Domingo, 10 de Agosto de 2008

Nas folhas brancas que eu escrevi.

Escrevi que eu era escravo de alguem que nao conhecia, amava-a como quem ama depois de provar. Ainda hoje sinto a saudade do beijo que nunca provei, da pele macia que nunca toquei, do toque de mulher que me suga a alma, vampira que me aparece nos sonhos. Eu fui folhas brancas de um diario que escondi num quarto escuro que perdi a chaves.

Escrevi que aparecias com azas de veludo de varias cores, numa das asas tu despias a tua alma. No teu corpo saciei a fome, nos teus labios provei a delicia de um fruto doce

Despi-te, vesti-te, descalca olhaste-me nos olhos e pediste-me que te beijasse os seios, porque nao te sentias com o frio que se fazia sentir. Eu era escravo dos teus desejos, eu fui sombra do teu corpo, aonde plantei os tormentos do meu desejo.

Disseste: Sabes como me fazes sentir?

Respondi como uma pergunta: Como uma deusa?

O silencio foi a tua resposta, naquela cama aonde misturamos nossos corpos, nos meus lencois ainda tenho o teu cheiro, como uma petala que brilha numa noite de luar. Fiz do teu corpo a um poema sexual, orgasmos como desfolhar as folhas do meu diario.

Nao sei se te lembras do que sussurrei no teu ouvido enquanto dormias... Eu disse-te: Vai, mas deixa ficar a tua alma para me consolar da minha solidao que me abraca e me envelhece o corpo sedento de amor que amei quando te tive nos meus bracos de gigante sofredor.

Nas folhas brancas eu escrevi: Por mais que eu percorra o mundo, lugares e momentos, eu serei servo do teu delirio de deusa. Mas nunca escrevi a palavra Fim.

 


publicado por Ejamour de Carvalhais às 19:35
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Domingo, 3 de Agosto de 2008

Perdido

Caminhei numa noite de luar

junto ao mar

Descalco senti a areia molhada

nos pes, levava comigo um poema

debaixo do braco, inacabado

trazia comigo o meu momento,

eu era poema

eu era fruto de uma arvore despida.

Um verso de amor dorido

num corpo despido

Tu eras a ilusao

nunca foste a realidade

Eu sou um sonhador de sonhos

perdidos como um poema

que nunca cheguei a terminar

perdi-o algures dentro da minha alma.

 

 


publicado por Ejamour de Carvalhais às 16:13
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.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

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