Quarta-feira, 30 de Junho de 2010

Toma-me...

Toma a minha vida nas tuas maos

 Da-me sentido

 Leva-me sempre contigo

 Hoje, amanha, depois

 como num ciclo.

 Tenho sombras de dor do passado

 

quero o futuro de outra cor, deixo-me

 

levar nos teus passos de musa africana.

 

Toma-me, faz de mim teu...

 

Quando chorar, nao me seca as lagrimas

 

elas tem sabor de poesia

 

salgadas como o nosso mar.

 

Toma-me... Colhe-me como o fruto

 

doce de uma arvore, como a chuva esperada

 

pela terra seca.

 

Guarda-me dentro de ti, como a nossa musica

 

que nos revira o corpo, ferve o sangue e faz-nos

 

esquecer do sofrimento vivido.

 

Toma-me

 

'E hora do amor

 

 

 

 


publicado por Ejamour de Carvalhais às 14:57
link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 21 de Junho de 2010

Sobrevivencia

(Foto retirada da net)

 

Muros invisiveis cercam a vida, nao ha saida. Uma casa de sentimentos

vazios, de retratos sem rostos perdidos no esquecimento.

Olhos vendados, promessa quebrada, restam os mandamentos.

 

Quando?

Onde?

 

Perguntas vivas sobrevivem na crença da poesia

que se transforma em espadas voadoras.

 

Deste lugar frio, nao ha voz que que embale os olhos

do destino, ha sim a incerteza que vasculha a estrada longa

de onde caminha um homem de maos dadas com a dor da

procura.

Perdiçao? Viver para sobreviver na certeza

que dias melhores virao... Nas asas da esperança.

O simples encontro do suave beijo da rendiçao.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 14:49
link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 17 de Junho de 2010

Semente

Mar de vozes acorrentadas no passado,

ditaduras de sentimentos, constrangimentos

sentidos na margem seca da vida.

 

Das cicatrizes e das feridas em sangue, o leito

da liberdade tem contagem decrescente.

 

O passado fora baptizado de Amargo, sem mel,

sem fel, sem a doçura da vitoria exarcebada.

 

Voaram os flamingos para os riachos de peixes

de varias cores, voaram as gaivotas para outro

mar, ficaram as cotovias entoando cançoes de amor

perdido.

 

E assim nasce um ciclo na terra que colhe os seus

filhos, a saudade feita semente brotando flores com rostos

de anjos.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 13:17
link do post | comentar | favorito
|
Sábado, 12 de Junho de 2010

Aberto a Vida

Eu quero um livro, sem titulo

sem capitulo. Aberto a vida,

ao sentido pratico e existencial,

revestido de poesia, cores alegres,

fortes como trovoes.

 

Eu quero um Tempo, so meu, so teu,

que nos encontremos na rota do amor,

sem estradas desalinhadas, sem macula,

simplesmente perdidos um no outro.

 

Eu quero assim, que tudo seja simples,

claro, que nao haja o lado lúgubre da vida,

ao meu lado, eu quero dar e receber, e nessa

entrega eu encontre o que tudo dei.

 

 

 


publicado por Ejamour de Carvalhais às 16:32
link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 10 de Junho de 2010

Chegada de um dia.

Chegam petalas coloridas,

ramos enfeitados.

 

Chegam pessoas de outros

lugares como o polen que o

vento retira meticulosamente

das flores.

 

Chegam sorrisos em rostos

pintados, alguns perdidos no

meio da chuva que se faz sentir.

Das vozes embriagadas pelo o

cansaco, solta-se uma gargalhada

numa voz perdida no meio da

multidao.

 

Cai um gelado da boca de uma crianca,

uma lagrima de espanto... Um cao branco,

perdido, na hora de trafico.

'E cedo... Manha de sol de Junho, de correria

matinal, soa o sino de uma igreja, fieis a porta,

procurando a salvacao, o caminho a luz e o amor.

 

Chegam as certezas, mas ainda existe a duvida...

 

 

 


publicado por Ejamour de Carvalhais às 14:39
link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 9 de Junho de 2010

E nesta hora...

A poesia esta cansada

ja nao tem o fervor de outros

tempos. 'E como a velhice,

resta a memoria.

 

Dos baus escondidos no fundo do mar

de um navio que se perdeu

no nevoeiro chegam as palavras

do vento, nas ondas verdes.

 

Sao algas marinhas com bracos de sereias,

conchas com rostos de deusas, livros mortos

a beira mar, como corpos saciados pelo sal, pelos

peixes. Ficou sim a hora marcada, num relogio

morto pelos seus ponteiros.

 

Ficou a poesia...

 


publicado por Ejamour de Carvalhais às 15:15
link do post | comentar | favorito
|

.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

.pesquisar

 

.Abril 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

16
17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30


.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

.A voz da alma

. Abraço não sentido

. Diferente

. O teu nome

. Eu a ti, pertenço

. Até amanhã

. ... E no natal.

. Eterno

. Um poema só teu.

. Sedução

. Um tempo