Quinta-feira, 29 de Abril de 2010

Que fazer...

Que fazer

das lutas intensas

completas, constantes.

Desistencia, nao cai na terra

que os meus pobres pes pisam.

a distancia tao perto,

que o longe envergonha-se

de olhar-me nos olhos.

Nas veias, corre o rio

da esperanca, das portas

que se abrem, das janelas

semi fechadas, dos rostos

enrugados que me olham

nos sonhos que nao me deixam

dormir.

'E daqui que parto,

deste lugar vazio atado ao

meu corpo, de pele seca. Cresce-me

a barba a branca, a dureza da vida

que se deita na minha cama.

Cinzento 'e o Ceu, assim como

os olhos que choram lagrimas como

rios de aguas negras, deixo ficar no

espelho a minha frente a palma da minha

mao marcada, depois de um banho que me

tira o cansaco de um dia mas da-me

o vazio como cobertor.

Que fazer de mim?

Que fazer de n'os?

Que fazer, se nao me quero assim.

Deixo um beijo na petala que se despede da roseira.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 12:50
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.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

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