Terça-feira, 11 de Outubro de 2005

Até ao outro dia.

Oiço a chuva lá fora... Caindo, beijando o chão, molhando folhas secas estendidas no chão. Oiço cães latindo, passáros abrigados nos seus ninhos. Saio da cama despido, descalço sinto o chão gelado, vou a rua misturo-me com a chuva, sinto o beijo da chuva nos meus lábios. Sinto a água gelada no corpo. E por momentos como uma criança brinco com a chuva. Peço mais água para os campos e vales secos, para as flores.Vejo o crepúsculo despedindo-se de mais uma noite. De vento forte. Murmuro entre dentes como amo a chuva, como amo a vida. Como me sinto vivo.


O dia nasce molhado. As madrugadas são cinzentas. Arco-íris enfeitando o Céu cinzento. As últimas estrelas ainda resistem escondidas pelas nuvens. Teimam em partir com o crespúsculo. Desenho um sorriso no meu rosto sempre que me recordo que já fui criançada inocente. Abro as mãos e tento agarrar a chuva abraçando o vento.


Quem me dera puder voar como a chuva que cai sem direcção, beijando o vento.


Quem me dera puder voar e levar um poema de amor junto ao peito.  


Quem me dera puder ser um sonho eterno numa história de amor infinita.


Até ao outro dia...


 


publicado por Ejamour de Carvalhais às 15:28
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9 comentários:
De Anónimo a 13 de Outubro de 2005 às 17:31
Lindo... o teu poema

Voava
no sonho
e marcava os espaços em branco
e de repente
preenchias o rosto
com um sorriso único
de criança

Beijinhos
Betty Branco Martins
(http://bettybrmartins.blogspot.com)
(mailto:betty_martins@net.novis.pt)


De Anónimo a 13 de Outubro de 2005 às 13:23
no post anterior, com erros de teclado, queria dizer: é tão bom voar, livremente sob a chuva. Sentimos uma liberdade única.imar
(http://www.falabaixinho.blogspot.com)
(mailto:isarara@sapo.pt)


De Anónimo a 13 de Outubro de 2005 às 13:21
é taõ bom voara kivremente e sob a chuva, melhor ainda. Sentimos uma liberdade única.imar
(http://www.falabaixinho.blogspot.com)
(mailto:isarara@sapo.pt)


De Anónimo a 12 de Outubro de 2005 às 22:40
Ser um sonho eterno numa história de amor infinita... Ah, meu amigo, esse desejo perpassa o coração de todos nós! Lindo esse teu momento vivido na chuva, despido de todos os pudores, de todos os lamentos... apenas abrigado nas vestes de tua poesia! Lindo, nostálgico, tocante! A chuva tem esse poder de atração, de suscitar em nós desejos de sofreguidão, de querer tudo viver, e ao mesmo tempo... de entrega! Desculpe ter passeado nos teus versos... tome isso como o poder que tua palavra exerce em nossa alma. Beijos e afagos, nesse comecinho de noite sem chuva... mas de lembranças.Mily
(http://calunguinha.blogs.sapo.pt)
(mailto:calunguinha13@hotmail.com)


De Anónimo a 12 de Outubro de 2005 às 22:22
Finalmente chove... (e por aqui tb!!!!) Gostei, Beijinhos :)Aran_aran
(http://capricornioemimblogs.sapo.pt/)
(mailto:aran_aran@sapo.pt)


De Anónimo a 12 de Outubro de 2005 às 20:10
oiii
hum...como smpre seus posts fazem a gentii "viajar"....é tao gostoso sentir...a alma voanduu junto com a mensg...
nada melhor do q sentir a chuva...olhar pro ceu e ver a chuva caindu...é como c ela alem de lavar a terr, lavesse a alma...
abraços..
rhody
(http://www.neoqeav.blogs.sapo.pt)
(mailto:euzynha_sc@hotmail.com)


De Anónimo a 12 de Outubro de 2005 às 14:27
Ainda hoje eu gosto de sentir a chuva no meu rosto, apesar do olhar incrédulo de algumas pessoas. Um beijinho para tiemptysoul
(http://anamar.blogs.sapo.pt)
(mailto:emptysoul@sapo.pt)


De Anónimo a 12 de Outubro de 2005 às 13:08
"...desenho um sorrir no meu rosto sempre que me recordo que já fui criançada inocente. Abro as mãos a tentar agarrar a chuva abraçando o vento...".
Um desejo a reviver a infância num futuro que se deseja de serenidade. Maria do Céu Costa
(http://www.maisquepalavras.blogs.sapo.pt)
(mailto:mariaceucosta@sapo.pt)


De Anónimo a 11 de Outubro de 2005 às 22:10
Fascinante a forma como descreveste um dia de chuva e o que a chuva provoca em ti. Eu já sentia saudades da chuva... BeijoJoaninha
(http://joaninhavoavoa.blogs.sapo.pt)
(mailto:sonia.joana_78@sapo.pt)


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.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

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