Quarta-feira, 31 de Agosto de 2005

Estado de espiríto.

Ninguém te levou daqui do teu lugar apenas e somente não te sentes aonde te encontras. No meio do turbilhão emocional ninguém reparou que as lágrimas escorriam-lhe pelo o rosto. Ninguém reparou que nada poderia fazer, que tudo tivera um fim. Um fim precipitado na angústia das certezas. Debaixo daquela árvore entregou os sentimentos, os sentidos. Entregou tudo que lhe pertencia e o que não lhe pertencia. Na paz dos anjos entrego a minha alma e não a quero de volta se tiver que sofrer novamente. Quantas frases disse no ouvido do vento? Quantos sonhos perdi nas inúmeras noites? Quantas luas me encantaram os olhos iluminando-me o rosto negro da noite.  Estas frases ficaram presas no casulo de sentimentos. Perdi as forças de te ver a chorar, sorri quando te vi a sorrir. Gritei o desejo de ter-te em minhas mãos, nos meus poemas, nas minhas frases. Parei o tempo para que voltasse a ter o meu EU.


Nessa derrota os anjos choraram comigo.Parece que a noite foi dia e o dia foi noite. Não te quero assim. Com medo do amanhã. Quero-te livre... Sim livre, despida, nua como a lua quando se entrega sem preconceitos. Quero-te única. Sim afinal não existes na realidade dos meus dias. És apenas uma imaginação que passa por mim e vive nas minhas frases de amor, de cúmplicidade. Talvez eu nunca tivera sido eu. Eu mesmo... Talvez eu seja como os gatos perdidos que passeiam pela noite a dentro sem nomes, sem um abrigo. Talvez eu esteja a espera de um carinho, de um abraço que me recusam sistemáticamente. Talvez eu seja como uma carta de amor rasgada num momento de fúria ou de arrependimento.


Não escolhi o dia nem sei o que é feito do meu destino. Dizem que existe a sorte e o azar. Talvez eu seja o último. Aonde está o meu estado positivo? Talvez eu seja o culpado de tudo o que em mim se torna um vazio. Vago como o deserto desiquilibrado como as areias movediças. Ainda que tudo em mim seja a chama reluzente do olhar de uma estrela lá no alto dos Céus se não me sentir nunca serei eu, nunca me terei a mim.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 14:15
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1 comentário:
De Anónimo a 17 de Setembro de 2005 às 10:20
Sinto a solidão de um tempo sem tempo
Sinto a saudade de algo inexplicável
Sinto medo do sentir
Sinto vontade de falar
Sinto que quero e não sei o quê
Sinto o tempo a passar por mim
Sou uma contradição de sentires

Teresa
Teresa
</a>
(mailto:teresaliz@sapo.pt)


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.Autor:Ejamour de Carvalhais

Não sou poeta, nunca fui, nunca desejei sê-lo. Sou apenas amante das palavras... Nesta folha negra deposito o que a minha alma me diz ao ouvido. Voz singela, de veludo, encanto que sinto a devorar-me o corpo. Rendo-me a simplicidade sentida da minha Alma, Fé, Essência que me guia na luz do amor. (Obrigado pelas visitas e comentários...)

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