Sexta-feira, 29 de Abril de 2005

Abre as asas...

Solta o amor, deixa-o fluir, ganhar asas e voar.


Voar até mais não puder. Abre as asas.


Solta a vida, ainda que existam obstáculos. Grita o amor dentro de ti.


Em todas as noites e dias que te procuras ausente de ti. Não te percas, abraça-te, apertando o teu coração junto ao amor.


Não fujas, abre o coração, deleitando-se no sabor do beijo do amor. A vida é logo aqui ao virar da esquina aonde te sentes.


Solta o hoje e o amanhã, não esquecendo o ontem.
São metades de ti, são detalhes que te pertencem, não descurando o que foi vivido, o que vive e o que ha-de viver.


 



Quando o rio beija o mar não descura o sabor do beijo.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 14:24
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Silenciosa...

A noite que perdeste as lágrimas.


Um abraço soltou-se. Num adeus sem palavras.


O luar fechou-se aonde as lágrimas se perderam, no templo da tua alma. O teu sentir o vento para a terra de ninguém levou, na sombra da saudade ficou o que os teus olhos um dia se encantaram..


Esconder os sentimentos e lutar contra eles. Terás um dia a tua vitória? Ou a tua derrota? Terás um dia o que não pediste ou o que nunca foi teu... Nós não pedimos que a morte nos beije... Simplesmente fazemos parte deste ciclo. É como no amor... Nunca pedimos para amar. Amamos ou odiámos, eís a nossa essência. 


A noite que perdeste as lágrimas, seriam as tuas lágrimas? Noite que nunca foi tua, foi de outras almas, de outros momentos. Ficou sim um sorriso perdido no meio da noite, uma lágrima que amou o teu rosto, numa despedida silênciosa. 


 


publicado por Ejamour de Carvalhais às 11:30
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Quinta-feira, 28 de Abril de 2005

Um pouco de mim...

Neste caminho trilhado pela tristeza pela dor de


não te ter...


Tu não me deste a mão.


Nesta hora, minuto que me perco sem ti...


Tu desapareces nas asas do tempo.


Neste lugar simples e sem nome, reside o que não


tenho. Perdi o que de mim procurei em ti.


 


 


 


 


publicado por Ejamour de Carvalhais às 11:11
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Sábado, 23 de Abril de 2005

Viagem.

Folhas secas no chão arrastadas pela embriaguez do vento. Andorinhas beijando o Céu azul. Um manto azul distante enfeitiçando os olhos, beijando a alma... O mar.


Uma voz gritando um nome. Um nome que se perdeu algures. Lugares desconhecidos, esquecidos no canto triste da memória. Foge o tempo. Na velocidade das vidas. Sombras de corpos procurando-se.


Cai a noite serena e macia, veludo sentido. O manto azul agora enfeitiçado pelo olhar do luar. Passos de almas fugindo a solidão, ao vazio.


Sorrisos de pétalas brilhando. Sorrisos de várias cores. Adormece o arco-íris, um sono profundo e distante. Grilos entoando serenatas profundas e sentidas. Folhas dançando, abraçadas aos ramos das árvores.


Cai a noite abrigando corpos. Amores e desamores. Olhares tristes e vagos, semblantes de lágrimas com nomes de perdição. Até ao dia seguinte.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 11:25
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Sexta-feira, 22 de Abril de 2005

Ama-me...

 

Não te peço a tua vida. Ela é tua, somente tua. Não te peço as horas que te entregas a ti, no teu canto, aninhada e protegida pelos anjos que te amam.


Não te peço as madrugadas que te beijam a face quando perdes o sono. Quando te levantas resmungando com a vida, lamentando os momentos que perdeste. Não te peço a tua roupa nas noites de frio, quando dispo o meu corpo e entrego-me ao relento. Não te peço o teu lindo sorriso, quando olhas para as estrelas e perguntaste porque estão tão distante? Não te peço o teu silêncio, a tua dor, o teu pranto. O sabor das tuas lágrimas.


Não te peço a tua doce loucura, o teu encanto, a tua imperfeição, o teu sentir. Não te peço o teu vento, o teu momento. A tua mortalidade.


Simplesmente ama-me…


publicado por Ejamour de Carvalhais às 16:51
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Deixa-me...

Deixa-me aqui.


Ao menos sei aonde estou, aonde me dou.


Deixa-me, que me encontrarei um dia mais tarde.


Numa tarde seca, fria, no meio das folhas secas.


