Quarta-feira, 31 de Agosto de 2005

Um tempo para mim...

Terei um tempo para mim


pedirei um tempo para mim


Só me terei a mim.


Em todos os momentos, em


qualquer lugar.


Os minutos serão meus, igualmente as horas


sem pressa vou sentir as noites e os dias.


Vou me entregar a mim. No meu lugar. Ou no lugar


dos anjos.


( Vou de férias ;) voltarei um dia. Um dia que não me vai pertencer...)


publicado por Ejamour de Carvalhais às 14:23
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Estado de espiríto.

Ninguém te levou daqui do teu lugar apenas e somente não te sentes aonde te encontras. No meio do turbilhão emocional ninguém reparou que as lágrimas escorriam-lhe pelo o rosto. Ninguém reparou que nada poderia fazer, que tudo tivera um fim. Um fim precipitado na angústia das certezas. Debaixo daquela árvore entregou os sentimentos, os sentidos. Entregou tudo que lhe pertencia e o que não lhe pertencia. Na paz dos anjos entrego a minha alma e não a quero de volta se tiver que sofrer novamente. Quantas frases disse no ouvido do vento? Quantos sonhos perdi nas inúmeras noites? Quantas luas me encantaram os olhos iluminando-me o rosto negro da noite.  Estas frases ficaram presas no casulo de sentimentos. Perdi as forças de te ver a chorar, sorri quando te vi a sorrir. Gritei o desejo de ter-te em minhas mãos, nos meus poemas, nas minhas frases. Parei o tempo para que voltasse a ter o meu EU.


Nessa derrota os anjos choraram comigo.Parece que a noite foi dia e o dia foi noite. Não te quero assim. Com medo do amanhã. Quero-te livre... Sim livre, despida, nua como a lua quando se entrega sem preconceitos. Quero-te única. Sim afinal não existes na realidade dos meus dias. És apenas uma imaginação que passa por mim e vive nas minhas frases de amor, de cúmplicidade. Talvez eu nunca tivera sido eu. Eu mesmo... Talvez eu seja como os gatos perdidos que passeiam pela noite a dentro sem nomes, sem um abrigo. Talvez eu esteja a espera de um carinho, de um abraço que me recusam sistemáticamente. Talvez eu seja como uma carta de amor rasgada num momento de fúria ou de arrependimento.


Não escolhi o dia nem sei o que é feito do meu destino. Dizem que existe a sorte e o azar. Talvez eu seja o último. Aonde está o meu estado positivo? Talvez eu seja o culpado de tudo o que em mim se torna um vazio. Vago como o deserto desiquilibrado como as areias movediças. Ainda que tudo em mim seja a chama reluzente do olhar de uma estrela lá no alto dos Céus se não me sentir nunca serei eu, nunca me terei a mim.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 14:15
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Terça-feira, 30 de Agosto de 2005

Brisa do sul.

O tempo escasseia. Não se entrega ao curso intenso da água de um rio que tenta se mistrurar a todo custo com o mar. Num abraço, longo e duradouro. Profundo e intenso. Conchas de várias cores embalam-se no vaivem recíproco que as ondas fazem na areia molhada. Gaivotas voam na brisa do sul. Na direcção do vento, percorrendo o seu próprio caminho. Penas soltas, mergulham, entregando-se ao mar. Pedras desenhadas com as mãos do mar. Telas que cativam olhares. Pedras e conchas que brilham na luz intensa do luar. 


Um rio percorre caminho incerto, mas mágico no seu sentido. Percorre na certeza que se mistura com o mar. Água salgada, água doce, num todo, um ciclo. Dunas desenhadas nas noites em que o vento é forte como um gigante, poderoso como um deus. Corpos misturando-se, entregando-se ao prazer, aos desejos em horas felizes, momentos cativantes. O cheiro da maresia revirando sentidos. Criando sentimentos. Afectos que nascem sem combinar a hora do destino. Vozes misturando-se com o eco da caminhada do rio. Na outra margem a brisa do sul, tráz a cor do olhar do luar que se perde no beijo de uma gaivota junto ao mar.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 12:31
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Sexta-feira, 26 de Agosto de 2005

Em algum lugar...

