Segunda-feira, 19 de Setembro de 2011

Volume I

Cidade desorganizada, caos constante,

ninguém tem destino próprio, nem o

regulador de transito...

Há pavimentos esburacados, como se de uma

vala comum se tratasse, postes de electricidade

despidos de luz, alguns partidos, empenados com pelo

tempo, ou pela mão humana.

Há vestígios de destruição, em junção com  a desordem fazem um todo.

Há lágrimas de perdição, de desconforto individual.

Há casas sem o mínimo de interesse, de estética cega, ruas sem fim,

e de todos os sentidos vão dar ao vazio.

Condenados pelo tempo, anulação de transportes, confrontados pela

aparência cega, sem compromisso com vida mas sim com a morte,

o negro das vestes que adormecem nos quintais desordenados, de portões

mortos, enferrujados pelas chuvas, de mansinho caem sem perdão,

sem hora marcada.

Desta podridão de vida, de lamento,

sem saida, esperamos todos pela hora da mudança,

sem endereço de ruas, de bairros sobrelotados, sem pavimentos,

de esgotos ao Céu aberto, valas entupidas, senhoras vendendo

"pinchos" misturados pela poeira, temperados pelo suor.

Até quando?

Quando não mais houver saída...

Quando não mais houver a luz da esperança,

do sonho por que todos anseiamos.

Deste lugar, procuro o que quero guardar.

Em vão espero...


publicado por Ejamour de Carvalhais às 15:56
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.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

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