Terça-feira, 29 de Março de 2005

Até aonde fores...

 

 

 

 

 

Levas a lua com teu sorriso.

Lavas a alma com as minhas lágrimas.

Lágrimas que me dás com a tua ausência.

Levas-me o amor e deixas-me o vazio.

Levas-me até onde fores e deixas-me aonde não me consigo encontrar.

Levas as estrelas e deixas o crepúsculo despido.

Levas as conchas e deixas o mar.

 

 

Por isso…

 

 

Se me quiseres amar salva-me deste vazio, leva-me contigo e não me trazes de volta a mim.

 

Salva-me das lágrimas de não te ter.

Salva-me dessa dor. Desse pranto. Desse grito mudo, revolta que me consome.

Salva-me quando acordo suspirando o teu nome.

Salva-me da escuridão da vida, da dor que me esconde, que escondo.

Salva-me tanto faz de noite ou de dia, no meio da chuva, debaixo do luar, entregue ao Tempo.

 

 

Se me quiseres amar não me leves aonde o amor não te pode encontrar.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 10:34
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Quinta-feira, 24 de Março de 2005

Uma simples palavra...

dedicatoria.jpg


Simples palavra quando sentida, mergunhando nas entranhas da alma. Voa o coração nas asas do amor.


Simples forma de protecção, abraçando como as asas de um anjo. Leva o sabor do amor. Não fujas... Entrega-te. Na simplicidade de uma frase, existe o sentir de uma alma que se entrega sem receio.


Amar, amar, amar, quem? Não escolhemos. Por isso vem com as palavras, vem com a alma, como as ondas do mar. Deixa-te levar como as conchas e ama quem nunca pediste para amar.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 09:06
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Terça-feira, 15 de Março de 2005

Um minuto de ti...

Um minuto de ti, seria para mim um minuto de eternidade.


Eterno seria o beijo que não te dei.


As palavras que ainda não te disse.


Os sonhos que ainda não sonhei.


Um minuto de ti, seria o sopro eterno do amor em mim.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 09:29
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Quinta-feira, 10 de Março de 2005

Talvez um dia...

Portas abertas da vida que te espera, que me espera. Degraus desenhados, gastos pelo o Tempo que já fora vivido, bebido pelas vidas que nos enfeitam e nos preenchem o vazio sentido. Chorei, choraste, adormeceste teu olhar no meu.


 


O teu profundo olhar… Rasgando-me a alma.


Num simples gesto tudo fora dito, consumido…


Simples sorrisos, os nossos.


 


Simplicidade sentida, vivida aonde nossos sentidos, sentimentos têm o verdadeiro olhar da cumplicidade.


Foge o Tempo. O teu e o meu. Rugas, as tuas… Prevalece ainda a minha juventude… Não intacta mas já devorada pelo o Tempo. Inocência perdida, algures.


 


Lugares que conhecemos, imensos, ao sabor das nossas vidas.


Lugares que nos enfeitiçaram. Que nos amaram… Tanto nos sonhos como na realidade.


 


Portas abertas da vida... Fecham-se as cavernas de solidão. Ruas desertas, vago semblante como numa tarde de Inverno, cinzento e frio. Mágico, o sentir num adeus silencioso. Nem uma palavra fora dita mas todos os gestos disseram tudo. Talvez um dia, um dia voltarei. De onde nunca sai.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 09:02
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Sem ti...

Sem ti, não sei quem sou... Serei deserto de solidão, vago, vasto e sentido.


Sem ti, serei o que nunca pedi para ser. Triste estrela sem brilho, sem o encanto de uma noite profunda.


Sem ti, não me sinto. Perco os sentidos. Rendo-me ao desencanto vivido.


Sem ti, quem serei? Frases incertas? Poema inacabado? Vida desconcertante, amarga, mas vivida ao sabor da perdição.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 08:58
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.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

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