Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

Nesta folha negra

Eu sou imbondeiro.

Sou povo...

Sou deserto

nesse mar imperfeito.

Eu sou selvagem,

sou a danca da chuva

na terra seca e arida.

Eu nao sou guerras tribais,

interesses politicos,

conflitos religiosos, muros

sagrados de Jerusalem destruidos.

Minha alma 'e de paz.

Sou a poesia de uma flor

que se abre ao mundo,

espinhos afiados de uma roseira,

contradicao?

Mistura imperfeita da condicao humana.

Eu sou as arvores das florestas da liberdade,

um relogio sem hora marcada.

Eu sou soldado com arma de

madeira de uma patria sem nome.

Eu sou tu, meu irmao,

que amargamente

te escondes na solidao da vida,

momentaneamente sorrindo

para felicidade.

Sou corpos estendidos

nas ruelas da esperanca,

madrugadas sonhadoras.

Eu sou como o

pecado de um monge

encurralado nas paredes

do amor.

 

 

imbondeiro=arvore de grande porte

existe particularmente em Angola


publicado por Ejamour de Carvalhais às 16:31
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1 comentário:
De Ivan a 22 de Outubro de 2009 às 22:39
Demorei para voltar, mas voltei. E reencontrei escritos que me encantaram sempre que vinha aqui.


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.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

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