Quarta-feira, 29 de Setembro de 2004

Falei de ti ao meu coração, gritei o teu nome vezes sem conta, procurei por mim para te encontrar até o dia em que o meu olhar cruzou com o triste olhar do amor.

Sentado debaixo de duas árvores, um corpo, uma vida, lavada em lágrimas, aqui e ali, junto as árvores despidas pelo o vento frio de Inverno, voz despindo a noite, beijando estrelas cadentes, desejos pedidos, quantos foram feitos alguns em nome do amor como dois amantes apaixonados.
É noite de luar, gatos ao relento miando junto a sombra de um corpo sem nome, sem o verdadeiro sorriso do amor.
O amor deixa de mostrar a verdadeira essência quando um coração ama em vão… O corpo deixa de ter a afirmação completa, é como tirar uma asa de uma borboleta, perde por completo todo o encanto... Fecha os olhos e deixa de voar por amor as flores.
No amor, os dias, as horas pertencem a um só momento. A noite parece ter outro sentido, os ponteiros dos relógios ganham outra velocidade. Quando verdadeiramente se ama alguém, as asas dos anjos são as nossas asas. Voamos interminavelmente abraçados aos sonhos, aos planos, aos desejos. A rota do amor torna-se apenas uma, somente única em todo seu sentido. Todos os caprichos, detalhes são minúsculos quando a certeza do verdadeiro amor sobrepõem ao querer.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 16:09
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.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

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