Terça-feira, 19 de Abril de 2005

Estou só...

Desta maneira desperto para mais um dia. Ainda que alimente o amor de diversas formas. Carrego comigo como uma marca. Num dos meu braços, dentro de mim, nesse lugar, espaço único para os afectos... Mas estou só. Vivo comigo e sobrevivo aos dias que me alimentam em forma de esperança. Que tudo um dia irá mudar... Não sei quando. A incerteza faz de mim humano, imperfeito. Faz de mim mortal e essa mortalidade consigo provar quando cruzo com todos os tipos de olhares. Vidas... Não sei se algum dia alguém me amou. Será?


Vejo-me muitas vezes distante mas igualmente como uma multidão de braços abertos. Sinto-me assim, das vezes que tento me abraçar, limpando as lágrimas, ou deixando que o vento retira as gotículas salgadas do meu rosto.


Dêem-me Tempo... Dêem-me tudo e nada, mas não me tirem a fé. Não me calem a alma. Não me fechem aonde não me posso encontrar. Mesmo sabendo que hoje vivo e sobrevivo. Em guerras constantes e revoluções interiores. Nós fazemos da nossa vida uma constante mudança.


Mudar o destino?


Mudar o sentir de tudo o que nos rodeia?


Mudar os nossos lugares aonde nos sentimos?


Ter tudo e não ter nada. Gritar e não ser ouvido.


Hoje estou aqui. Neste lugar único. Aonde me perdi  das mais diversas formas. Pergunto por mim a mim, esse meu EU que muitas das vezes responde-me as mais diversas questões...


Estarei mesmo vivo? Ou serei apenas alguém que ja viveu e agora vai vivendo? 


publicado por Ejamour de Carvalhais às 15:53
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1 comentário:
De Anónimo a 19 de Abril de 2005 às 18:14
so uma palavra..... LINDOOOOOOOOOOOOOOOOOmarao(triumph)
</a>
(mailto:mariojmoreira@hotmail.com)


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.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

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