Quinta-feira, 30 de Junho de 2005

O lugar das deusas.

Vi-te despida nos meus sonhos, abraçada a mim, desejei nunca acordar. Ouvi-te no meu mais profundo sono, sonho, palavras que á muito procuro que alguém me diga... Levaste-me ao sabor do vento, deixaste-me ao sabor do tempo...


Vi-te, teu olhar repleto de mistérios, tua lua encantada, perfume da tua alma espalhado no quarto, sombras dos nossos corpos, nas quatro paredes, velas espalhadas no chão, brilho dos teus olhos. Vi-te ali tão perto de mim, mas ao mesmo tempo tão longe.


Vi-te no lugar das deusas.


Vi-te nos poemas dos anjos, nesse sonho profundo, momento que me pertence. Vi-te como uma melodia de amor, aonde todos os acordes soam as vozes das deusas. Vozes enfeitiçantes, aconchegantes.


Vi-te nos meus desejos, dois lábios juntos, duas almas em delirio, dois sonhos, o mesmo sonho. Dois corpos o mesmo corpo. Duas vidas a mesma vida, assim é no amor. Vi-te perdida em mim, eu perdido em ti.


Vi-te no lugar das deusas...


Como uma sombra de um corpo se perde na escuridão sentida, meu sonho perdeu-se no imenso vazio do espaço aonde entrego-me sem ti que te vi no lugar das deusas.  


 


 


publicado por Ejamour de Carvalhais às 11:07
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Terça-feira, 28 de Junho de 2005

A semente do amor.

Esta noite perdi as lágrimas por ti. Falei com anjos. Falei de sonhos e amor. Viagens intermináveis, em todos os lugares, em vários sentires.


Rendo-me ao encanto de cada estação aonde estaciono o coração por ti.


Esta noite pode ser nossa... Dos nossos sonhos, desejos que se soltam, que se amarram, prendem-se as nossas vidas. Serei teu se me amares sem medo. Deixarei o coração em ti, a semente do meu amor. Esta noite escreverei no teu corpo um poema de amor. 


 


 


 


publicado por Ejamour de Carvalhais às 15:47
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Sexta-feira, 24 de Junho de 2005

Uma espera infinita.

Cantei o amor


sem dor, sem pranto.


Cantei a magia das palavras. Os sonhos dos anjos


passeando na minha alma.


Cantei as sombras dos poemas que se perdem no


labirinto da vida. Sem voz ainda gritei por ti. Por


ti que nunca te vi. Esse vazio com o teu nome.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 12:18
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Quarta-feira, 22 de Junho de 2005

Alma perdida...

Tenho vivido como quem espera por um grande amor. Como a terra que espera pela chuva que tarda em chegar... Tenho enfrentado o ódio, o esquecimento, a dor de uma alma que se perde constantemente por amor. Nas horas e momentos que me tenho junto a mim. Neste espaço reservado as memória de momentos alegres que passaram na rapidez do Tempo.


Na magia das simplicidades das coisas simples que me devoram a essência, ou do que resta de mim. Serei um dia terra, cinza, vento, saudade de alguém que me amou sem querer, sem pedir nem combinar. Serei assim...


A saudade de alguém...


Tenho partido como um comboio que sai de uma estação num horário marcado. Por vezes incerto, imprevisível, resta a saudade de quem partiu no olhar de um adeus. Um gesto perdura, uma frase morta, perdida na partida, ou um abraço na chegada. Beijos voando ao sabor das lágrimas.


Como numa noite em que esperei por mim e nunca mais apareci...


Deixei a saudade de mim...


 


 


publicado por Ejamour de Carvalhais às 16:19
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Segunda-feira, 20 de Junho de 2005

Uma voz.

Soltou-se uma voz no meio da noite, uma voz sem rosto, um corpo encurralado pelas sombras das árvores. Um copo de plástico vazio arrasta-se junto ao vento. Um cão perdido abatido pelo o abandono assusta-se com a própria sombra. Sem dono persegue o latir de outros cães. A voz permanece distante entregando-se a noite fazendo-se refém. A noite é longa, a procura é extensa, imensa. Algumas janelas entreabertas fecham-se com a força do vento. Nos estendais as roupas presas com molas de várias. Um canto de uma cotovia rasga a noite, assustando o cão, calando a voz. Corpos viciados encostados aos muros que outrora eram brancos agora resumem-se as solas marcadas dos sapatos. Uma dedicatória de amor numa árvore, feita de canivete dentro de um coração: " Eu e Tu, para sempre..."  Aquela árvore carrega um amor ou é tão somente um amor?


Alguém chama pelo o cão, este assustado corre desamparadamente sem destino. Aquela voz já á muito que se refugiara no silêncio das palavras sem nomes. Alguém grita por alguém... Amantes ternos beijando-se ao sabor da noite. Saltos altos de uma bela morena atravessa a rua. Vejo e revejo toda a minha fealdade. Sim eu nunca encantei ninguém... Gosto de ser mero observador do Tempo. Gosto do barulho do relógio pendurado na parede ditando o Tempo. Dando coordenadas as nossas vidas. A morena mistura-se com a noite, o cão desaparecera, o copo de plástico fora atirado pela berma com a força do vento. Os corpos viciados ali mantém-se, a voz á muito que calou-se e eu virei as costas a noite num simples gesto que ditou a minha mortalidade. Apreciei o movimento dos corpos de vidas que pernoitam até que chegue a madrugada filha de uma noite que viveu unicamente expressa ao silêncio de uma voz. A minha voz...


