Quarta-feira, 20 de Outubro de 2004

Magia.

Um ramo de flores lançado ao mar, um poema perdido, uma lágrima esquecida, um adeus que vive com a vida.
Por que choras com o tempo? Por que te fechas nas cavernas da vida? Lá fora o amor procura alguém…
Primavera, momento mágico, estação do coração. O pólen da vida enfeitiça os corações, seduz os olhares. O vento beija a chuva, a chuva beija o chão, enfim o Céu chora para quando a Primavera chegar colher as lágrimas.
Vejo o amor procurando alguma coisa, mas não por mim. Olhando para tudo, mas não para mim. Não quero perder o gosto de amar, por isso, insisto tanto na aurora dos sonhos. Sonho com a Primavera, com as borboletas apaixonadas dentro de mim beijando os lírios, os jasmins, os girassóis, as violetas, sonho contigo, comigo, a navegarmos no rio do amor.
Olho para ti, para mim, procuro-te e não te encontro, deixo as lágrimas falar e nada dizem, mas espero, para quando a Primavera chegar. As andorinhas trazem o teu olhar, o vento o teu cheiro. A chuva nua, muda, adormece em mim procurando por ti.
Se eu pudesse faria do meu coração os jardins suspensos da Babilónia e faria de ti as flores, para quando a Primavera chegar.

publicado por Ejamour de Carvalhais às 14:21
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.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

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