Terça-feira, 2 de Dezembro de 2014

... E no natal.

... Passeio por ruas cobertas de almas que amam, 

que choram a poesia das almas desencantadas.

Julgo, e julgam-me como folhas de livros brancas

escritas por poetas mortos entregues ao esquecimento.

E no natal nas luzes que enfeitam as ruas das cidades 

mundiais, vejo olhares sem nomes, rostos sem frases, 

aqui e do outro lado da rua, o mesmo semblante,

as mesmas lágrimas perdidas ao sabor dos foguetes,

fogos de artificio, iluminam o Céu encantador. 

O filho de Deus novamente nasce e renasce nos corações

abertos. O renascimento alimenta a Fé.

Passeio dentro de mim como um vagabundo triste, filho das

ruas desertas, de árvores despidas. Não tenho inspiração

para falar de amor, minha boca triste e fechada como 

uma ponte partida, sem ligação, sem transição. 

Fluem-me as palavras nesta hora que penso o natal

como a luz que alimenta o ego, a esperança, a renovação, 

a salvação.

 

 


publicado por Ejamour de Carvalhais às 08:00
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.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

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