Quinta-feira, 18 de Maio de 2006

Procuro-te

Esta ausência consome-me
maltrata-me
mata-me por dentro.
Esta ausência devora-me como um virús mortal
Entras na minha vida sem pedires licença e sais como entraste
Não sei quem és, nem de onde és. Serei o escudo que te protege
a alma. Serei as sombras das árvores em plena noite de luar.
Serei o teu mar. Volta... Trás de volta o que de mim levaste.
Nem deixaste um abraço. Nem deixaste a tua voz. Partiste
no silêncio do teu sentir.
Afinal aonde estou? Quem sou eu? E de onde vim.
Escrevo num muro branco em ruinas á carvão, um verso perdido no meu Eu.

publicado por Ejamour de Carvalhais às 08:56
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7 comentários:
De aroma a 18 de Maio de 2006 às 22:57
Procuras do Eu, procura das ausências, sombras de saudades, marcam-se em palavras silêncios sentidos...


De Princesa a 19 de Maio de 2006 às 11:33
Só sei que por vezes é necessário nos perdermos...para nos voltarmos a achar!

Beijinho Carinhoso
Princesa


De Afrodite® a 19 de Maio de 2006 às 14:18
Olá Querido.
Obrigada por tua visita. Adorei teu comentário. Volte sempre. Eu amei o texto. belo... Quem sou eu? De onde vim? Me faço estas mesmas perguntas.
Bjo meu.


De Mily a 19 de Maio de 2006 às 15:35
Retratas-te bem aquele momento em que nos sentimos perdidos, quando deparamos com a dolorosa verdade de que o ser amado partiu... às vezes sem nem deixar um adeus! E todas as questões filosóficas na busca da própria essência se fazem presente no nosso lamento, tão o sentimento de solidão que nos acomete. Um belo, sentido, e dorido poema, meu anjo! Vim deixar-te também um beijo e o desejo de um final de semana com muitos sorrisos... os teus, e de todos aqueles que de ti se acercarem.

Muito chic o "verificador ortográfico"... rss.


De lagoa_azul a 19 de Maio de 2006 às 21:23
Mas o que nos caracteriza é precisamente o facto de nos assistir a lembrança, a recordação e a memória.

Poder-se-ia devolver tudo, que o ciclo continuava a repetir-se,

Lindíssima reflexão,

Beijos com carinho...


De Sandy a 19 de Maio de 2006 às 21:33
Olá Jamour, escrever numa parede branca em ruínas é algo de muito triste, para além de que escreves a carvão. Mas como é carvão, se as palavras são amargas são facilmente apagadas, mas as ruínas... que fazer delas? Beijokas de uma algarvia. Bom fim de semana! :-)


De Sandra a 24 de Maio de 2006 às 19:55
Oi Jamour andava eu a navegar quando encontro este teu "Procuro-te", é lindo. Fica Bem Sandra


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.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

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