Quarta-feira, 19 de Maio de 2010

Hora do Perdao.

(foto retirada da internet)

 

 

 

Eu sou um pecador de asas de anjo,

eu sou assim.

Sou amigo de Cristo, ferido na cruz por culpa

minha, no meu perdão entrego a minha vida.

Ah, tenho esse sabor amargo na garganta,

essa dor que sinto sempre que entro numa igreja,

sinto a dor do meu amigo, julgado, condenado, sem

perdão. Sinto a minha carne queimar-me por dentro, 

nem agua gelada apaga-me o fogo.

Eu sou um pecador de asas de anjo

eu sou assim, e penitencio-me por isso, nas horas

amargas que me tenho só... 

Biblia na mão, rosários enconstados ao corpo,

busco o meu perdão e dos outros. Dos que amo, 

e dos que me acham como inimigo, eu sou assim...

Tenho-me como inimigo, pelos erros vividos,

tenho como amigo na hora do perdão.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 11:31
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Terça-feira, 11 de Maio de 2010

As palavras vestiram-se de negro...

 

As palavras vestiram-se de negro,

sentaram-se no pátio da infelicidade,

acenando um adeus silêncioso,

penoso.

 

Meu amigo, já não há mais lágrimas

secaram-se.

 

Há apenas dor no peito ferido e as

memórias que me batem a porta da

saudade.

 

Na mesa, um livro aberto falando

da vida. Das perguntas constantes,

desvaneios e sentimentos afogados

na solidão, do gosto amargo e sabor

da tristeza que fala por nós.

 

Na esperança da mudança e na

sobrevivência diária, esperando

o amanhã que chegue com o rosto

transparente, limpido, sem mascaras,

incolor, talvez nessa procura se encontre

o desejo final.

 

Até sempre, não será apenas uma

palavra, um conforto mas sim

um abraço poético das palavras que nunca

se transformam em cinzas antes mantêm-se

vivas como a amizade que guardo no esconderijo

da minha alma.

 

Deixo as minhas lágrimas dizerem-te:

" Vai em paz, a mesma paz que um dia

Deus nos deixou..."

 

 

 

Em homenagem ao meu amigo

Joaquim Nascimento

Descansa em Paz


publicado por Ejamour de Carvalhais às 13:54
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Terça-feira, 4 de Maio de 2010

Renascido

Sinto-me vivo...

Renascido das cinzas do meu corpo.

As planicies de felicidade cobrem-me

os olhos, das nuvens negras sem chuva

deixando o sol raiar.

Quero dizer as palavras que nunca

disse, apenas as ouvi no lugar sagrado

da minha vida... Facil 'e atingir o topo

da montanha, mas sao poucos os que la

se mantem sem vacilar.

'E como deixar um livro a merce do vento,

esperando que as folhas permanecam

intactas. Da ponte da maldade so

atravessa quem se esquece do Bem e ai

reside a escolha da convivencia humana.

Um passaro sem asas nao voa, espera que

as penas crescam, aprendendo amar a vida

para desfrutar da liberdade.

Sinto-me vivo, como o desabrochar das flores,

num beijo matinal de uma borboleta enfeiticada

pelos jardins que me cercam a vida.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 10:44
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.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

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