Terça-feira, 31 de Maio de 2005

Mistura.

Choveu...


Enquanto chovia, observei a chuva caindo de mansinho, abraçando o vento silencioso entregando-se como uma amante ardendo de amor e desejo em chama. Observei o encanto da chuva caindo, invadindo a noite, candeeiros a berma da estrada ofuscando-se, árvores abrindo os galhos, entregando as folhas secas num último adeus. Num regresso próximo. Virão outras folhas que amarão os mesmo galhos? Deixei que a chuva me beijasse o corpo, me amasse sem que eu sentisse, me devorasse até as entranhas do meu corpo. Deixei que tudo em mim fosse chuva, terra, vento e mar. Num só todo eu faço parte, porque a minha mortalidade são todos os meus sentidos que se rendem ao encanto do veludo do olhar singelo da chuva... Sorrindo para mim misturando-me com um simples gesto...


O beijo da água no meu corpo...


Enquanto chovia minhas lágrimas misturavam-se com a chuva. Entreguei o corpo deixei a alma a descansar de dor e pranto na minha perdição incurável... Outros corpos de outras vidas abrigando-se. Um rosto de uma criança repleto de interrogações: Porque chove? O que é a chuva?


Talvez seja o beijo que o Céu dá a terra...


Passei a noite a observar. O ardor nos meus tristes olhos já me fazia sentir cansado. Ouvi vozes, gatos miando, cães latindo, todos se abrigando. Aqui e ali alguém retira roupas negras do estendal. Numa correria infernal. Fugimos da chuva mas a chuva não foge de nós... Ou foge? A chuva cai, sem pedir licença, cai limpando ruelas, beijando o chão, atravessando estradas que se abrem, a caminhada do rio é longa.


Fez-se silêncio nesta noite de chuva. Sem piralampos nem estrelas cadentes, sem luar sem a magia da simplicidade das coisas simples. Apenas chuva em todo o seu esplendor.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 12:40
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Quando as flores se despedem...

Aparecem encantando olhos.


Perfumando almas, sorrindo para o mundo.


Espalham o perfume.


Enfeitiçando borboletas.


Rendição de seres que se deleitam na magia das


flores.


Retratos de afecto ao sabor do vento.


Caindo a semente...


Floresce um ciclo... Quando as flores se despedem


até a próxima estação.


 


 


publicado por Ejamour de Carvalhais às 11:30
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Sexta-feira, 27 de Maio de 2005

Sem amor...

Sem amor nada valho... Quem sou?


Sou a triste sina que pernoita nos dias cinzentos. Mágoa sem dor, lágrima sem cor.


Sou o vazio, um coração acorrentado como um navio atracado num porto. Sou a lembrança e a saudade finginda. Sou o nada, semblante amargo que se esquece de si próprio. sou uma lágrima da lua que se perde entre as nuvens.


Sem amor nada valho. Nada sinto, porque não me sinto. 


Qual deserto que se perde no horizonte, qual vela acesa que se apaga com o beijo do vento. 


Qual grito de revolta mas mudo que se amarra junto ao coração.


Sem amor sou o simples eco de uma voz muda que nunca amou, nem sentiu o beijo do amor.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 17:30
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Parece que...

Parece que já ouve um dia, um lugar, um momento que eu te amei sem te conhecer.


Parece que já ouve uma vida entre nós, algures... Uma vida que foi nossa, dos anjos que sempre nos protegeram. Parece que tudo foi tão real... A minha perdição por ti, o meu ciúme, o meu pranto, o grito de amor com o teu nome.


Parece que tu já foste minha, eu já fui teu. Fui da tua sombra, dos teus gestos, dos teus suspiros, das tuas lágrimas, do teu sorriso. Já fui dos teus sonhos, da tua dor, do teu calor.


Fui de ti e tu de mim.


Parece que já vi o teu olhar nas estrelas, o teu sorriso no luar. Os teus pés descalços beijando o chão. Acariciando-o.


Parece que tudo foi nosso. O Tempo, os ponteiros dos relógios pararam por nós. Parece que foi ontem, hoje, e amanhã que eu sempre disse sem ter dito uma única palavra apenas sentiste que eu senti quando te vi.


 


Parece que já te tinha visto. Não sei aonde...


publicado por Ejamour de Carvalhais às 12:11
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Sexta-feira, 20 de Maio de 2005

O voou do amor.

ImagemGtica241.jpg 


Despida, abriste os braços, mostraste a alma. O cheiro do teu corpo espalhou-se por aquele lugar escolhido mas não destinado.


