Sábado, 12 de Setembro de 2009

Hope

(foto:jamour)

Uma viagem sem destino,

um rio que se recusa a estagnar

alguem luta entre a vida e a morte

numa cama vazia

um corpo sem a sexualidade de outrora...

Partiste

recusando a adeus,

o ate breve.

O vento abre um livro,

desfolhando-o.

Sao paginas nuas,

palavras despidas, uma caneta morta,

a espada desalinhada de um poeta.

Amanha no outono das palavras,

folhas secas trarao

a magia do recomeco de um ciclo.

Daqui nao me vou,

mas tambem nao me deixo ficar,

encurralado por paredes

invisiveis, resta-me acreditar

na porta da esperanca.

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publicado por Ejamour de Carvalhais às 12:36
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1 comentário:
De Maria a 13 de Setembro de 2009 às 00:08
Olá, meu amigo Jamour espero que estejas melhor do que a tua poesia, que apesar de bela é triste.
Espero que o teu rio continue a correr em direcção a um mar calmo, porque a esperança é uma porta aberta.
Beijinhos e um sorriso.
Maria


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.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

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