Quarta-feira, 26 de Março de 2008

Luz do dia

Foto:Jamour

Ja nao sei o que fazer

o que dizer

Sou nada e do nada vim

e sobrevivo a minha significancia.

Sao mares e vales de lagrimas que me

acompanham.

Eu choro, como a chuva que cai insistentemente.

Nao tenho culpa de ter nascido com as lagrimas

perto dos olhos.

Ja nao procuro a luz no fundo do tunel.

O tunel deixou de ter fundo.

Eu canto a poesia do amor

de nada me serve ser assim.

Tenho o peito marcado de dor, chama de uma luz

do dia, Sol envergonhado, chuva despida. Vento silencioso.

Uma musica no radio, chora uma guitarra. A musicalidade de um corpo

triste. Eu so tenho Essencia e Fe. Nada mais me resta.

Quero gritar nomes de pessoas que ha muito que nao vejo.

O espelho ja nao reflecte a minha imagem. Tenho a imagem de um ser

que se perdeu a si proprio.

Levem-me daqui... Levem-me para os jardins suspensos da Babilonia

aonde encontrei uma flor com o olhar de uma deusa.

Eu ja nao sou eu

Eu sou o que nunca fui,

Sou o que sou, nessa tempestade de palavras.

O rio corre para lugar incerto sem pedir licenca

desenha estradas que a vida cobica.

Vou me cobrir com um manto de amor

de um anjo que luta contra inimigos

invisiveis, a minha arma sera um poema

de amor que nunca escrevi.


publicado por Ejamour de Carvalhais às 20:44
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2 comentários:
De Fallen Angel a 28 de Março de 2008 às 12:29
Passei por aqui para ler os teus escritos.
Aproveito para desejar um bom fim de semana sem escuridão e sem lágrimas.


De Maria a 19 de Abril de 2008 às 23:59
Olá Jamour espero que estejas bem.
Tenho dois miminhos para ti no meu blog.
Ler-te é sempre uma benção.
Beijinhos e um sorriso.
Maria


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