Sexta-feira, 23 de Setembro de 2005

Sem vitórias e sem derrotas.

Escrevi teu nome na areia molhada numa noite repleta de silêncio. Escrevi oferecendo ao mar o teu adeus sem palavras. Caminhei a beira-mar molhando meus pés, misturando meu corpo com o mar, junto as conchas, junto as algas marinhas. Percorri dunas, amanheci entregue somente a mim. Não sei por quantas horas, minutos, segundos o mar foi meu companheiro, confidente. Talvez o último guerreiro de uma batalha sem tréguas, sem vitórias nem derrotas. Não sei que é feito de mim se me perdi nessa noite ausente...


Escrevi poemas de amor enfeitiçado pela lua. Estrelas sorriram no alto dos Céus. Nuvens escondendo minhas lágrimas. Meus pés marcados na areia molhada, sem rumo, sem destino. Esse caminho é longo como a caminhada do rio. É incerto como a chuva que cai sem direcção. É mágico como uma noite de pirilampos, de luar beijando o mar.


Todas as frases são incertas quando perdemos o sentido de nós próprios.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 12:16
link do post | comentar | favorito
|
10 comentários:
De Anónimo a 6 de Outubro de 2005 às 17:03
nssa...mtu linduu
vc é o "cara"rs.....é tao gostoso qdo estamos navegando e "por acaso", se é q ele existe, encontramos mesg..tao legais..q nos inspiram d verdad.Parabens!!
abrços
rhody.cjb.netRHody Elyneia
(http://www.neoqeav.blogs.sapo.pt)
(mailto:euzynha_sc@hotmail.com)


De Anónimo a 27 de Setembro de 2005 às 22:58
Gostei da ultima frase, o todo nem se fala!! Deixo um beijo enorme!sussurros da lua
(http://blogfullmoon.blogs.sapo.pt/)
(mailto:sdrcarvalho@hotmail.com)


De Anónimo a 27 de Setembro de 2005 às 16:36
E quando perdemos o sentido de nós próprios, dificilmente encontramos as frases certas. Parabéns pelo excelente texto!! BeijinhosNeith
(http://www.echoes.blogs.sapo.pt)
(mailto:neith@sapo.pt)


De Anónimo a 26 de Setembro de 2005 às 21:20
Agradeço desde já a visita ao meu espaço, e aproveito para felicitar pelo Excelente Blog que aqui tem! Palavras "cheias", num estilo muito próprio! Abraço...Carlos.Carlos Afonso
(http://carlosacafonso.blogs.sapo.pt)
(mailto:carlosacafonso@hotmail.com)


De Anónimo a 26 de Setembro de 2005 às 20:07
Por vezes sentimo-nos assim, nada a fazer! É mesmo esperar que o tempo, onda, seja lá o que for, passe...

Depois... vem a mansidão do mar...

BeijinhosBetty Branco Martins
(http://bettybrmartins.blogspot.com)
(mailto:betty_martins@net.novis.pt)


De Anónimo a 26 de Setembro de 2005 às 11:27
O amor é assim...vira-nos do avesso.inconfidente
(http://inconfidencias.blogs.sapo.pt)
(mailto:inconfidencias@sapo.pt)


De Anónimo a 25 de Setembro de 2005 às 23:54
São muito enriquecedores esses momentos em que nos descobrimos totalmente sós, ausentes até de nós mesmos. Essa pausa de ações, deixando apenas o pensamento vagar, as sensações chegarem sem que as busquemos, as emoções se aquietarem, os sentimentos aflorarem mansamente... é de uma preciosidade incrível e se faz necessária para que nos reencontremos com uma essência que julgávamos difusa. A parte desse buscar de si mesmo, há que se elogiar a beleza das imagens construídas, a poesia aflorando em cada palavra. Amigo, vim trazer-te um ramalhete de flores para saudar a primavera em teu coração, e saio daqui inebriada com a beleza desse texto tão profundo. Que tua semana seja de muita paz, alegrias e realizações. Beijos e afagos, na alma e no coração.Mily
(http://calunguinha.blogs.sapo.pt)
(mailto:calunguinha13@hotmail.com)


De Anónimo a 24 de Setembro de 2005 às 20:48
Ao ler este post tive uma estranha sensação de sintonia. Também eu me sinto assim!Brigida
(http://africadetodossonhos.blogspot.com)
(mailto:brigidabrito@netcabo.pt)


De Anónimo a 24 de Setembro de 2005 às 00:59
Um boa sintonia de escrita. Continue! Maria do Céu
(http://www.maisquepalavras.blogs.sapo.pt)
(mailto:mariaceucosta@sapo.pt)


De Anónimo a 23 de Setembro de 2005 às 18:04
E existe uma lógica de sentido para o amor??
Claro que não!
As tuas frases são fortes e estimulam...
Bom fim de semana por aí!
.
.
.
Miguel
(http://vertentespoesia.blogspot.com/)
(mailto:as1140188@sapo.pt)


Comentar post

.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

.pesquisar

 

.Abril 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

16
17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30


.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

.A voz da alma

. Abraço não sentido

. Diferente

. O teu nome

. Eu a ti, pertenço

. Até amanhã

. ... E no natal.

. Eterno

. Um poema só teu.

. Sedução

. Um tempo