Terça-feira, 11 de Maio de 2010

As palavras vestiram-se de negro...

 

As palavras vestiram-se de negro,

sentaram-se no pátio da infelicidade,

acenando um adeus silêncioso,

penoso.

 

Meu amigo, já não há mais lágrimas

secaram-se.

 

Há apenas dor no peito ferido e as

memórias que me batem a porta da

saudade.

 

Na mesa, um livro aberto falando

da vida. Das perguntas constantes,

desvaneios e sentimentos afogados

na solidão, do gosto amargo e sabor

da tristeza que fala por nós.

 

Na esperança da mudança e na

sobrevivência diária, esperando

o amanhã que chegue com o rosto

transparente, limpido, sem mascaras,

incolor, talvez nessa procura se encontre

o desejo final.

 

Até sempre, não será apenas uma

palavra, um conforto mas sim

um abraço poético das palavras que nunca

se transformam em cinzas antes mantêm-se

vivas como a amizade que guardo no esconderijo

da minha alma.

 

Deixo as minhas lágrimas dizerem-te:

" Vai em paz, a mesma paz que um dia

Deus nos deixou..."

 

 

 

Em homenagem ao meu amigo

Joaquim Nascimento

Descansa em Paz


publicado por Ejamour de Carvalhais às 13:54
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.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

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