A beira mar, no meio da noite.


Deixa-me, seguindo a luz do amor.


Deixa-me, com as minhas lágrimas, com as minhas


palavras.


Deixa-me assim... Despido, sem alma.


Deixa-me... Mas não me leves o AMOR.


 


publicado por Ejamour de Carvalhais às 10:24
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Palavras...

Palavras sentidas... No ouvido foram ditas.


Palavras escritas a luz da vela. Entregues aos sonhos.


A luz da esperança.


Folhas brancas guardam lágrimas. Chora coração. Grita coração, mas não te percas.


Perde-te antes por amor... Porque sempre vale a pena.


Palavras de felicidade sentida. Sorrisos intermináveis. Apenas palavras, as mais simples e sentidas.


Palavras que disse ficaram.


Palavras que disse trouxe nas asas da alma.


Palavras que disse tiraram-me e nunca me devolveram...


publicado por Ejamour de Carvalhais às 09:59
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Terça-feira, 19 de Abril de 2005

Por ti estarei sempre aqui...

Desperta-me o desejo em ter-te aqui deste lado junto a mim. Para ti estarei sempre aqui. Abraçando a minha solidão. Morrendo como as petálas quando se despedem das roseiras.


Para ti estarei sempre aqui, mesmo que perca todos os meus sentidos. Mesmo que viva mais uma noite, mais um dia, todas as horas, minutos e segundos.


Estarei sempre aqui por ti, que me fazes pular de alegria... Que me fazes chorar outras lágrimas. Sem dor, sem mágoa.


Que me fazes sentir-me quando me perco. Que não me deixes ausente de mim. Estarei sempre aqui mesmo que o meu poço de amor não caia mais a magia das palavras verdadeiras e sentidas.


Estarei sempre aqui neste momento que sou teu e tu es minha nos sonhos da minha vida.


 


publicado por Ejamour de Carvalhais às 16:08
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Estou só...

Desta maneira desperto para mais um dia. Ainda que alimente o amor de diversas formas. Carrego comigo como uma marca. Num dos meu braços, dentro de mim, nesse lugar, espaço único para os afectos... Mas estou só. Vivo comigo e sobrevivo aos dias que me alimentam em forma de esperança. Que tudo um dia irá mudar... Não sei quando. A incerteza faz de mim humano, imperfeito. Faz de mim mortal e essa mortalidade consigo provar quando cruzo com todos os tipos de olhares. Vidas... Não sei se algum dia alguém me amou. Será?


Vejo-me muitas vezes distante mas igualmente como uma multidão de braços abertos. Sinto-me assim, das vezes que tento me abraçar, limpando as lágrimas, ou deixando que o vento retira as gotículas salgadas do meu rosto.


Dêem-me Tempo... Dêem-me tudo e nada, mas não me tirem a fé. Não me calem a alma. Não me fechem aonde não me posso encontrar. Mesmo sabendo que hoje vivo e sobrevivo. Em guerras constantes e revoluções interiores. Nós fazemos da nossa vida uma constante mudança.


Mudar o destino?


Mudar o sentir de tudo o que nos rodeia?


Mudar os nossos lugares aonde nos sentimos?


Ter tudo e não ter nada. Gritar e não ser ouvido.


Hoje estou aqui. Neste lugar único. Aonde me perdi  das mais diversas formas. Pergunto por mim a mim, esse meu EU que muitas das vezes responde-me as mais diversas questões...


Estarei mesmo vivo? Ou serei apenas alguém que ja viveu e agora vai vivendo? 


publicado por Ejamour de Carvalhais às 15:53
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Sábado, 16 de Abril de 2005

Um silêncio.

... Perdi as palavras. Não sei se um dia me perdoarei. Não peço as palavras que venham ter comigo, não peço a Deus o que Deus não me pode dar.


Será a minha voz tão frágil e baixa que Deus não me oiça?


Começou o teu desabafo naquela noite de estrelas de sorrisos e lágrimas minhas e tuas. Pediste-me para te ouvir, vezes sem conta acedi ao teu pedido. Lembro-me que me perguntaste seu sabia ler o que as lágrimas escrevem.


Respondi-te na minha simplicidade que eu sou apenas um comum dos mortais temente a força da mãe natureza. Sim, temente porque a natureza já nos deu provas mais que evidentes até aonde pode chegar...


