Quarta-feira, 18 de Maio de 2005

Um lugar sem nome.

Esta sensação estranha de me sentir e não me sentir... De perder a imagem no espelho, ofuscar-me todos os sentidos na eternidade do vazio que me ofereces.


Ouvi passos gelados no meio da noite... Ouvi a magia das palavras na queda de uma pétala. Senti o frio seco a gelar-me a pele, a arrepiar-me a alma. Um grito, ecoou dentro de mim a dor perdida e levada pela correnteza de um rio que nasce em mim, um rio de lágrimas.


Entregar o corpo ao mar, sentir a areia molhada entre os dedos dos pés, castelos de areia leva as ondas do mar, um poema de amor dentro de uma garrafa. Vazia mas sentida.


Ouvi os sussurros do vento. Invadindo a noite, nua, despida pela dor de uma alma que pernoita debaixo de uma árvore sem folhas. Galhos ao relento, assim como corpos que um dia sentiram-se mas perderam-se na imensidão do esquecimento.


Cantei o amor sem voz, no meu interior, as mais belas melodias adormecem para alguém que me procura que procuro e não encontro. Provavelmente escolhi um lugar que ninguém conhece. Um lugar meu, sem nome...


 


 


 


publicado por Ejamour de Carvalhais às 09:41
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.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

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