Tentei voar levando o teu sorriso nas minhas asas. Tentei amar sem nunca te ter visto...


Olhei-te... E como uma feitiçeira fechaste os olhos mas viste os meus tristes olhos. Amargos, mas serenos e vivos. De mãos dadas passeamos nas ruas com nomes de amor, sorrimos envolvendo a noite nos nossos sorrisos.


O voou do amor partiu antes do teu olhar. Naquela noite distante, de vários sonhos, dos mais belos. Partiu sem uma frase.  


publicado por Ejamour de Carvalhais às 11:54
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Quinta-feira, 19 de Maio de 2005

Um olhar.

moon2.jpg


A minha mortalidade é inferior...


Na simplicidade da minha essência


rendo-me.


A esta liberdade de sentir... E a este


olhar despido de beleza natural.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 11:06
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Quarta-feira, 18 de Maio de 2005

Leva-me...

0112.jpg


Leva-me nas tuas asas.


Deixa-me aonde me sinto.


Aonde me tenho. De onde nunca sai.


Leva-me... Leva-me... Leva-me


publicado por Ejamour de Carvalhais às 12:17
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Um lugar sem nome.

Esta sensação estranha de me sentir e não me sentir... De perder a imagem no espelho, ofuscar-me todos os sentidos na eternidade do vazio que me ofereces.


Ouvi passos gelados no meio da noite... Ouvi a magia das palavras na queda de uma pétala. Senti o frio seco a gelar-me a pele, a arrepiar-me a alma. Um grito, ecoou dentro de mim a dor perdida e levada pela correnteza de um rio que nasce em mim, um rio de lágrimas.


Entregar o corpo ao mar, sentir a areia molhada entre os dedos dos pés, castelos de areia leva as ondas do mar, um poema de amor dentro de uma garrafa. Vazia mas sentida.


Ouvi os sussurros do vento. Invadindo a noite, nua, despida pela dor de uma alma que pernoita debaixo de uma árvore sem folhas. Galhos ao relento, assim como corpos que um dia sentiram-se mas perderam-se na imensidão do esquecimento.


Cantei o amor sem voz, no meu interior, as mais belas melodias adormecem para alguém que me procura que procuro e não encontro. Provavelmente escolhi um lugar que ninguém conhece. Um lugar meu, sem nome...


 


 


 


publicado por Ejamour de Carvalhais às 09:41
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Terça-feira, 17 de Maio de 2005

Vem...

Vem...


Entrega-te, a luz do amor que se rende a ti.


Que se prende a ti. Deleita-se em ti.


Vem como a chuva, nua e despida. Nas asas do vento.


Vem, despindo o medo. De coração aberto, sorri.


Sorri como uma criança quando ganha um brinquedo.


As nuvens não têm medo do Céu, entregam-se ao vento.


Tu és nuvem eu sou vento... Quem me dera.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 16:03
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Se tu soubesses...

Se tu soubesses a dor da minha alma...


O grito do meu amor. A minha perdição por ti.


As lágrimas com nome de amor.


Se tu soubesses, o que se perde de mim, quando não estou contigo.


Quando a tua imagem é uma miragem nos Céus do meu coração.


Se tu soubesses, o que o luar diz ao ouvido do mar em meu nome...


Frases repletas de amor por ti... Por ti que nunca


foste minha. És dos deuses... Dos anjos. Não de um comum e simples mortal como eu.


Se tu soubesses, o que eu sei do meu amor por ti.


Quando peço ao coração que pare de chorar, gritar o vazio de não te ter.


O vazio doloroso em todos os momentos que sei que existo quando penso em ti.


Oh, se tu soubesses... 


Se tu soubesses, não fugirias. Porque ninguém pode ter medo do amor...


Quando se ama sem obsessão, mas sim com a clareza de todos os sentimentos.


Se tu soubesses, eu seria teu e tu serias minha, até que soubesses que amar assim em vão é pecar contra o amor.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 15:54
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Sexta-feira, 13 de Maio de 2005

4 Estações de amor...

pensadores1.jpg


Ama-me debaixo da chuva...


Ama-me na sombra do Sol...


Ama-me no voo de uma andorinha, no meio das folhas


secas.


Ama-me quando o Tempo se esquece de viver... Porque


no amor tudo é intemporal.


Ama-me sem olhar as 4 Estações de amor. Apenas


sente...


publicado por Ejamour de Carvalhais às 17:28
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Quinta-feira, 12 de Maio de 2005

Imortalidade dos sonhos.

