Sábado, 28 de Outubro de 2006

Um momento...

Limpo as lágrimas do tempo

neste canto que me encontro

e não me sinto.

Olho ao meu redor e choro a tua

ausência

Deixa as minhas lágrimas chamarem por

ti

Neste silêncio

vou gritar...

Vais-me ouvir?

sinto-me: vazio como estas palavras.

publicado por Ejamour de Carvalhais às 12:35
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Segunda-feira, 16 de Outubro de 2006

A luz que te espera

Foto:Jamour

 

Toma a minha mão

vem. Aproxima-te de mim

Toma o meu corpo, deita-te

em cima da minha alma

Vem, não fujas, não te escondas.

Não demores, o tempo não espera

eu desespero

Vem, saboreia os meus beijos, dá-me a

musicalidade do teu corpo, cantarei uma

serenata de amor. Sem dor serás minha

Vem, com a chuva, com o vento,

com o brilho das estrelas,

vem com as ondas do mar, eu serei

areia molhada, eu serei luar,

iluminar-te-ei, esperar-te-ei

pacientemente.

Toma a minha mão. Como um porto seguro

refugia-te na luz (amor) que te espera

Vem entrega-te

deixa-te ficar.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 14:30
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Quarta-feira, 11 de Outubro de 2006

O simples olhar de um poema de amor

Foto: Jamour

 

O simples olhar de um poema de amor

pendurado na parede

sobrevive ao tempo esquecido

Esqueci de esquecer a dor

da sobrevivência deste poema.

A ingratidão de ser humano

é sentir na alma as lágrimas do coração

Um poema que sobrevive nas quatro

paredes que me rodeiam, confortando-me

com um simples olhar.

Este poema existe em mim...

 

 

sinto-me: distante

publicado por Ejamour de Carvalhais às 10:20
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Sexta-feira, 6 de Outubro de 2006

Vejo-te desta forma...

Foto:Jamour

Cai a tarde, uma música no rádio faz-me viajar na infinidade dos meus sonhos. Vejo-te assim, como uma luz que me ilumina. Eu sou nuvens negras tu és luz que embala meus tristes olhos. O tempo parou para mim, deu-me conforto, deu-me um abraço, limpou-me as lágrimas. Vejo que a diferença entre as almas está somente na sua essência. Olho demoradamente o Céu, todos os teus contornos, as tuas linhas sedutoras que me fazem olhar o Céu de desejo que busco na minha imaginação masculina.

A noite chega na sua escuridão, vem com a solidão

de um coração vazio.

A noite beija-me a alma... Saio de mim na promessa de nunca mais voltar.

 


publicado por Ejamour de Carvalhais às 14:48
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Segunda-feira, 2 de Outubro de 2006

Alimentar o pranto...

(foto:Francesco Zizola )

Escrevo esta carta na esperança de que os "senhores do mundo" façam algo para diminuir o aumento da fome que se alastra na nossa aldeia... Uma aldeia desenhada nos corações de quem realmente faz de cada dia uma luta constante pela sobrevivência. A luta da fome num país mergulhado em guerra, a luta da fome onde a vida não passa de um adorno.

Na nossa aldeia, adormecemos e acordamos com o barulho das armas. De alguém que chora por falta de pão, de justiça, de todos os valores que se dizem humanos. Ouvimos a chuva em cima dos telhados de zinco, das nossas casas feitas de barro e bambu.

Não podemos cultivar mandioca, milho, goiaba, pois as minas ocuparam-nos a terra. A guerra tira-nos os hospitais, as escolas, semeando-nos o pânico nos nossos corações, levando-nos os sonhos e o que resta da nossa felicidade. Leva-nos a inocência e dá-nos a ausência. Nós não escolhemos a vida que temos, nem os dias e as noites que ouvimos uma mina, o som de uma bala, ou de alguém que morre sem ver a cor do mundo... Nascemos aqui privados de muita coisa... De brinquedos, de uma infância normal, privados de voar como um pássaro que anseia pela liberdade. Vivemos com medo do amanhã, do que nos espera a cada dia que passa.

Vivemos com medo das madrugadas que nascem silenciosas, das noites que se ouvem gritos de quem perdeu alguém.

Vivemos com medo de um dia acordar e não sentir o cheiro da terra, de nunca mais ver a cor do arco-íris. Mas enquanto há vida, há esperança, mas a voz da esperança tarda em se fazer ouvir onde o aumento da fome é uma certeza, a esperança um sonho adiado.

E todos os dias parecem ser os mesmos dias. O mundo parece que começa e acaba aqui.

Até que a esperança seja viva vou acreditar num amanhã diferente. 

Se alguém me ler espero que reflictam sobre o nosso quotidiano que faz o nosso pão de cada dia.

(texto inspirado na imagem)

sinto-me: Pensativo...

publicado por Ejamour de Carvalhais às 10:34
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.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

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