Sábado, 29 de Agosto de 2009

Darfur

Perdi a inocência

antes de saber o valor

que tinha.

O meu rosto reflecte

a minha vida.

I pray...

Pray for peace in your

heart

I pray for better days,

I ask for angels come to

protect you my sister's, my brother's

 

 

(foto retirada da internet)

Que tudo seja diferente

no próximo dia, mas

são balas que nos atravessam

a vida, destruindo-nos sonhos...

Sonhos que morrem antes de nascerem.

O Céu perdeu as lágrimas

Tanto sofrimento, tanta dor,

tanta mágoa

como um fardo.

Meu corpo desmembrado,

minha alma perdida, sou refugiado  na terra que me viu nascer.

Perdido de mim...

A guerra tirou-me tudo, e

deixou-me a ausência, a minha sepultura.

Negócios obscuros, interesses

políticos, causas religiosas, estou inocente de tudo isso,

tenho os pés entregues a terra seca, quente, a chuva

sente-se magoada de cair aonde me tenho.

Estou aqui...

Nao sei para aonde ir, que caminho tomarei,

estou inocente, das armas inventadas, do ódio criado,

da morte plantada no meu quintal.

Para aonde irei?

Sei que se fechar os olhos

terei medo de não voltar novamente

a ver o azul do

Céu...

Nada temos; escolas, casas destruidas, corpos amargos,

corações perdidos,

o amor é uma miragem, a morte uma constante, pedidos de ajudas...

As nossas vozes perdem-se nas asas do vento. Ate quando?

Isolados de tudo que nos rodeia, o mundo de paz tornou-se apenas um sonho que talvez nunca atingiremos...

A guerra nao é, nunca foi,

nem nunca será a razao da nossa existencia...

É sim a ignorância da condição humana.

 

 

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publicado por Ejamour de Carvalhais às 17:40
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1 comentário:
De denguepaz a 2 de Setembro de 2009 às 02:45
como sempre meu grande mas que amigo es um irmao para mim nao e o sangue que nos liga mas sim a historia de nossas vidas pais ,sonhos ,conquistas e meio de partilhar o que nos vai na alma es um grande nao tenho palavras cre em teus sonhos e objectivos deus nunca se esquece dos seus a vida aqui e apenas um teste a nossa consciencia canuco de alguem que te admira sem palavras bicas sempre... muito forte as palavras que escreveste penso que toca a qualquer africano e tempo de reflectir de olhos abertos


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.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

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