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Sábado, 8 de Janeiro de 2005

Assim sou eu.

anjo1.jpg
Assim sou eu... Aonde quer que eu vá, levar-te-ei nas minhas asas. Nos meus poemas, nas minhas lágrimas, dentro de mim.
A raiz do amor deve ser sempre regada com a água da esperança... Espero por ti? Num lugar desconhecido? Num momento que não me pertence. Minhas lágrimas beijam o chão. Em cada asa minha, teu nome escrito. Se não amo, não voou.
Assim sou eu… Sem ti, sem mim, restam-me as minhas asas… Asas de anjo, asas do amor. Não quero o Tempo, quero o momento. Não quero a dúvida. Não sei voar duvidando do que sinto. Não sei voar se me recusam amar. Não sei.

publicado por Ejamour de Carvalhais às 12:52
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Quinta-feira, 6 de Janeiro de 2005

A amizade...

A amizade ganha-se do nada porque não se combina sentimentos de afecto, nem qualquer outro tipo de sentimentos. As borboletas quando visitam os jardins, as flores agradecem retribuindo com o que de melhor têm.
Na amizade procura-se e encontra-se verdadeiras amizades quando se faz de coração aberto. E na amizade nada se esquece, nada se perde e guarda-se sempre as verdadeiras amizades.

publicado por Ejamour de Carvalhais às 11:43
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A paixão de Cristo.

paixao_5.jpg
Um filme que gerou e ainda gera tanta celeuma. Segundo o realizador aquelas imagens são as verdadeiras horas da vida de Jesus Cristo… Culpar quem quer que seja pela crucificação de Cristo, penso que seja um erro tremendo porque nós é que somos os verdadeiros culpados. Aqueles que acreditam e os que não acreditam. Somos todos culpados sem excepção e continuamos a sê-lo por nos matarmos uns aos outros, por nos odiarmos, por não alimentar-mos a verdadeira essência do amor. A Fé...
A paixão de Cristo, foi antes um amor que ficou marcado aos Homens de boa vontade. Quem não faz a guerra, quem não odeia, quem não alimenta a discórdia merece este amor, o mesmo amor que Cristo deu-nos. Uma herança que nos foi deixada e que alguns seguem-no. A estes, Cristo sorri, confortando-os. A paixão não é uma sentença, também não será um ajuste de contas de Cristo para connosco. Cristo perdoou quem o crucificou. O filme, a vida em si de Jesus Cristo é uma mensagem muito forte, só precisa ser entendida. Dar lugar ao amor é uma dádiva que poucos alimentam, por isso nos odeamos. E vamos continuar a fazê-lo até que todos se resolvam compreender qual é a mensagem e a verdadeira essência do amor.
A paixão de Cristo é antes a paixão do perdão, saber perdoar faz de nós únicos no verdadeiro sentido da palavra.

publicado por Ejamour de Carvalhais às 11:37
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.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

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