Quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

Sede

 (foto retirada da net)

Bebo da chuva

a sede que tenho

cicatrizes como raizes,

uma borboleta adormece

no orvalho que madrugamente

beija as folhas verdes.

Cores penetrantes,

cinzento do Ceu

misturando-se com o sol

de outono, esperando

pelo frio de Janeiro.

Casacos num guardafato,

cheirando a naftalina, espelhos

quebrados, supersticao e maldizeres

destino como porta acorrentada,

chaves atirada ao mar. Beijo nunca esquecido,

ficou o sabor da carne,

pecado cometido, um terco envelhecido.

Vou partir, mas antes deixarei uma frase

no olhar da chuva:

"A leveza do amor 'e como uma pena

que um passaro inocentemente

perde no beijo do vento..."

sinto-me: comigo mesmo

publicado por Ejamour de Carvalhais às 20:02
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1 comentário:
De Anónimo a 12 de Novembro de 2009 às 09:28
Parabéns, gostei desse poema...
Kandandu


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.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

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