Sexta-feira, 24 de Novembro de 2006

Beijo-te assim...

Beijo-te assim, sugando-te os lábios

Sentindo o teu cheiro feminino,

contornando as tuas linhas,

amando o momento.

Beijo-te demoradamente

sentindo a tua respiração

ofegante

Desejos invadem-nos

Sou teu, és minha

o momento é nosso.

De prazer quero morrer

sempre ao teu lado

Dá-me a tua loucura

toma o meu corpo

alimenta-te

alimenta-me

Como dois

vampiros

sedentos

de amor...

"Morrerei por um beijo teu ainda que os dias passem a ser noites e as noites passem a ser dias"


publicado por Ejamour de Carvalhais às 14:01
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Segunda-feira, 13 de Novembro de 2006

Apenas uma noite...

Quadro de Milu Ascenção

Era noite de luar, de estrelas que nos enfeitavam o olhar. Eu era mar e tu areia molhada, cheia de conchas de várias cores, de intenso amor que fazíamos quando eu te tocava. Eu não tinha lágrimas e tu só tinhas sorrisos. Eu tinha o canto das gaivotas e tu tinhas as dunas que o vento desenhava apaixonadamente em forma do teu corpo. Eu tinha o canto das sereias e tu tinhas os meus beijos que insistentemente sugava-te os lábios húmidos encantadoramente desejados por mim.

Eu tenho o corpo molhado cheio de espuma de mistérios e segredos, de almas que se perderam nas suas confissões. Eu era mar. Tinha os teus segredos, tinha o teu corpo nas minhas mãos, tinha os lamentos de quem chora, as vozes dos pescadores, e tu ali ouvias-me, o meu rugido de corpo ferido. Sim tenho o corpo ferido cada vez que te toco e não te posso ter eternamente. Eu sabia disso. Mas insistia cada vez que sentia o beijo do luar eu pensava em ti.

Eu era mar, e tu areia molhada, eu não tinha sonhos de dor apenas de amor, eu tinha os olhos postos em ti, a tua aura feminina que eu desejava cada vez mais e sempre mais quando havia temporais tu escutavas os meus poemas de amor com o teu nome. Nunca tive a certeza que fosses minha. A areia molhada pertence ao mar, ou o mar pertence areia molhada? Somos um todo? Seremos um todo?

Eu canto com a voz do vento. Eu guardo segredos meus e teus. Até quando saberei esperar? Até quando cantarei sem que me doa a voz. Dói-me sempre que te sinto e não te tenho nesse sonho que acaba de terminar. Acordei... Por uma noite eu fui mar e tu areia molhada.   


publicado por Ejamour de Carvalhais às 16:03
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Quinta-feira, 2 de Novembro de 2006

Um ser acabado...

O vento sopra lá fora

eu aqui vagueio por entre sombras

de solidão, de corpos inacabados,

derrotados. Fustigados pelos caminhos

incertos. Sei do meu fim um dia

mas não será na eternidade do Tempo

Alguém, algures virá com um cobertor

de amor.

Sorrirei sem chorar, sem medo da dor que me

consome. Que raiva... Não pedi nem um momento

destes momentos que me dão.

Vaguei-o como um ser inacabado. Faltam-me

forças... Seguirei? Temo que sim.

Sim temo porque tudo parece tão claro

estas são as minhas chagas, o fardo

que carrego.

Anjos do mundo ajudem-me.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 16:47
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.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

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