Domingo, 2 de Abril de 2017

Abraço não sentido

Foram-se as palavras

ficaram os abraços, tempestades de sentimentos

aglomerados num baú envelhecido.

Hall de entrada, de retratos que amam uma casa, 

puxadores nas portas de várias mãos, de vários olhos

vedados, dois braços abertos, um abraço que se esconde,

lágrimas amanhecem

caem como folhas secas

tilitam como gotas de água de uma torneira mal fechada.

Adeus sem palavras

silêncio sentido, no logradouro esverdeado, 

vidas como um baloiço, carrocel imparável.

Talvez amanhã... Em plena madrugada, ouvir-se-á a voz

do abraço.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 22:04
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