Quinta-feira, 2 de Dezembro de 2004

Carta de amor!!!

Enquanto escrevo... Escrevo a luz da vela nesta noite de relâmpagos, trovoadas, de chuva, de lágrimas, de desejos. Fora o Tempo que me perco em ti, linhas, frases e parágrafos de amor. A caneta simplesmente desliza quando respiro o sentimento que tenho por ti. Escrevo deitado, contorcido, meu corpo chama pelo teu corpo, desejos de homem... Penso em ti enquanto escrevo, o teu rosto, o teu sorriso, os teus olhos como flechas, punhais que trespassam o meu corpo. As velas aquecem-me o corpo, fazem sombras de fogo, no papel em cima da cama. Desejo-te deitada junto a mim, esta carta é tua... Linhas como curvas do teu corpo. No meu pensamento, junto meu corpo com o teu e fazemos um só corpo e uma só alma. A caneta desliza... Por momentos sorrio. Meu sorriso triste faz sombra nas quatro paredes que me rodeiam. Fecho os olhos, vejo-te aonde te escondo. Aqui dentro. Sinto o coração mais pesado, tem mais alguém??? Tem o mundo, a Vida, o AMOR, tenho tudo e não tenho nada. Enquanto escrevo, oiço os gatos lá fora, oiço a serenata do vento junto as árvores, oiço gotas de água de uma torneira mal fechada, oiço os ponteiros do relógio num tic-tac adormecedor. Olho para a cabeceira, leio o poema de amor dedicado ao luar. Vejo retratos... Revejo-me ali, com um simples sorriso. A carta de amor tem o cheiro da poesia, o amor vivo e ardente, chama da paixão. Linhas de intenso desejos, assim como o Sol se deleita junto ao mar, aquecendo a água, meu corpo arde de desejo de ter-te junto a mim.
Ainda deitado, ao sabor do som da chuva, de uma música romântica no rádio(Calling all angels - lenny Kravitz), de velas acesas, a carta abraça linhas de palavras que correm cheias de pressa adormecendo na folha de papel. Mil e umas palavras, de conforto de puro amor, de frases que saem aqui de dentro, este lugar sem nome, porque não sei se chamarei de coração, alberga tanto amor. Este membro, como uma bomba pulsando o sentir vivo de mim. Bocejo, espirro, soletro o teu nome, as linhas compõem-se. Termino a carta lendo junto a uma vela acesa, suspiro, terminando: Se eu te tivesse aonde me tenho...

publicado por Ejamour de Carvalhais às 13:03
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2 comentários:
De Anónimo a 2 de Dezembro de 2004 às 15:16
Hj em dia ja quse niguem escreve cartas de amor.. O q é triste.. ;)Bruno
(http://brunusfrutae.blogspot.com)
(mailto:seraoamorimpossivel@sapo.pt)


De Anónimo a 2 de Dezembro de 2004 às 13:15
Nao posso comentar esta "carta",pq o sentimento k me vai dentro do peito,me diz k em breve esse sorriso triste vai ganhar uma razao pra sorrir, mas de alegria.Por isso mais nao digo,e acredita no k digo!!!!!!!!BJ GRANDEsandra
</a>
(mailto:sandra_neto80@hotmail.com)


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.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

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