Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2004

Uma noite de amor.

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Jantar a luz das velas, dois corpos que se amam, que se entregam ao desejo. No olhar, nos gestos o desejo reflecte-se como um corpo quando se mostra ao espelho. Uma noite mágica, uma noite que nunca se perde no meio das estrelas, perdura o desejo. Em cima da mesa, um ramo de rosas vermelhas, pétalas sorrindo. No meio das rosas um cartão, um poema de amor, um anel… As palavras têm outro sabor, sorrisos cúmplices intermináveis… Cada gesto, uma palavra de amor, um desejo, chama da paixão arde nos corpos, reflecte-se nas velas. Eu e tu, o mundo a nossos pés. O Tempo pára nesta noite de amor. O Céu parece tão perto, como se pudéssemos toca-lo.
Ouve a voz do mar, juntos num quarto, velas a volta da cama, pétalas espalhadas no chão, em cima da cama, escuridão sentida, no rádio uma música romântica, uma voz que nos enfeitiça ainda mais… O momento é único, simples e vivo, eu e tu, as nossas almas, abraçadas. Os nossos corpos juntos fazendo um só corpo, uma só alma.
O mar logo ali, minha voz mistura-se com a voz do amor, ouves-me? No teu ouvido, nesta noite de calor, de dois corpos que se entregam. Que se misturam como o vento se mistura com a noite. Ouve-me sussurrando as mais belas e dóceis palavras de amor, ouve-me sem receio e medo, abre as portas da tua alma, nesta noite singela e mágica em que meu corpo é teu, teu corpo é meu, nossas almas voando.
Minha voz perde-se no teu ouvido, minha alma cega e muda perde-se na tua. Eu estou aqui ao teu lado mas é como se eu estivesse do outro lado do mundo aonde os sonhos nunca têm um fim… Sobrevivem e nos fazem perder na doce loucura que nos tira da terra e nos leva a casa das fantasias.
Juntos, corpo a corpo, o calor, consome-nos, revira-nos, uma frase sai de mim como se tivesse escrito no teu coração a palavra AMOR.

publicado por Ejamour de Carvalhais às 10:08
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.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

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