Deixa-me beber o teu amor nos teus lábios.


Sentir a poesia do teu corpo... Entregar-me na


infinidade dos teus sonhos. Adormecer na sombra dos


teus gestos.


Escrever o teu nome nas estrelas. Para todos os


anjos lerem... Sentir o veludo da tua pele,


juntando o meu corpo com o teu e fazendo um só um


corpo e uma só alma.


Deixa-me ser o teu Tempo, a tua dor, o teu


calor. Cada gota de água que cai do Céu é um beijo


que te dou...


Ainda que viva, na imortalidade dos sonhos.


 


 


publicado por Ejamour de Carvalhais às 09:38
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Quarta-feira, 11 de Maio de 2005

Rendição...

rosas1.jpg


Como a sombra de uma pétala.


Como o  cheiro da brisa do mar. Teu corpo foge-me


das mãos.


Como os sonhos que se perdem durante a noite não


vivem de madrugada.


Como tudo na vida, as ondas do mar vão e vêem.


Momentos...Feitiços teus. Rendição minha.


Como o vento se entrega de braços abertos, meu


coração voa procurando o destino da vida que me


reserva algum dia.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 15:54
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Sábado, 7 de Maio de 2005

No teu olhar ficou o meu olhar...

No teu olhar perdi o meu olhar, desejo


incontrolável. Chama ardente.


No teu olhar escrevi os mais doces e


singelos poemas de amor.


No teu olhar vi o sorriso das estrelas


o olhar do luar.


No teu olhar ficou o meu corpo marcado


ou esquecido pelo o destino.


No teu olhar amei todos os momentos.


Entreguei todos os tormentos.


No teu olhar nasceu a magia do amor.


Quando um dia o meu olhar ficou no teu


olhar. 


 


publicado por Ejamour de Carvalhais às 12:04
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Uma noite longa...

"...Mesmo sabendo que o meu coração é um mar

de amor, tu fechas a porta da tua vida?"


No meio da noite, um corpo se mistura, entrega-se sem rodeios. Nesta noite sem mim e sem ti, vagueando na escuridão da alma.


Um manto de solidão atravessa-me o corpo, tirando de mim o que resta de um minuto de felicidade, algo único que sinto nesta noite que tirei um momento para pensar em mim. Nunca pensei em mim, tenho reservado tudo para outras vidas, outros amores. Outros sentires.


Pedem-me que escreva de amor…


Pedem-me que ame. Que chore outras lágrimas. Que grite a minha revolta, a minha dor.


Pedem-me abraços, beijos e sentimentos de afecto.


Pedem-me a alma e prometem que me devolvem.


Pedem-me juras de amor, promessas, lágrimas soltas com frases ternurentas.


Pedem-me sorrisos, a minha mortalidade em nome do amor. Pedem-me a minha essência… E depois o que terei?


Nesta noite mágica, neste silêncio único, uma música soa no rádio, cai uma lágrima. Há lágrimas com nomes… De tanto amor mas a recusa persiste, existe. O sonho desvanece.


Tornando-se cinzas...


Atravesso ruas com nomes, paro o corpo junto a uma roseira, pétalas no chão, folhas secas arrastadas pelo o vento, minha sombra sem sombra, á muito que o meu corpo já não me pertence, talvez nem a vida. Sinto-me como um rio estagnado que perdeu o seu caminho, ou uma andorinha que o vento destruiu o seu ninho. Mantenho-me ali horas a fio, tentando pensar em mim. Não sei o que penso em mim, não tenho jeito para pensar em mim. Assusto-me…


Nunca procurei por mim, mas nesta noite olhei para mim e não me vi, não me senti. Que é feito de mim? Aonde estão os meus pedaços? Aonde estão as linhas que compõem o meu corpo, a minha vida. Só sinto lágrimas como num dia de chuva. Não posso ter pena de mim… Seria a minha completa derrota.  


A noite vai longa, uma simples noite que tentei pensar em mim, apenas em mim, num momento que pensei que fosse meu, único em toda a sua simplicidade.


Dói-me o peito, uma dor inexplicável, mas sentida porque choro por dentro. Choro quando penso em mim. Esta noite é minha… Não é dos anjos, das estrelas, do luar, é minha porque tirei esta noite para pensar em mim…


 


Aonde tenho estado este tempo todo?


 


 


publicado por Ejamour de Carvalhais às 11:35
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.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

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