Sexta-feira, 30 de Junho de 2006

A noite que vi o teu olhar numa estrela.


(foto retirada da net)



Passeei durante a noite entre o sonho e a realidade e vi o teu olhar numa estrela, o brilho intenso dos teus olhos fustigavam o meu olhar. Fugaz o sentir, desejo incontrolável de tocar o Céu e escrever no teu olhar os meus beijos.
Perguntei por ti aos deuses, aos anjos. No silêncio da noite uma resposta na voz do vento.
Tenho a dor de o Céu ser tão longínquo
Tenho a dor de um mar revolto fustigando dunas.
Tenho a dor de uma tempestade, revirando a terra.
Passeei durante a noite e vi uma estrela que sorria para mim, tentei toca-la, abraça-la mas senti um vazio então chorei.
A noite que vi o teu olhar numa estrela atravessa-me o corpo
marca-me, numa tortura de desejos.

publicado por Ejamour de Carvalhais às 14:14
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Segunda-feira, 19 de Junho de 2006

Como eu gostava


(foto retirada da net)


Como eu gostava de encontrar
alguém que verdadeiramente
me amasse que nunca ninguém
me odiasse

Como eu gostava

Como eu gostava que no mundo
inteiro não mais houvesse

Guerras
Opressão
Depressão
Não aceitação
Como eu gostava

Como eu gostava que as flores
nunca secassem,

que o vento soprasse sempre
o aroma nítido que a
natureza
nos dá

Como eu gostava

Como eu gostava passear
junto as estrelas,

pintar o Céu de amor
Como eu gostava

Como eu gostava de nunca terminar
este poema
nesta madrugada singela, cobrindo-me com um lençol, a janela entreaberta olhando o luar
Como eu gostava

Como eu gostava que nunca
deixassem
de ler estas
minhas humildes palavras
Como eu gostava

Como eu gostava
de nunca ter um fim...


publicado por Ejamour de Carvalhais às 09:57
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Sábado, 17 de Junho de 2006

Voando de olhos fechados

Não sei o que direi de mim
sinto-me perdido
Do longe desta paisagem
vejo pássaros voando
vejo sombras de corpos abraçados a tristeza não pedida
Cavalos selvagens perdidos algures. Uma bala corta uma vida
somos a nossa própria destruição.
A nossa emoção. Tenho o peito dorido
Quero gritar. Quero sim e muito.
Quero dizer adeus e ficar ao mesmo tempo
Não tenho lugar, tenho amor.
Cores verdadeiras de olhares que se misturam de afectos
abraços sentidos.
Eu sei que um dia esse meu grito, mudo, cego gritará um nome
Será que terei resposta?

publicado por Ejamour de Carvalhais às 10:30
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Sexta-feira, 9 de Junho de 2006

Imaginando...

Esta noite quando cheirar

as pétalas

vou imaginar que cheiro

o teu corpo

Esta noite quando beijar o vento, vou imaginar que

beijo os teus lábios

Esta noite quando abraçar a almofada, vou

imaginar que abraço o teu corpo nesta minha  cama

vazia cobrindo-me de lençoís

Esta noite quando olhar o Céu,

vou imaginar que és uma

estrela que ilumina o caminho incerto da minha alma

Esta noite serei luar, tu serás o mar, tentarei beijar-te

nesta distância que nos separa.

Esta noite vou imaginar

que dançamos a serenata dos

anjos na eternidade desta minha imaginação.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 08:42
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Sábado, 3 de Junho de 2006

Perdida...


(foto retirada da net)

Perdida na imensa distância, procuro-te na galáxia das estrelas, na chama vertente das palavras que guardo aqui dentro. Neste espaço, de luzes que fervilham na tua imagem. Tenho-te nos meus braços, nestas minhas mãos calejadas pelo o tempo da dor que se perde. Esta velocidade das águas turvas, dos rios que perseguem caminhos curvilíneos, tenho-te nas águas que embalam a chama da paixão. Já não és tu. És um labirinto coberto de mistérios. És perdida de ti própria.
Sigo-te distante, mas ao mesmo tempo presente. Já não sei se sou o passado, o futuro incerto. Já não sei se voarei perseguindo-te ou desisto desta derrota que só me pertencerá. A minha imperfeição carrego-a dentro e fora de mim. Quanto me orgulho de ser imperfeito. De vestir-me e revestir-me de erros que são meus. Acendo uma vela dentro de mim, este túnel sem saída. Grito, sim grito e chamo por ti. Que me abraces e me limpes as lágrimas mas em vão me respondes. Porque andas perdida. As portas do Céu estão fechadas, não teremos lugar nem espaço para nos amar-mos. Nem espaço para odiarmo-nos. Nem eu sei odiar, nunca o soube assim como as pétalas não odeiam os espinhos.
Sinto que partiste para um lugar que nunca soubeste onde nem quando. Anseio pelas horas que verei os teus olhos. Todos os segundos serão nossos. Peço ao Tempo que pare. O Tempo tem resposta? A mim nunca me respondeu. E já fiz imensas perguntas, respostas que se perderam como tu que te sentes perdida.
Vem... Deixa que te abrace.
Vem... Deixa que te toque como toco uma pétala
Vem... Deixa que escreva dentro de ti um poema de amor. Que rasgue a tua alma de desejos. Que prove a tua carne como um vampiro sedento de vingança amorosa. Ódio e amor conjugam-se? Entrelaçam-se?
Perdida és porque nunca soubeste o caminho que o amor te mostra. Cegamente persegues a voz da solidão.
 

publicado por Ejamour de Carvalhais às 10:21
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Quinta-feira, 1 de Junho de 2006

Será?

Não sei de mim
Não sei de ti
Sei do tempo que me perdi
Sei das árvores a berma da estrada
das folhas de várias cores beijando o vento
numa despedida eterna.
Não sei quem fui um dia, se fui alguém
ou se fui ninguém.
Serei eterno até que se lembrem de mim ou perder-me-ei no esquecimento.

publicado por Ejamour de Carvalhais às 14:54
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.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

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. Um poema só teu.

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