Beijos com sabor a venenos


pedaços de mim e de ti


cúmplicidade sentida.


Vem sopra-me ao ouvido


o desejo, o ansejo.


Tira-me esse pranto


cobre-me com um manto de amor.


Rasga-me a alma. Leva-me para longe,


sem destino. Sem pressa de encontrar


os lugares que nos sentimos.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 12:50
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Quarta-feira, 24 de Agosto de 2005

O sonho do tempo.

A luz das velas, um poema de amor, ódio e dor adormece em folhas brancas. Junto a cabeceira, retratos que ainda choram as últimas lágrimas de um adeus que nunca fora dito. Um sonho numa viagem. Sonho de um mar que se transformou em pétalas de um olhar de veludo. Sonhos de sereias que se misturam com a noite apanhando conchas a beira-mar, olhares brilhando com a intensa luz do luar. Fogem pensamentos... O tempo dá o que nunca pedimos porque não sabemos falar a linguagem do tempo. Nesta hora que tudo é nada e nada é tudo. Poemas que albergam a dor de um sentir de um afecto que se esconde. Aonde está o abraço. O calor de um beijo. O sonho desejado que nunca mais chega assim como o amanhã, nada sabemos e tudo pode acontecer.


As velas derretem-se com o fogo que bate contra o vento. Sonhos, inúmeros, já passaram por esta vida que se mostra na autenticidade da sua essência. Presentemente nada parece ter sentido quando os sonhos passam sem se despedirem até o dia seguinte de uma madrugada que foi de lágrimas. Folhas brancas no chão, espalhadas como as folhas secas que se despedem das árvores. De quem foi esta noite? Uma resposta vaga no lugar da dor. Deste poema escrito no sonho de uma alma:


Esse beijo nunca foi meu


foi dos anjos que sobrevoaram


a alma que se deleita no auge da sua presença


Esse sonho nunca foi meu, foi o sonho do tempo.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 12:45
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Quinta-feira, 18 de Agosto de 2005

Na minha mémoria.

No abrigo do teu olhar permanece o meu coração


incerto, perdido, trespassado por um punhal.


Vem, abraça-me, deixa-me chorar até que se


me esgota as lágrimas. Deixar de aprender amar é


como lutar contra um mar revolto...


Rendo-me ao encanto do voo de uma andorinha no Céu


azul, assim como me rendo ao encanto do beijo do


vento no rosto da minha alma, na memória dos meus


afectos.


 


publicado por Ejamour de Carvalhais às 11:43
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Dois corpos.

Espaços vazios, sentimentos perdidos, algures, de alguém que se esquece de si próprio. Fogem as palavras de conforto. Um adeus perdido, um abraço esquecido.


Alguém se remete ao silêncio das palavras deixando falar os gestos.


Quadros e livros expostos aos olhos. Telas e folhas abraçando inspiração. Num canto um giradisco toca sem cessar músicas que escrevem no peito a suave sensação de conforto. Espelhos reflectindo uma imagem que não se vé o rosto. Sombra de dois corpos que se abraçam, no quarto escuro. Apenas a música ilumina os olhos tirando a sonolência do vazio. Sussurando palavras desconcertantes de vozes imperceptíveis. De repente no silêncio ainda se ouve, os passos que se cruzam na rua escura.


O giradisco pede o descanso, igualmente os dois corpos. Um gato preto mostra o brilhante dos seus olhos, como que iluminando o quarto.


O soluçar invade o silêncio, nostalgia do passado, o regresso ou o recomeço. Neste quarto dois corpos encontraram-se com o passado. Permanecendo a cúmplicidade que os une...


publicado por Ejamour de Carvalhais às 11:31
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Quinta-feira, 11 de Agosto de 2005

Uma terra chamada Esperança.

