Sexta-feira, 7 de Outubro de 2005

O silêncio do corpo.

Uma resposta no silêncio... Ao cair da tarde chega o crespúculo trazendo nos braços estrelas, luar, pirilampos caindo entre as árvores. Numa das ruas alguém encostado, fumando um cigarro demoradamente. Vozes distantes, vidas ausentes. Naquele espaço, lúgubre e acolhedor permanece a dor de um rosto.


Procuram-se por respostas que temos somente em nós. As respostas estão nos lugares em que nos encontramos? Que procuramos?


Não me procuro aonde não me sinto... Não me sinto aonde me tenho no mais amplo vazio. Não vivo, sobrevivo. Abraço a minha alma aconchegando-a. Limpado as lágrimas de uma vida cansada, de luta somente sozinho. A voz da alma perde-se no silêncio dos corpos sem vozes. Dos amores não amados. Do Tempo odiado.


Não tenho cura!!! Padeço de uma doença que se chama amor. Amo em vão e em vão permaneço esperando por alguém que não conheço...


Simples forma de dizer que a vida não é mais que uma viagem, de lutas constantes até na mais forma simples de amar...


publicado por Ejamour de Carvalhais às 09:18
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10 comentários:
De Anónimo a 10 de Outubro de 2005 às 19:51
Jamour

Continua a amar... sempre amando mesmo sendo aquilo somente que sentes e não vês!

Sinto-me BEM... lendo-te

Um beijoBetty Branco Martins
(http://bettybrmartins.blogspot.com)
(mailto:betty_martins@net.novis.pt)


De Anónimo a 10 de Outubro de 2005 às 09:39
Em vão… bons sentimentos nunca são em vão, mas uma dádiva, viver sem amor torna-nos ocos, vazios, resistentes a qualquer sensibilidade que nos possa rodear. Por vezes entramos nesse estado sem nos dar-mos conta, até que um dia um anjo olha para nós e nos abre o coração para o amor, que é sempre complicado e mal educado, nem pede licença para entrar… entra como uma flecha e nos envolve a alma, o corpo… e será em vão?? A sensação de amar e sentir-se amado nunca pode ser em vãoSHINE
(http://.)
(mailto:mssinet@hotmail.com)


De Anónimo a 8 de Outubro de 2005 às 19:41
A forma como escreves não é a de um sobrevivente mas sim de um vencedor.
Obrigada pelo que escrevessandra nunes
(http://contagemdecrescente.blogs.sapo.pt)
(mailto:sandrablog@sapo.pt)


De Anónimo a 8 de Outubro de 2005 às 18:18
Concordo contigo, por vezes é dificil viver, apenas vamos sobrevivendo. Por isso é que o amor é tão importante nas nossas vidas, porque o amor ocupa uma fatia grande dela. Continua a amar, continua a acreditar. Bom fds.Art Of Love
(http://bizaazul.blogspot.com)
(mailto:bizaazul@iol.pt)


De Anónimo a 8 de Outubro de 2005 às 16:34
A constante procura, a constante verdade do conceito das nossas vidas...alcalçar o Amor.
Muito bem escrito.orfeu
(http://www.ruas-sem-nome.blogspot.com)
(mailto:mabaorfeu@portugalmail.pt)


De Anónimo a 8 de Outubro de 2005 às 00:38
"A voz da alma perde-se no silêncio dos corpos sem vozes"... profundo isso!Mily
(http://calunguinha.blogs.sapo.pt)
(mailto:calunguinha13@hotmail.com)


De Anónimo a 7 de Outubro de 2005 às 23:11
Bonito, continue!Maria do Céu Costa
(http://www.maisquepalavras.blogs.sapo.pt)
(mailto:mariaceucosta@sapo.pt)


De Anónimo a 7 de Outubro de 2005 às 21:51
E tudo é permitido em nome do amor.
Ou na ilusão de o sentir.
Gostei, Jamie. Gostei...
Miguel
(http://vertentespoesia.blogspot.com/)
(mailto:as1140188@sapo.pt)


De Anónimo a 7 de Outubro de 2005 às 21:25
Tão certas as tuas palavras...belo texto!! Beijo enorme e bom fdsNeith
(http://www.echoes.blogs.sapo.pt)
(mailto:neith@sapo.pt)


De Anónimo a 7 de Outubro de 2005 às 19:57
Jamour...estás no bom caminho...piedadearaujosol
(http:/olharemtonsdemaresia.blogspot.com)
(mailto:piedadesol@netmadeira.com)


Comentar post

.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

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