Não me posso mentir a mim próprio que o medo não habita em mim, de diversas formas. Mas deixar o medo consumir-te... Retirar-te o veludo que sobra da tua alma. Trespassar-te como um punhal até que te doa a alma. Esse medo amargo que te leva os teus sentidos e faz-se dono da tua vida... Medo de perder as palavras, de perder a vida. Perder esse encanto, sim a vida é um encanto independemente de tudo. É um encanto que nos concedem.  Fazemos parte desse medo que nos abraça a sombra nas noites de luar, ou dos dias de sol abrasador que nos queima o corpo.


Contaste-me que diversas vezes te fechas num quarto escuro tentando ver o que a escuridão te oferece... Sentiste-te pequeno e vazio. A escuridão provoca-nos isso. Retira-nos a luz que nos encanta os olhos.


Contaste-me os teus sonhos. Sonhos esses que por vezes perdes porque não chegas a fechar os olhos. Nas noites perdidas, assistindo madrugadas nascerem. 


Já experimentaste gritar sem que ninguém te oiça?


Respondeste: "Já percorri o mar por dentro, e por  fora... Já levei o olhar do luar junto ao meu.


Já falei de amor as pétalas, as tempestades esconderam-se por vergonha.


Já falei e olhei para as estrelas como um adeus infinito… E porquê? Porque acredito no amor."


O meu silêncio fez-se resposta. Chorei por ti. Continuaste nas tuas perguntas... O meu silênco respondia-te...


Jamour, não não me a leves mal... Mas estou a morrer por dentro. Há dias que não me sinto, não me tenho e nem sei quem  sou... Não posso amar, não posso odiar... A minha alma diz-me ao ouvido que o amor é a base de tudo em nós.


 


Apenas respondi-te: Já experimentaste conter as lágrimas e mesmo assim elas cairem pelo o rosto abaixo? Já tiveste a felicidade nas tuas mãos?



E então pergunto; que é dessa felicidade?


Procura a resposta dentro de ti. Eu estou a falar comigo próprio, nesta noite que só me tenho a mim...


 


publicado por Ejamour de Carvalhais às 11:08
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Quinta-feira, 14 de Abril de 2005

Aqui e ali.

Noite dentro. Noite sentida. Noite despida.


Fugida, sombras se amarram umas ás outras.


Vozes, inúmeras, abraçando árvores,


aconchegando momentos.


Pirilampos caindo, iluminando.


Estrelas sorrindo. A vida não se perde,


abre-se como uma flor beijando o sol e ser beijada.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 09:14
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Quarta-feira, 13 de Abril de 2005

Recomeçar...

anjo61.jpg Minhas ausências, minhas falhas, o recomeço é sempre o princípio de algo.


Mesmo na escuridão da vida solta-me o recomeço de algo que me espera ou que espero.


O mar volta sempre mesmo que leve as conchas todas.


O recomeço é a reviravolta de algo que sempre desejamos... Uma meta, um simples gesto e tudo pode mudar. Recomeçar para o bem é o encanto da alma.


Abre sim as portas da alma para o recomeço de algo que se busca que se entrega e mergulha-se na luz do amor e da vida.


 


publicado por Ejamour de Carvalhais às 16:52
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Terça-feira, 12 de Abril de 2005

Nada mais posso dizer.

joaopaulo1.jpg


Obrigado...

publicado por Ejamour de Carvalhais às 09:10
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Sexta-feira, 8 de Abril de 2005

Eu e as lágrimas...


Porque choras?


Se ninguém te limpa as lágrimas...




Chorei debaixo do luar, junto ao mar. Em plena madrugada.




Chorei lágrimas que desconhecia, devoraram o meu rosto. Lágrimas sem nomes. De lugares, momentos e coisas.




Chorei as tuas lágrimas, não sei se as merecia...



Chorei noite e dia, uma sombra fugiu de mim.




Chorei as lágrimas do Tempo... Da saudade.




Chorei por mim e por ti... Continuarei a chorar até que as lágrimas se despeçam de mim, num adeus eterno.




Serei cinzas que o vento levanta...


publicado por Ejamour de Carvalhais às 15:59
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Há sempre alguém...

Eu sou diferente de ti até


no amor...


 


Nas simples frases...


Nos simples gestos...


No simples toque, na delicia do sabor dos momentos.


Eu sou diferente, porque a minha alma vive do amor.


 


Pois eu dei tudo de mim a


ti...


Eu ofereci sem pedir o que de mim esperavas...


 


E tu só me deste metade de


ti...


 


Jamour


publicado por Ejamour de Carvalhais às 13:49
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.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

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