Uma estrada deserta, caminhos de terra batida separados por árvores despidas pelo o forte vento quente. Árvores chorando o adeus das folhas, vidas esquecidas neste deserto de almas. Uma estação aonde apenas passa um comboio fantasma, relógios á muito esquecidos pelo o tempo, ponteiros presos a hora que um dia foi hora, minutos, segundos. Num adeus perpétuo, até a eternidade do silêncio. Um deserto de lágrimas percorrem rostos que ainda restam e sobressaem nas janelas entreabertas, nas portas com números, ruas sem nomes. As paredes dos quartos repletos de retratos, de recordações que alimentam a tristeza e resistem ao tempo. As últimas dedicatórias de amor:" Minha vida é tua... Tua vida é minha..." ainda escritas nas paredes outrora brancas, agora marcadas pelo o esquecimento.


Uma estrada finita... Uma estrada como a vida, mortal e presente. Nas ruas ainda notam-se o deambular de cães perdidos, de gatos em cima dos telhados de zinco. Ouvem-se ainda vozes que têm a esperança semeada no coração. Vozes que amam a estrada da vida. Paredes perdidas, ausentes, caiadas de dor. Sementes espalhadas no chão a espera que os deuses sejam justos. Uma imagem perdida no escuro, uma sombra de um corpo que se mistura na poeira da terra batida, num adeus que se entrega até ao dia seguinte. A um dia que se espera como quem espera por um comboio que nunca mais chega. Nesse recanto de flores que esperam a chuva de braços abertos. De moinhos puxados pelo o vento. Sopra Deus as últimas gotas de esperança nos corações que ainda persistem na entrega dos dias. Alguns passáros ainda insistem nos ninhos fazendo-os nos cantos da casa, junto as teias de aranhas que brilham com a luz do sol. Poços de água secos, a chuva virou as costas, o vento não leva a voz da terra. O Chão, abre-se ouvindo o eco da dor das raizes. Um lago ainda guarda as últimas gotas de água, abraçando peixes, algas, e plantas que adormecem a beira do lago. Grilos ainda cantam as serenatas das noites de luar. Corvos passeando, o voou da cotovia embelezando os Céus. O vento abre e fecha as janelas, encosta as portas por causa da poeira. O Tempo, amargo, não trás nada de novo, talvez um dia, talvez um dia... 


A demora é longa mas o sentir de luta e sobrevivência é forte e duradoura. A esperança é a voz de Deus. Por isso a terra chama-se: Esperança...


publicado por Ejamour de Carvalhais às 17:16
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Quarta-feira, 10 de Agosto de 2005

As nossas lágrimas.

As lágrimas deveriam ter asas para levar a dor do coração para a terra de ninguém.


As lágrimas deveriam ter voz.


Deveriam ter nomes.


Não deveriam ser apenas lágrimas de dor... Constantemente deveriam cantar a felicidade nos rostos. Sentido-a nos corações.


Não deveriam ter o sabor do mar, deveriam ter a cor do arco-irís para enfeitar os rostos de dor.


As lágrimas deveriam apenas ser nossas... Não dos outros, nem do Tempo. As lágrimas são de dor ou de felicidade, dependendo do momento que o coração sente e a alma se entrega. 


 


publicado por Ejamour de Carvalhais às 09:45
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Segunda-feira, 8 de Agosto de 2005

Confissão de um anjo.

Voei noites e dias. Trouxe nas minhas asas o


beijo de amor que prometi alguém. Foste minha,


dentro de mim.


Se eu fosse um deus serias uma estrela no mundo que


faria para ti. Uma galáxia de amor com o teu nome.


Rosas com o cheiro do teu corpo.


Trouxe o teu rosto nas minhas asas.


Trouxe o desejo, a paixao, o fogo que me queima a


alma. És o beijo que me devora a vida.


Voei com as almas que choram por amor. Na


eternidade, imortalidade dos sonhos. Na imensidão


da vida que se abre somente para o amor.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 17:03
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Quarta-feira, 3 de Agosto de 2005

Alerta...

