Segunda-feira, 28 de Novembro de 2005

Leva-me...

Um abraço, sentido, apertado


 


Fugaz o sentir. Intenso o desejo.


 


Um sorriso num rosto, uma dor no


 


coração


 


Uma mascara…


 


A minha? A tua?


 


 


Uma luz que te encanta o olhar


 


Como o beijo do luar no mar


 


Um momento de amar.


 


 


Encarno o amor


 


O amor me encarna. Eu sou a carne


 


Tu o desejo... Ou serei as velas


 


apagadas


 


num quarto escuro? Tu és o pecado…


 


O calor de um corpo.


 


Amarra-me ao teu corpo, leva-me aonde


 


fores...


 


Vem traz-me os teus lábios em mim


 


Deixa-me assim.


 


Uma música no teu ouvido, fala de


 


mim. Sem ti, sou


 


como uma guitarra sem cordas, sem


 


melodia.


 


Sem música que balança dois corpos.


 


Vem, vem a mim, leva-me dentro de ti.


 


Faz de mim o teu vício...


 


Leva-me...


publicado por Ejamour de Carvalhais às 14:09
link do post | comentar | ver comentários (13) | favorito
|
Terça-feira, 22 de Novembro de 2005

Um homem sem alma.

 


Todas as formas de amar experimentei. Em todos os lugares andei, em sonhos que foram meus. Não sei se houve lugares que deixei a alma. Sinto que me sinto despido.


Sinto essa ausência própria de mim. Procuro-me, no mais profundo de mim. E nada encontro. Parti sem me despedir. Parti para lugares que desconhecia. Alguém ficou com a minha alma. Não sei quem, nem aonde.


Sinto que não me tenho. E nessa minha simplicidade consigo olhar dentro de mim. E vejo uma criança perdida, algures, do outro lado do mundo. De um mundo que criei a minha volta com várias personagens, máscaras de figuras que conheci em lugares aonde nunca estivera. Fui das cartas que nunca cheguei abrir. Das músicas interrompidas, dos beijos soltos ao sabor do vento. Fecho os olhos e vejo a minha alma do outro lado da rua, acenando-me melancolicamente. Tentando dizer-me algo.  


Um homem sem alma, um olhar sem brilho, olhos cegos, deixando apenas o coração ver. Mas eu parti para bem longe de mim. Assim como o luar despede-se da terra eu parti sem mim e não sei quando voltarei. Talvez um dia quando encontrar a minha alma aonde se despediu do meu corpo. Nesse lugar distante. Lugar que me sente. 


 


 


 


 


Um homem sem alma


 


Como uma concha vazia


Uma árvore despida, sem folhas


Uma voz sem eco


Um túnel sem fundo, esperança morta e silenciosa.


Uma lágrima como a chuva que cai sem direcção. Um coração como o deserto. Vago…


 


 


 


Sem alma nada somos. Somos o nada que nos abraça a vida.


 


publicado por Ejamour de Carvalhais às 14:55
link do post | comentar | ver comentários (10) | favorito
|
Quarta-feira, 16 de Novembro de 2005

A sede do amor...

Procurei teu corpo, teus lábios para


 


saciar


 


a sede do amor.


 


Procurei teu calor para esquecer a dor.


 


Procurei tua sedução...Teu coração...


 


Procurei teu olhar no meu… Fui atingido


 


por


 


uma flecha, não derramei sangue, mas sim


 


amor por ti.


 


Procurei o prazer do teu corpo debaixo


 


dos


 


meus lençóis


 


O teu cheiro...


 


O teu toque...


 


A tua voz de veludo no meu ouvido, deusa


 


que


 


me enfeitiça.


 


Procurei por ti com um ramo de pétalas


 


queria espalha-las no teu corpo.


 


 


Em cada pétala dizia a palavra: "amo-te"



(Dedicado ao amor... Que nunca vi...)

publicado por Ejamour de Carvalhais às 09:11
link do post | comentar | ver comentários (16) | favorito
|
Terça-feira, 15 de Novembro de 2005

O testemunho de um relógio.

clo268511.jpg
Encontrei um corpo… Algumas páginas brancas, vazias espalhadas no chão, sem poemas, nem versos nem dor nem lágrimas. Mortas no Tempo.
Encontrei um olhar, tinha a luz das palavras vivas que morrem no nevoeiro cerrado. Um piano no meio da sala, velas dançando ao sabor do vento que entra em janelas entreabertas. Uma cruz de Cristo fixada na parede. A Fé…
Encontrei livros adormecidos em estantes, procurados por mãos cegas… Encontrei um corpo, filho de outros corpos, dos dias e das noites. Encontrei memórias filhas do passado, do Tempo que ficou do outro lado da rua da vida. Num relógio que já marcou as horas, minutos, no testemunho vivido de outras vidas.

publicado por Ejamour de Carvalhais às 11:32
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
|
Sexta-feira, 11 de Novembro de 2005

Observando...

Um gato preto em cima de um muro numa rua deserta… Candeeiros acesos iluminando flores que mostram as suas sombras ao frio que se faz sentir. Grilos entoando serenatas, cães presos a uma corrente pedindo a liberdade.