 


publicado por Ejamour de Carvalhais às 17:31
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Aceitação.

1533906.jpg

(foto retirada da net)

publicado por Ejamour de Carvalhais às 10:46
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Fui-me de mim mas deixei-me ficar...

Eu já fui mar, vento, rio, chuva que cai beijando o chão lamacento. Eu já fui o sorriso da lua, fui sombra de corpos felizes. Fui o ódio, o amor, fui o grito de dor. Já fui os beijos que não senti, os amores que não amei. Fui a loucura, os desejos de corpos quentes. Eu já fui criança perdida, alegre e triste.


 


Eu já fui o silêncio das almas. Fui vítima, inocente, culpado, imperfeito. Fui uma multidão, fui um só corpo.


Eu já fui lágrimas, fui passado, presente nunca cheguei a ser o futuro.


Eu já fui a derrota, a vitória, a sobrevivência. Eu já fui eu, outro, outros, fui mistérios, segredos obscuros.


 


Eu já fui árvore despida, rio sem nome, estrela cadente que cai em lugar algum… Fui deserto, animal selvagem, já fui um barco no fundo do mar, luz apagada no túnel, fui os olhos da morte, a alegria da vida. Fui livros abertos, esquecidos, fui a esperança, a crença e descrença.


 


Eu já fui o triste olhar de uma vida. Fui a solidão, escuridão sentida, fui uma vela acesa num quarto escuro. Fui uma música de amor, um poema perdido, incompleto. Já fui anjo com asas de amor. Fui tempestades, relâmpagos, fui a sombra do luar junto ao mar.


 


Eu já fui as serenatas que amaram um tempo, um momento. Já fui corações que se perderam por amor. Fui o grito silencioso de vidas que se procuram. Já fui a perdição, todas as formas de amor. Fui labirinto, tempo esquecido, chama perdida, fui corpo sem ser amado, fui odiado, esquecido.


Eu já fui a tristeza, a felicidade, já fui o espelho da dor. Já fui noite, dia e madrugadas. Já fui Tempo, o meu e dos outros. Já fui estradas infinitas, ruas sem nomes, fui destino.


 


Eu já fui certeza do que tenho sido... Fui estas palavras que permanecem nesta folha branca.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 09:15
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Quinta-feira, 16 de Junho de 2005

Essência da Natureza.

algarvio1.jpg


 


Telas encantando olhares que se misturam, perdendo-se no Céu reluzente. Nuvens abraçando luzes que se espalham em lugares nossos. Um lugar de nomes de anjos,  tecto azul misturando-se com diversas cores.


Somos as cores do mundo. A terra que se deixa beijar pela chuva, que se deixa queimar pelo Sol. Somos as sementes, o polén da vida, as flores perfumadas que se abrem sentido o beijo sublime do Sol. Somos o calor da noite, do frio seco, das tempestades. Somos do mar, das conchas, das algas marinhas, da espuma a beira-mar. Somos as madrugadas despidas, o reflexo do beijo do luar.


Somos assim, essência da natureza...


publicado por Ejamour de Carvalhais às 12:29
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Quarta-feira, 15 de Junho de 2005

Sem pressa de partir...

 


Sussurra-me ao ouvido. Todos os teus desejos


ansejos, angústias e mágoas. Saberei ouvir.


Grita dentro de mim.


Espalha a semente dos teus sentimentos, deixando-a


brotar. Regando-a com o feitiço do teu amor...


Enfeitiça-me, revira-me, misturando-me com dor,


calor e amor.


Faz de mim, a tua caverna, o teu abrigo, o teu


conforto... Um abraço forte espera-te. Meus braços


abrem-se, sem pressa de partir.


Procura dentro de mim o amor que te espera.


 


publicado por Ejamour de Carvalhais às 11:36
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Terça-feira, 14 de Junho de 2005

Nas minhas mãos...

 


Nas minhas mãos trazia-te adormecida, como uma criança dando-te a minha protecção.


No meu corpo o teu corpo, o teu cheiro. Entretido com o tempo, deixei voar os sonhos para a terra de ninguém de alguém que não se considera alguém. Deixei partir a dor... Sem licença entrei no jogo das palavras, provando o sabor da saudade. Não é tristeza, o que sinto, não é dor que posso explicar. Posso esta noite encontrar as palavras mais simples para compor um verso, para te explicar que tudo afinal não foi vão.


Nas minhas mãos trouxe as minhas lágrimas. Como prova do vazio que me dás. Um barco a vela perde-se no horizonte do mar, longiquo, profundo, sentido. Eu perco-me por amor a um verso que o mar apagou na areia molhada. Ouve o meu grito, sente o meu corpo, bebe das minhas lágrimas, deixa-me saciar os teus lábios, perder-me nos segredos do teu corpo, das tuas linhas que contorno com os meus dedos.


