Terça-feira, 23 de Maio de 2006

Momento de prazer

Encosta o teu corpo ao meu. Dá-me esse teu prazer
Morde-me os lábios, enfeitiça-me com o teu gemido
Fala-me ao ouvido
O que tiras de mim. Ouve o som do meu corpo fazendo
balançar o teu corpo. Não grites. Apenas sussurra.
Dá-me a tua essência de mulher. Beija-me
Canta-me
Encanta-me
Faz-me revirar os sentidos. Eu sou teu
Será que tu és minha? Deixa que o teu prazer me responda.
Tira a tua máscara... Vem, deixa que te dispo. Contornando o teu corpo, faço de ti um jardim de rosas. Rego-as com a nossa transpiração.
Toma o meu coração.
Este momento chama-se o encanto do prazer
Fecha os olhos
Sente-te, sente-me
Canta-me
Encanta-me


música: I Belong To You - Lenny Kravitz

publicado por Ejamour de Carvalhais às 11:24
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Sábado, 20 de Maio de 2006

O amor é um templo.

Um templo de portas abertas, retratos de aguarelas
vivas, semblantes encantados.
São montanhas revestidas do mais verde puro
que a natureza nos dá ou a mistura de várias cores.
O amor é um templo que se abre para as vidas que se amam... Sem dor e ódio.
Corpos marcados de amor. Lágrimas esquecidas.
O amor é amor no seu verdadeiro sentido da palavra. Essência, magia, simplicidade das coisas simples.
O meu templo está aberto...
O meu templo tem as cores dos olhos do amor.

publicado por Ejamour de Carvalhais às 10:00
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Quinta-feira, 18 de Maio de 2006

Procuro-te

Esta ausência consome-me
maltrata-me
mata-me por dentro.
Esta ausência devora-me como um virús mortal
Entras na minha vida sem pedires licença e sais como entraste
Não sei quem és, nem de onde és. Serei o escudo que te protege
a alma. Serei as sombras das árvores em plena noite de luar.
Serei o teu mar. Volta... Trás de volta o que de mim levaste.
Nem deixaste um abraço. Nem deixaste a tua voz. Partiste
no silêncio do teu sentir.
Afinal aonde estou? Quem sou eu? E de onde vim.
Escrevo num muro branco em ruinas á carvão, um verso perdido no meu Eu.

publicado por Ejamour de Carvalhais às 08:56
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Sexta-feira, 12 de Maio de 2006

Imagens

Quem me dera que cantasse os poemas mais belos esta noite

Sou como uma guitarra sem cordas sem a melodia de uma serenata

Um piano sem música. Um quadro sem cor. Um olhar sem chama.

Um comboio persegue as linhas, curvas e níveis, desníveis, sabor do vento no rosto, uma criança acenando com um sorriso inocente. Vozes de pessoas de várias idades... Árvores despidas e vestidas pela primavera. O canto de um cisne numa madrugada singela, penas ao vento beijando riachos. O nascer do Sol, dançando junto as nuvens que se deleitam.

Aqui dentro de mim não chove poesia, nem versos de encanto. Vejo imagens que me enfeitiçam e grito bem alto: eu amo a vida.

 

publicado por Ejamour de Carvalhais às 08:43
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Terça-feira, 9 de Maio de 2006

Olhos de anjo.

Fecho os olhos e vejo-te sentada no lugar das deusas
Sonho contigo
Nunca te vejo o rosto coberto por um véu
Petálas cobrem-te os olhos, vejo-me ali a tua frente
tentando olhar os teus olhos de anjo.
Estou cansado, sinto o corpo ausente de mim próprio
vem beija-me, encanta-me a alma. Um grito mudo
chama pelo o teu nome. Sem eco, caem-me as lágrimas.
música: Mary J. Blige feat. U2 - One

publicado por Ejamour de Carvalhais às 10:13
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Sexta-feira, 5 de Maio de 2006

Corpo de cristal

Palavras arrojadas

despojadas de sentimentos que perdem o brilho

Um espelho retrata a minha imagem fugindo na agonia do tempo

Um olhar perdido na noite fugidia. A pressa de viver faz-nos esquecer a vida.

Tiro a roupa, perdido num quarto escuro

Tenho o corpo marcado de feridas não saradas,

escondidas.

Meu corpo só tem sentido quando é amado,

minha alma só sorri quando sente o beijo do amor

Esta estrada é tão longa, de calçadas manchadas de dor. De corpos, de sorrisos fingidos. Em vão, fecho os olhos e sorrio nas quatro paredes negras que me isolam o corpo de cristal.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 10:38
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.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

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