Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

Inocencia Perdida

(foto retirada da internet)

 

Eu vi crianças inventando bolas de futebol

que viam nas montras das lojas na cidade.

Trapos de roupas apanhados na lixeira

serviam para fazer bolas de futebol.

O sorriso inocente de uma criança

num momento de felicidade

é o mesmo que ver o rosto do amor.

Eu vi os olhos da morte muito cedo,

incolores,

ausentes,

insensiveis,

 

uma bandeira içada,

um hino cantado, uma vida

perdida.

Eu vi crianças na escola  sentadas no chão,

sem mesas, nem cadeiras, lápis gastos, cadernos

envelhecidos, aprendendo o abcedario de um

português colonizado a luz de um candeeiro

feito de lata de conserva, algodao e petróleo, criando

nas paredes sombras de corpos imagináveis.

Eu vi mães vestidas de negro simbolizando a dor

de quem partiu e nunca mais voltou.

Eu vi casas construidas de barro

e pau-a-pic, com tecto de chapa

de zinco, e a chuva caindo torrencialmente,

destruindo casas levando vidas.

Eu vi e ouvi o cântico dos pescadores em alto-mar,

noite cerrada invadida por um candeeiro de Fé...

Eu vi soldados levando crianças entregando-lhes

nas maos armas para destruirem principios e valores

humanos.

Eu vi-te meu irmao, carregando no corpo

uma farda manchada de sangue, vi corpos sem

pernas, bracos, alguns a guerra cegou-os, pedindo

nas ruas ajuda para a vida vivida mas nao pedida.

Eu vi uma multidao de olhos vendados escondendo

lagrimas no sufoco do quotidiano, carros de luxo

atravessando a terra batida levantando a poeira da

dor de um povo.

Minas semeadas,

vidas como sementes.

Eu vi um povo que fez das balas

a razão de viver, da sobrevivência

como um escudo de protecção.

Eu vi e continuo

a ver de olhos

Fechados.

 

 

Dedicado a todas a criancas do mundo

inteiro aonde a guerra foi  e 'e uma realidade.

Angola

Darfur

Bosnia

Ruanda

Afeganistao

Colombia

R.D.Congo

Somalia

Burundi

Serra leoa

Costa do Marfim

Etc....................>

(E eu sou uma das criancas.)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

sinto-me: real
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publicado por Ejamour de Carvalhais às 16:51
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Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

Como uma casa vazia

(foto:jamour)

Nao sou vento

Nao chuva

dentro de mim,

ha uma ilha deserta,

uma estrada longa

um homem diferente,

tempestades de sentimentos.

Ruas que percorro, pessoas que me

cruzo, coracoes sentidos.

Vejo folhas de jornais espalhadas no

chao, livros vivos numa biblioteca.

Paredes de uma casa vazia envelhecida

pelo o tempo.

 

Eu quero pintar o teu rosto coberto

de um veu transparente neste verde

aonde deposito os meus olhos.

Sombras de arvores,

jardins coloridos,

flores como o arco-iris,

uma crianca sorri num retrato

colorido.

 

Fe solida num tunel de imensa luz,

toma o beijo da razao existencial,

permanece o misterio de corpos invisiveis,

pensamentos ausentes

como uma casa vazia

 

sinto-me:

publicado por Ejamour de Carvalhais às 11:05
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Terça-feira, 15 de Setembro de 2009

Erotica

(foto retirada da internet)

Nua

diante de mim, despes a ultima

peca de roupa

com um sorriso

de erotismo e inocencia

Tento falar

fazes um sinal para me calar

beijando a palma da tua mao

assopras

enviando-me um beijo erotico

Teu corpo tem o cheiro das flores

do jardim  que eu criei no fundo do

mar. Sinais na tua pele como

tatuagens de amor,

linhas desenhadas

a mao,

desejo tocar-te,

ter-te em mim,

sentir-te queimares-me

a alma de prazer

teu orgasmo 'e a minha poesia

Junto no meu ouvido

falas de amor,

de segredos e confissoes

ja foste amante de outros

momentos

mas nunca ninguem

fez do teu corpo um poema de amor...

Fazes

movimentos poeticos,

versos carnais,

desejos sentidos,

suspiras cravando as tuas unhas

no meu corpo, vampira da minha

cama solitaria, aonde

teu corpo

reflecte-se nas paredes

que nos cercam

a luz do intenso luar

que se faz sentir la fora,

tao intenso como o prazer

que partilhamos.

A noite nao tem um fim,

o dia nao tem um comeco,

o tempo 'e inexistente...

Erotica

como a sereia do meu mar.

 

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publicado por Ejamour de Carvalhais às 15:49
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Sábado, 12 de Setembro de 2009

Hope

(foto:jamour)

Uma viagem sem destino,

um rio que se recusa a estagnar

alguem luta entre a vida e a morte

numa cama vazia

um corpo sem a sexualidade de outrora...

Partiste

recusando a adeus,

o ate breve.

O vento abre um livro,

desfolhando-o.

Sao paginas nuas,

palavras despidas, uma caneta morta,

a espada desalinhada de um poeta.

Amanha no outono das palavras,

folhas secas trarao

a magia do recomeco de um ciclo.

Daqui nao me vou,

mas tambem nao me deixo ficar,

encurralado por paredes

invisiveis, resta-me acreditar

na porta da esperanca.

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publicado por Ejamour de Carvalhais às 12:36
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.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

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