Deixa-me perder por uma noite no teu corpo de deusa e eu serei deus esta noite.


Serei mago, mágico, vidente.


Serei anjo carente.


Corpo quente que se mistura com o fogo.


As minhas mãos não são macias porque transportam a dor da minha alma... São filhas do tempo. Do princípio, do fim e do recomeço. Do teu corpo faria a tela aonde depositaria o grito do pincel, da revolta absoluta. Dessa chama que me devora o interior, corroendo-me os orgãos.


Deixa-me gritar o teu nome esta noite que não serei eu. Não serei mortal. Olha-me nos olhos e sente-me na alma.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 12:07
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Segunda-feira, 13 de Junho de 2005

O reflexo de um lago.

Inúmeras horas, dias e noites perdi-me por completo na imagem de um lago que me cobria com um singelo abraço.


Passeei o corpo mas deixei a alma algures. Visitei o teu olhar na esperança que me visses como alguém que te quer iluminar a vida como o reflexo de um lago. Não te sei contar as histórias das lágrimas. Direi que te poderei amar se me amares como o Sol quando ama a terra. Não te faço promessas de amor eterno, nem juras de amor, abro-te o coração para que faças deste lugar um lago de amor num simples reflexo e eu cantarei o amor com o teu nome.


Brilharei como um lago que se entrega ao luar. De desejos e dores quero te amar a beira deste lago, junto a este reflexo que brilha como o amor que nasce em mim e morre em mim mas se não me amares como o brilho intenso do luar nesta noite que busco o reflexo deste lago que habita em mim, o brilho perde-se, o lago seca restam as lágrimas.


 


publicado por Ejamour de Carvalhais às 11:48
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Quarta-feira, 8 de Junho de 2005

Faz o teu Tempo...

Vasculhei a lua.


Despia-a, nua e entregue a mim.


Quantas vezes beijei o teu corpo nos meus sonhos?


Vasculhei os segredos dos deuses, procurando o


sentido do teu destino, do meu.


Rasguei o corpo. Foge de mim, o que de mim se


entrega sem cobrança de um momento. Sopra em mim, o


que procuro em ti. 


Faz o teu tempo, que eu não tenho pressa.


Faz a tua alma voar nas asas do amor... Porque eu


abri o coração procurando ti...


Não sei de onde és... De onde vens e de que és


feita.


Não sei de que sou feito. Se da terra ou do Céu, se


do vento ou do esquecimento.


Sou amargura, sabor da dor de não ter-te aonde o


amor nunca se esquece de ser amado.  


 


 


publicado por Ejamour de Carvalhais às 14:55
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Terça-feira, 7 de Junho de 2005

Sussurro.

As palavras que deixei a beira - mar, poemas e versos de amor incompletos ao sabor da saudade. Somente fiz de mim refém de um tempo que foi meu. Fui do tempo em que o amor era o alimento completo da alma. Resignei-me ao vazio das palavras que morrem no esquecimento de uma voz que não é mais do que um sussurro urgente de salvação.


Preciso de um tempo, sem medida, longo e infinito.


Preciso de mim a qualquer hora, minuto, segundo...


Profundo sentir de mim.


Preciso das palavras, refúgio vivo, presente a cada tempo que passa e me abraça.


Preciso que me amem, com toda a essência do amor, puro, vivo, transparente, único.


Não preciso da dor para me sentir vivo. Porque vivo e sobrevivo na rendição dos meus sentimentos.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 12:22
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Teu perfume...

 


O cheiro do teu corpo enfeitiça o meu corpo...


Tranportando-o ao lugar dos sonhos... Fantasias.


Perfume das linhas que me encantam, suave cheiro


que me perco.


Tu és tu. És minha nos meus sonhos.


Perfume doce como os teus lábios, sensual como os


movimentos do teu corpo, gestos suaves e únicos.


Perfume seco como os teus olhos sem lágrimas.


Perfume mágico, sedutor, abrigo dos meus desejos.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 10:35
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Um corpo sem alma.


Ausente de mim, qual vento embalando janelas entreabertas sussurrando palavras desconcertantes. Estou louco e não é pouco. Louco de me procurar e não me encontrar. Perdi o caminho, nunca vi o sorriso da minha alma. Quente, ofegante, única, minha mas perdida.


Despido no silêncio de quatro paredes. Livros encostados a beira de um armário. Livros vazios como o corpo que se mostra sem alma. Uma dualidade, casualidade ou destino?


Um corpo sem alma, mostrando o rosto da perdição, do desencanto. Da luta sem resposta. Sem vitória, um sabor amargo.


Um corpo sem alma, como um rio seco, algas secas, roseiras despidas.


Um corpo sem alma, sem o olhar singelo da lua. Sem o beijo do crepúsculo nas estrelas. Sem as madrugadas vivas com as cores que enfeitam o mundo.


Um corpo sem alma, sem chama, amando o seu próprio vazio em busca de respostas mudas aonde as perguntas interiores sobrevivem amarradas ao coração que se perdeu aonde a alma não se encontra.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 10:14
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.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

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