Terça-feira, 15 de Novembro de 2005

O testemunho de um relógio.

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Encontrei um corpo… Algumas páginas brancas, vazias espalhadas no chão, sem poemas, nem versos nem dor nem lágrimas. Mortas no Tempo.
Encontrei um olhar, tinha a luz das palavras vivas que morrem no nevoeiro cerrado. Um piano no meio da sala, velas dançando ao sabor do vento que entra em janelas entreabertas. Uma cruz de Cristo fixada na parede. A Fé…
Encontrei livros adormecidos em estantes, procurados por mãos cegas… Encontrei um corpo, filho de outros corpos, dos dias e das noites. Encontrei memórias filhas do passado, do Tempo que ficou do outro lado da rua da vida. Num relógio que já marcou as horas, minutos, no testemunho vivido de outras vidas.

publicado por Ejamour de Carvalhais às 11:32
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2 comentários:
De Anónimo a 17 de Novembro de 2005 às 09:38
PAra quem sabe ler este texto, e viver o seu conteudo, eu diria, é uma tela onde as aguarelas misturadas comas cores deram um lindo quadro. Amigo, estás na caminho certo, é uma delícia ler-tepi
(http://www.olharemtonsdemaresia.blogspot.com)
(mailto:piedadesol@netmadeira.com)


De Anónimo a 15 de Novembro de 2005 às 13:50
Só quem tem a agudez do olhar voltada para a vida, pode perceber momentos, passagens, registrados num relógio que atravessou o tempo, que se fez tempo, e que, sem desfazer do tempo pode agora mostrar cenas que foram marcadas no seu passar. Um feriado de alegrias, amigo, é o que venho desejar juntamente a um beijo carinhoso do meu para o seu coração.Mily
(http://calunguinha.blogs.sapo.pt)
(mailto:calunguinha13@hotmail.com)


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.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

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