Sábado, 5 de Novembro de 2005

Uma entrega única.

Não sei por quanto tempo durou aquela viagem.
Por quantas horas, minutos e segundos que falavam as horas vagas.
Um comboio de alta velocidade passa por mim como um fantasma que me quer abraçar… O tic-tac do relógio morto já algum tempo. Outrora tinha o brilho da vida. Abraçando incertezas vivas. No rádio músicas embalando a alma, foge o passado dando lugar ao presente que um dia será filho do passado. Olhares a volta da mesa, uma mesa completa, como uma árvore composta. Vestida de folhas verdes em plena primavera. Alguém solta um suspiro, reclamando com a vida. A vida dá a volta em nós ou nós é que damos a volta a vida seguindo-a por todos os caminhos. Por todas as estradas desenhadas por nós. Talvez sejamos meros observadores do nosso tempo. Somos actores do palco da vida... Aonde está a minha máscara? Aonde estou? Quem fui e serei um dia? De mim sei dos sinais que tenho no corpo, das marcas, das feridas saradas no tempo, cicatrizes... Dentro de mim tenho cicatrizes, quem não as tem? Tenho o sabor de abraços de afectos. Tenho a alegria de uma criança quando ganha um brinquedo, tenho o sabor da magia de um sonho tornado realidade.
Tenho a realidade dos dias e noites, quando encantos de olhares invadiam semblantes tristes. Os espelhos mostram a nossa realidade? Ou seremos nós próprios a nossa realidade?
E nesse instante alguém me mostra o caminho do vento nessa viagem interminável sem a sombra do meu corpo, porque a muito que o meu corpo pertence a terra que me viu nascer. Talvez um dia essa terra abraçará o meu corpo, misturar-se-á, eu e a terra a terra e eu e será uma entrega única.

publicado por Ejamour de Carvalhais às 11:37
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8 comentários:
De Anónimo a 15 de Novembro de 2005 às 09:23
O brilho da vida é assente em desconhecimento, em pura fantasia, em descobertas julgadas reais mas repletas de ignorância. A tristeza desta descoberta deixa-nos sem rumo, sem direcção, sem vontade de construir, sem vontade de desejar, sem vontade de olhar o mundo, sem vontade de aceitar o que ele nos quer dar… Olhar o futuro para quê? Que futuro é este que nos espera? Sempre a vaguear numa vida que desconhecemos, sem rumo, sem destino conhecido… que pode acabar no minuto seguinte… Nem a tristeza é um sentimento merecedor desta vida vazia que levamos…SHINE
(http://.)
(mailto:mssinet@hotmail.com)


De Anónimo a 13 de Novembro de 2005 às 02:20
oiee..
to passandu por aki dnovo..nao tem como nao passar aki...teu blog é show d bolaa..
abraçossRhody
(http://www.neoqeav.blogs.sapo.pt)
(mailto:euzynha_sc@hotmail.com)


De Anónimo a 8 de Novembro de 2005 às 17:06
Solidão é sentir o chão a fugir debaixo dos pés e não ter onde nos agarrar;
Solidão é não ver o onde colocar o pé no próximo passo;
Solidão é estar onde não se quer estar;
Solidão é olhar o futuro e reviver o passado;
Teresa
</a>
(mailto:teresaliz@sapo.pt)


De Anónimo a 8 de Novembro de 2005 às 01:29
Um texto denso, pesado, reflexivo, onde todas as indagações são postas lentamente, como se fossem pequenas farpas que estão a machucar a alma e precisam de ser trazidas à luz, para enfim, tentarem ser respondidas. Um belo texto, sem dúvida nenhuma, amigo, talvez como um mergulho... quiçá encontremos algumas respostas, ou mesmo a aceitação do que está delineado... quem sabe? Assim como os questionamentos são difíceis de se fazer, também as soluções não são fáceis de se mostrarem. Resta apenas ir indagando... Uma semana de muitas possibilidades, amigo, é o que lhe desejo no beijo e no afago que estou deixando aqui.Mily
(http://calunguinha.blogs.sapo.pt)
(mailto:calunguinha13@hotmail.com)


De Anónimo a 5 de Novembro de 2005 às 23:38
Obrigado pelo teu sussurro! Mil beijinhos!sussurros da lua
(http://blogfullmoon.blogs.sapo.pt/)
(mailto:sdrcarvalho@hotmail.com)


De Anónimo a 5 de Novembro de 2005 às 11:54
Há viagens que nos torturam a alma,ficamos suspensos no ar das emoções.Continuas a lutar, na próxima viagem será mais fácil,ou talvez não. Beijinhos e bom fim-de-semana.
MariaIIMaria
(http://vahalla.blogs.sapo.pt)
(mailto:mariam12@sapo.pt)


De Anónimo a 5 de Novembro de 2005 às 11:53
oiiiii
q show essa mensg!!!!!!!
sabe qdo vc acorda pnsandu na vida...no pq das coisas??? ae chegar e ler algo assim...faz a alma voar bem mais altoo...mtu profundoo
Tnha um otimu final de semna!!!!
abraçosRhody
(http://www.neoqeav.blogs.sapo.pt)
(mailto:euzynha_sc@hotmail.com)


De Anónimo a 5 de Novembro de 2005 às 11:53
"Às vezes,quero escrever o que penso, o que quero

mas as coisas não são tão fáceis assim

As pessoas elogiam o que não conhecem

e admiram o que nunca viram

Seria irreal escrever sobre o amor

O mundo não tem mais amor,

mas as pessoas iriam continuar contemplando os versos

não conhecem o amor

Talvez tenham sentido algum tipo de dor

o que confundiram com amor

mas dor é dor

e amor é amor

Tristeza faz parte da vida,

mas há pessoas que vivem tristes,

ou melhor, não vivem...

Em cada segredo, há trevas,

que estão sempre por detrás dos amores

Os ódios que se disfarçam de fadas

e as bruxas que enfeitiçam os mortais

Temores que não acabam mais

e tiram da vida um pouco de vida

Deixam as pessoas vazias,

querendo um pouco de amor...

Então, só restam a elas contemplar

outros versos que falam de amor

Elas não conhecem o amor

e precisam se refugiar

Carlos
(http://vagueando.blogs.sapo.pt/)
(mailto:c_m_a_n_u_e_l@hotmail.com)


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.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

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