Árvores a berma da estrada, dançando a serenata do vento. Carros seguindo-se. Sinais e candeeiros, iluminando os troncos das árvores. Fogo posto algures desenhando no Céu fumo negro de tristeza. Somos a ignorância porque nos destruímos completamente... Alerta nos rádios, meios de comunicação exibindo o poder da sociedade. Ninguém ouve, alguém finge ouvir. Árvores, arbustos, pessoas choram a destruição. Mãos humanas semeando o medo, o terror.  Alguém pergunta: Até aonde isto vai parar?

Continuamos a destruir-nos a fazermo-nos reféns de nós próprios. Seguimos o percurso errado,  a escolha entre o bem e o mal existe, persiste a vista de todos nós, mas recusamo-nos a pender para o lado do bem. Corações amedrontados, olhos vendados para a realidade dos nossos dias. Quotidiano assustador.

Algures alguém chora, um grito de revolta, dor e mágoa. Seres humanos morrendo a fome, a sede. A existência de vários deuses e várias crenças provoca o vazio que a humanidade sente.

Será que um dia tudo isso será diferente?   


publicado por Ejamour de Carvalhais às 15:22
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Terça-feira, 2 de Agosto de 2005

A face das lágrimas.

Nunca se abandona um grande amor, porque a dor tão cedo o Tempo não apaga. O vento soprava mansinho as lágrimas escorriam pelo o rosto. Nunca tivera tanta certeza que tudo terminava. Pedia um abraço era recusado, pedia um sorriso era forçado. As lágrimas, essas eram sinceras, triste e reais. Eram lágrimas que escreviam a ausência antes do adeus.


Por favor não chores um dia me darás razão. Um dia saberás entender a minha decisão. Deixa-me partir, se o Tempo quiser um dia voltarei. O Tempo... Quem realmente ama não pede Tempo. Tempo para ter certeza do amor? Quando não se tem certeza não se deve dizer :"amo-te"...


Um diálogo de dor, de pranto invadia a noite. Não me estas a compreender nem aceitar. As interrogações não cessavam: Aonde errei? Que mal fiz a Deus? Porquê? O vazio respondia. O olhar outrora fugaz e cativante, agora triste e sem brilho. Pergunta ao teu coração se realmente é verdade que queres partir e deixar um amor que verdadeiramente te ama. Pergunta e responde-me... Fez-se silêncio. Silêncio esse que parecia uma eternidade.


Não quero ver-te a sofrer. Quero que sejas feliz, mas eu não te posso fazer feliz...


Então se não me podes fazer feliz porque me fizeste acreditar que me amavas? É essa ilusão que não saberei sobreviver. Cada vez que dizias "amo-te" eu voava, sem sair da terra, tocava as estrelas, beijava a lua. Diz ao meu coração o que farei com esse amor que fica... Não sei quem entregarei.


Enquanto isso todas as formas de silêncio ficaram perdidas na noite. Os rostos desapareceram. Os passos na calçada arrastavam a dor, o cheiro do mar perdido nos bolsos do casaco. Mantive-me sereno a observar. Alguém ficaria entregue a si próprio. Alguém teria de perder-se para de novo encontrar-se. A noite foi longa, dolorosa. No telemóvel tão cedo não iria aparecer aquele nome. Ainda chegou a enviar cartas de amor, ramos de flores, em vão. Ela tomara uma decisão repentina, sem pensar no outro lado, na outra face. A face que nesta noite chamou-se a face das lágrimas.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 12:25
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Segunda-feira, 1 de Agosto de 2005

O cheiro das pétalas.

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Perfume embalando os sentidos, voam pétalas ao sabor do vento. Esse encanto que mostras que se mostra entregando-se as horas vivas. Quando cai o luar beijando a noite, pétalas  abrem-se fazendo sombras na escuridão. Vozes que se misturam, música no rádio, dançam pétalas, vivas, coloridas como um amor que ama e é amado. 


Cheiro das pétalas encantam gatos pretos que se misturam com a noite. Veludo a queda de uma pétala como um anjo que abre as asas do amor. Simplicidade sentida, cores que encantam, magia existente. Sombras das pétalas, uma imagem rendida... Perfume das deusas. 


publicado por Ejamour de Carvalhais às 17:51
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.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

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