Sábado, 16 de Abril de 2005

Um silêncio.

... Perdi as palavras. Não sei se um dia me perdoarei. Não peço as palavras que venham ter comigo, não peço a Deus o que Deus não me pode dar.


Será a minha voz tão frágil e baixa que Deus não me oiça?


Começou o teu desabafo naquela noite de estrelas de sorrisos e lágrimas minhas e tuas. Pediste-me para te ouvir, vezes sem conta acedi ao teu pedido. Lembro-me que me perguntaste seu sabia ler o que as lágrimas escrevem.


Respondi-te na minha simplicidade que eu sou apenas um comum dos mortais temente a força da mãe natureza. Sim, temente porque a natureza já nos deu provas mais que evidentes até aonde pode chegar...


Não me posso mentir a mim próprio que o medo não habita em mim, de diversas formas. Mas deixar o medo consumir-te... Retirar-te o veludo que sobra da tua alma. Trespassar-te como um punhal até que te doa a alma. Esse medo amargo que te leva os teus sentidos e faz-se dono da tua vida... Medo de perder as palavras, de perder a vida. Perder esse encanto, sim a vida é um encanto independemente de tudo. É um encanto que nos concedem.  Fazemos parte desse medo que nos abraça a sombra nas noites de luar, ou dos dias de sol abrasador que nos queima o corpo.


Contaste-me que diversas vezes te fechas num quarto escuro tentando ver o que a escuridão te oferece... Sentiste-te pequeno e vazio. A escuridão provoca-nos isso. Retira-nos a luz que nos encanta os olhos.


Contaste-me os teus sonhos. Sonhos esses que por vezes perdes porque não chegas a fechar os olhos. Nas noites perdidas, assistindo madrugadas nascerem. 


Já experimentaste gritar sem que ninguém te oiça?


Respondeste: "Já percorri o mar por dentro, e por  fora... Já levei o olhar do luar junto ao meu.


Já falei de amor as pétalas, as tempestades esconderam-se por vergonha.


Já falei e olhei para as estrelas como um adeus infinito… E porquê? Porque acredito no amor."


O meu silêncio fez-se resposta. Chorei por ti. Continuaste nas tuas perguntas... O meu silênco respondia-te...


Jamour, não não me a leves mal... Mas estou a morrer por dentro. Há dias que não me sinto, não me tenho e nem sei quem  sou... Não posso amar, não posso odiar... A minha alma diz-me ao ouvido que o amor é a base de tudo em nós.


 


Apenas respondi-te: Já experimentaste conter as lágrimas e mesmo assim elas cairem pelo o rosto abaixo? Já tiveste a felicidade nas tuas mãos?



E então pergunto; que é dessa felicidade?


Procura a resposta dentro de ti. Eu estou a falar comigo próprio, nesta noite que só me tenho a mim...


 


publicado por Ejamour de Carvalhais às 11:08
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4 comentários:
De Anónimo a 18 de Abril de 2005 às 18:03
oi...adorei o teu blog...simplesmente isso...adorei,não existem palavras!d4u
</a>
(mailto:dianafigo@hotmail.com)


De Anónimo a 16 de Abril de 2005 às 20:40
olá Jaime,
Só nos conhecemos ontem, mas como te disse já há muito que te lia... e sempre procurava o coreio da manha nas terças feiras de todas as semanas... continua assim que vais no bom caminho... houve em tempos algums dias em que escrevi tambem,mas....,agora não tenho tempo ou quem sabe necessidade ou possibilidade de o passar para o papel... mas sempre adorei pensamentos e poesias...

Beijinhos.

sandra

P.s deixo te o endereço do meu blog se quizeres vai dar uma espreitadela, e conheces a piratinha do marão.sandra
(http://os-meus-tesourinhos1.blogspot.com/)
(mailto:mimosamargarida@hotmail.com)


De Anónimo a 16 de Abril de 2005 às 14:35
boas amigo jaime.. vejo k continuas em alta,tu e os teus poemas fabulosos xeios de vida e paixao... ontem gostei dakele bocado em k falamos e bebemos uma cerveja;) parabens pelo teu blog e continua a escrever amigo pois é o k gostas de fazer:) big abraçomarao(triumph)
</a>
(mailto:mariojmoreira@hotmail.com)


De Anónimo a 16 de Abril de 2005 às 11:19
ficar aninhada num canto em silêncio profundo e que me deixem assim até ao fim(não espero mais do que tenho)um dia sim eu queria mais,queria tudo,
tudo eu neguei....tudo me negaram
só existo eu e mais ninguem...sinto-me cada dia mais fraca mais seca....o meu fim?EU SOZINHAm
</a>
(mailto:moonless1@sapo.pt)


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.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

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