Sombras de corpos ausentes, casas seguidas umas as outras, num estilo arquitectónico próprio, morrem as paisagens de encanto… Betão armado em vez de árvores, jardins. Imprópria vida num consumo egoísta. Aqui e ali carros estacionados. Uma mãe com uma filha de mochila as costas já no cair da tarde que se faz noite. As estrelas iluminam o rosto da pequena igualmente da mãe. O gato mia em cima do muro como dando as boas vindas. Os cães insistem no seu latir. Agora a rua mantém-se movimentada, com pessoas a pressa de chegarem as suas casas, ao conforto dos lares… Debaixo dos seus tectos, dos seus segredos, das suas intimidades. Uma criança chora no colo de uma mãe atenta a novela que passa na televisão. A criança pede atenção a mãe dá atenção a televisão… Sorrisos intermináveis, vozes invadindo a rua outrora deserta agora quase completa. O gato mantém-se ali olhando para tudo e para todos, qualquer movimento prende o olhar do gato. As folhas de uma árvore caindo numa constante movimentação. Do cimo do muro como um vigilante nocturno, atento a cada movimentação. Numa das casas alguns gritos, discussões, desentendimentos, uma criança chora como que apaziguando a guerra de palavras entre casais. O choro de uma criança simboliza um escudo, uma protecção, mas a quem neste mundo que se sente indiferente a este choro.


Cai a noite juntamente estrelas aumentando seus brilhos, o luar escondido entre as nuvens que restam de um dia chuvoso. Os cafés estão cheios, cigarros nos cinzeiros, fumos invadindo paredes. Um cão estendido no tapete sujo. Vozes de pessoas que se entregam ao vicio que lhes tira a vida lentamente. Dois amantes abraçados dentro de um carro trocando carícias ao som de uma música apaixonante. Perdidos em juras de amor. O gato preto permanece no mesmo lugar, esperando que alguém se lembre dele... Alguém chama-o, acariciando o pelo negro como a noite, o gato mia, os cães ladram, a criança deixa de chorar, terminou provavelmente as discussões. Alguém chama por alguém, a noite perde-se em si própria entregando-se aos sonhos das vidas que vivem em ruas com nomes e sem nomes.


 


publicado por Ejamour de Carvalhais às 13:44
link do post | comentar | ver comentários (9) | favorito
|
Quarta-feira, 9 de Novembro de 2005

O encanto de uma borboleta.

borboleta1.jpg



Abre as asas, dá-me as tuas asas, entrego-te meu corpo. Leva-me junto as flores.
De beijo em beijo, sinto o polén, rendo-me ao perfume de uma flor que se abre ao mundo. Vem borboleta, abraça-me, cobre-me com as cores do mundo, esse manto de várias cores. Esse olhar que adormece no sorriso das flores.
Vem borboleta, fica nos jardins da minha vida. Escreve a delicia do teu olhar nas plantas que te esperam.
Abre as asas, dá-me um beijo antes de dormir.

publicado por Ejamour de Carvalhais às 17:08
link do post | comentar | ver comentários (8) | favorito
|
Sábado, 5 de Novembro de 2005

Uma entrega única.

Não sei por quanto tempo durou aquela viagem.
Por quantas horas, minutos e segundos que falavam as horas vagas.
Um comboio de alta velocidade passa por mim como um fantasma que me quer abraçar… O tic-tac do relógio morto já algum tempo. Outrora tinha o brilho da vida. Abraçando incertezas vivas. No rádio músicas embalando a alma, foge o passado dando lugar ao presente que um dia será filho do passado. Olhares a volta da mesa, uma mesa completa, como uma árvore composta. Vestida de folhas verdes em plena primavera. Alguém solta um suspiro, reclamando com a vida. A vida dá a volta em nós ou nós é que damos a volta a vida seguindo-a por todos os caminhos. Por todas as estradas desenhadas por nós. Talvez sejamos meros observadores do nosso tempo. Somos actores do palco da vida... Aonde está a minha máscara? Aonde estou? Quem fui e serei um dia? De mim sei dos sinais que tenho no corpo, das marcas, das feridas saradas no tempo, cicatrizes... Dentro de mim tenho cicatrizes, quem não as tem? Tenho o sabor de abraços de afectos. Tenho a alegria de uma criança quando ganha um brinquedo, tenho o sabor da magia de um sonho tornado realidade.
Tenho a realidade dos dias e noites, quando encantos de olhares invadiam semblantes tristes. Os espelhos mostram a nossa realidade? Ou seremos nós próprios a nossa realidade?
E nesse instante alguém me mostra o caminho do vento nessa viagem interminável sem a sombra do meu corpo, porque a muito que o meu corpo pertence a terra que me viu nascer. Talvez um dia essa terra abraçará o meu corpo, misturar-se-á, eu e a terra a terra e eu e será uma entrega única.

publicado por Ejamour de Carvalhais às 11:37
link do post | comentar | ver comentários (8) | favorito
|

.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

.pesquisar

 

.Abril 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

16
17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30


.A voz da alma

. Abraço não sentido

. Diferente

. O teu nome

. Eu a ti, pertenço

. Até amanhã

. ... E no natal.

. Eterno

. Um poema só teu.

. Sedução

. Um tempo

.arquivos

. Abril 2017

. Outubro 2016

. Junho 2016

. Outubro 2015

. Abril 2015

. Dezembro 2014

. Julho 2014

. Abril 2014

. Janeiro 2014

. Julho 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Julho 2012

. Março 2012

. Dezembro 2011

. Setembro 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Novembro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Dezembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Agosto 2005

. Julho 2005

. Junho 2005

. Maio 2005

. Abril 2005

. Março 2005

. Fevereiro 2005

. Janeiro 2005

. Dezembro 2004

. Novembro 2004

. Outubro 2004

. Setembro 2004

. Agosto 2004

. Julho 2004

.links