Sábado, 17 de Março de 2007

I see changes

(foto:Jamour)
Eu vejo mudancas... O Ceu azul transformar-se em cinzento
o dia passar a noite, a noite passar dia. Vejo mudancas no meu
corpo. Alguma barba branca nasce como as ervas daninhas nos campos
Eu vejo mudancas, sinto a terra quente, fervendo por dentro, vejo o mar
cada vez mais perto... Vejo que as guerras no mundo comecam mais cedo, sem hora nem dia para terminar. Sim eu vejo mudancas e pergunto-me:Ate quando?

Sinto o tempo a correr, sem avisar, sem se despedir, olho ao meu redor o tempo apenas deixa marcas que o proprio recusa-se apagar.

Eu vejo mudancas nas ruas aonde passo, nas pessoas com que me cruzo diariamente. Nas arvores a berma da estradas, perdem as folhas mas elas regressam. Eu vejo mudancas, quando o dia nasce e a noite chega com estrelas e luar. Esse feitico que me deixa sem jeito, como o teu olhar princesa ausente dos meus olhos. vejo mudancas quando choro, as minhas lagrimas caem no chao e fazem desenhos de coracoes partidos, frageis como cristais.

Vou fechar os olhos, e quando abrir quero ver outras mudancas, quero sentir o cheiro da terra, da semente que brota, quero ver os Homens enterrando armas em vez de corpos humanos, quero olhar para dentro de todos os lares aonde falta pao, uma mesa cheia e todos a volta sorrindo sem lagrimas nem dor. Quero ver as pessoas do mundo inteiro com um lar, um abrigo aonde o corpo se deleita em paz.

Quero ver mudancas em ti, que caminhas com os pes descalcos, que transportas as magoas do mundo na alma, quero ver-te a sorrir de cabeca erguida. Quero ver as mulheres do mundo inteiro com um sorriso como as petalas de Maio. Quero olhar, sentir, render-me as mudancas positivas. Chega de dias amargos, de horas vazias, de frases incompletas. Ergue-te a montanha mais alta do mundo e deixa uma bandeira com os dizeres:"Silencio... Que a paz e o amor vem nos abracar, abre a porta da tua vida deixa-os entrar..." 


publicado por Ejamour de Carvalhais às 11:56
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.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

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